A agitação tomou conta do setor de viagens após a surpreendente decisão da 123milhas de interromper os pacotes de viagens e a emissão de passagens da categoria “Promo”. A frustração não se limitou apenas ao cancelamento das viagens planejadas.
Crise sem fim: clientes recorrem à Justiça contra a 123milhas
Saiba o que dizem estes clientes da 123milhas que recorreram à Justiça em meio à crise e ao cancelamento de vendas promocionais.
Isso porque o modo como a empresa escolheu reembolsar os clientes também gerou revolta: através de vouchers, já suspensos, para uso futuro na própria plataforma. Alguns populares de Betim (MG), insatisfeitos com essa solução, decidiram recorrer ao Judiciário. Neste artigo, você vai conhecer as histórias de quem busca justiça e a crise da 123milhas.
Clientes adquiriram R$ 72 mil em passagens pela 123milhas

O jornal O Tempo, de Betim, conversou com alguns dos clientes que foram lesados pela decisão da 123milhas. Geisa Paula Nogueira, por exemplo, empresária de 36 anos, juntamente com um grupo de amigos, gastou R$ 72 mil em passagens aéreas com destino a Portugal. A organização da viagem levou um ano, e os planos não se limitavam aí: eles também tinham bilhetes para outros destinos europeus.
Da mesma forma, Josyane Milard da Silva e sua família tinham um pacote de viagem da 123milhas programado para Porto Seguro em outubro e não estão satisfeitos com a compensação proposta em vouchers. “O juiz já se pronunciou a nosso favor. Agora é esperar para ver se a empresa cumprirá a decisão”, afirmou Josyane.
Entenda a crise da empresa
A crise na 123milhas se intensificou desde 18 de agosto, quando a companhia suspendeu a emissão de passagens flexíveis. O ponto culminante ocorreu no dia 31 de agosto, com o pedido de recuperação judicial que foi aprovado pela Justiça de Minas.
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Com uma dívida declarada de impressionantes R$ 2,3 bilhões, essa medida visa proteger a empresa de um possível colapso financeiro. A recuperação judicial é uma estratégia que permite às empresas em dificuldade suspender o pagamento de dívidas, ganhando assim tempo para se reorganizar. No caso da 123milhas, a empresa solicitou um período de 180 dias.
Imagem: rafaelnlins / Shutterstock.com
