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Crise no Banco Master: saiba como reaver seu dinheiro!

Entenda como funciona o ressarcimento do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) após a liquidação do Banco Master. Saiba quem tem direito!

Helena SerpaPor Helena Serpa5 min de leitura
Banco Master

A liquidação extrajudicial do Banco Master, decretada pelo Banco Central, gerou dúvidas e preocupação entre correntistas e investidores que mantinham aplicações na instituição. Diante da situação, o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) assume papel central ao assegurar a devolução de parte dos recursos aplicados, de acordo com as regras de cobertura estabelecidas.

O que é o FGC e qual seu papel na crise do Banco Master

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O Fundo Garantidor de Créditos funciona como um mecanismo de proteção ao pequeno e médio investidor. Ele indeniza depositantes e investidores quando uma instituição financeira entra em intervenção ou liquidação, desde que o produto financeiro seja coberto pelo fundo.

Limite de cobertura

Quais investimentos são cobertos

Entre os produtos protegidos estão:

  • Contas correntes e poupança
  • CDBs
  • RDBs
  • LCIs
  • LCAs
  • Depósitos a prazo
  • Depósitos judiciais em determinadas condições

O que não é coberto

  • Ações
  • Debêntures
  • Fundos de investimento
  • COEs
  • Produtos que não envolvem depósito ou crédito direto ao banco

Como funciona o processo de ressarcimento

1. Envio da lista de credores ao FGC

O liquidante reúne todos os saldos e dados dos clientes e os envia ao FGC.

2. Liberação do sistema para solicitação

O FGC informa, pelo aplicativo e por comunicado oficial, quando a solicitação estará disponível.

3. Manifestação do credor

O correntista ou investidor precisa acessar o aplicativo do FGC, confirmar os dados e manifestar interesse no recebimento.

4. Envio de documentos e validação

A pessoa deve realizar verificação biométrica, cadastrar seus dados bancários e enviar documentos, se exigido.

5. Pagamento

O valor é transferido para a conta indicada após a assinatura digital do termo de sub-rogação.

O que é o termo de sub-rogação?

É o documento que autoriza o FGC a assumir a posição de credor perante o banco liquidado. Ou seja, ao receber a indenização, o investidor transfere ao FGC o direito de cobrar esses valores do banco.

Passo a passo para reaver seus recursos pelo FGC

Passo 1: Baixar o aplicativo do FGC

O aplicativo está disponível para Android e iOS. O primeiro passo é fazer o cadastro, informando:

  • Nome completo
  • CPF
  • Data de nascimento

Passo 2: Acessar a área “Solicitar pagamento de garantia”

O botão só é liberado após o FGC receber oficialmente a lista de credores enviada pelo liquidante.

Passo 3: Informar uma conta de titularidade

Somente contas em nome do próprio credor serão aceitas.

Passo 4: Realizar validação biométrica

A biometria facial garante que o valor seja liberado com segurança.

Passo 5: Assinar o termo de sub-rogação e aguardar pagamento

Depois da assinatura digital, o valor é creditado na conta indicada.

Pagamento para pessoas jurídicas

Empresas devem solicitar pelo Portal do Investidor, seguindo orientações enviadas pelo próprio FGC após o envio das informações cadastrais. A conta de recebimento deve obrigatoriamente ser de mesma titularidade e com o mesmo CNPJ.

Casos especiais: inventariantes e espólio

Nessas situações, o FGC realiza contato direto com os responsáveis legais, pois não é possível fazer a solicitação pelo aplicativo. Documentos adicionais podem ser exigidos para validar a legitimidade do pedido.

O que acontece com valores acima de R$ 250 mil

Qualquer quantia que exceda o limite garantido pelo FGC entra na massa falida da instituição. Nesse caso, o cliente se torna credor quirografário, ou seja, sem garantia de recebimento e sujeito à ordem de pagamento determinada pela legislação de falências.

O prazo de recuperação desses valores pode ser longo e não há garantia de que ocorrerá integralmente.

Principais pontos da investigação

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Emissão de CDBs sem lastro

O banco teria emitido cerca de R$ 50 bilhões em CDBs com juros muito acima do mercado, sem comprovação de que teria liquidez futura para quitá-los.

Compra e venda de créditos inexistentes

Parte do montante captado foi usada para adquirir créditos de uma empresa que, segundo autoridades, não possuía os ativos anunciados.

Venda dos mesmos créditos ao BRB

Esses créditos foram revendidos ao Banco de Brasília por R$ 12,2 bilhões, sem documentação adequada, com o objetivo de reforçar o caixa do Master.

Tentativa de venda do banco

Um consórcio anunciou a intenção de comprar o Banco Master, mas o processo foi interrompido após o Banco Central decretar a liquidação extrajudicial.

FAQ — Perguntas frequentes

O FGC cobre todos os investimentos do Banco Master?

Não. Apenas produtos protegidos, como CDB, RDB, LCI, LCA, poupança e depósitos à vista.

Qual é o limite de cobertura?

R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, por instituição.

Posso solicitar o pagamento imediatamente?

Não. É necessário aguardar o envio da lista de credores pelo liquidante ao FGC.

Posso receber em conta de terceiro?

Não. A conta precisa ser do próprio credor.

Valores acima de R$ 250 mil serão ressarcidos?

Somente por meio do processo de liquidação, sem garantia de pagamento.

Considerações finais

A liquidação do Banco Master representa uma das maiores intervenções recentes no sistema financeiro brasileiro. Embora a situação gere apreensão, o mecanismo do FGC funciona como importante proteção para grande parte dos correntistas e investidores. Seguir o passo a passo, acompanhar as notificações oficiais e manter dados atualizados são medidas essenciais para garantir o recebimento da indenização.

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Helena Serpa

Autor

Helena Serpa

Jornalista mineira, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ). Apaixonada por linguagem simples e comunicação acessível, atua como redatora no portal Seu Crédito Digital, onde produz conteúdos sobre finanças pessoais, cidadania, programas sociais, direitos do consumidor e outros temas relevantes para o dia a dia dos brasileiros. Sua escrita busca informar com clareza, contribuir com a inclusão digital e empoderar leitores a tomar decisões mais conscientes sobre dinheiro e serviços públicos.

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