Quase duas semanas após o fim do programa de incentivo federal à compra dos carros populares, uma grande montadora suspendeu contratos de trabalho. A Mercedes-Benz optou por manter o layoff dos funcionários da fábrica de São Bernardo do Campo, em São Paulo.
Conforme informou a fabricante alemã, a decisão se deve ao momento atual do mercado brasileiro. Isto é, o nível de demanda de veículos comerciais é a maior motivação por trás da escolha.
Nesse sentido, os trabalhadores que atuam na produção de caminhões não receberão seus vencimentos até o final do mês de agosto.
A posição da Mercedes-Benz
Ainda que a suspensão dos contratos seja um revés, a marca esclarece que a produção dos veículos não está parada. Isso porque um turno cumpre expediente na fábrica a fim de reajustar o volume à demanda do mercado.
De maneira idêntica, outra marca alemã suspendeu os contratos de seus funcionários. Também no estado de São Paulo, mas em Taubaté, a Volkswagen anunciou o layoff de 800 funcionários. A medida entrará em vigor no próximo dia 1º de agosto, de tal forma que os trabalhadores vão ficar dois meses sem receber.
“A ferramenta de flexibilização está prevista em acordo coletivo firmado entre o sindicato e colaboradores da Volkswagen”, indicou a montadora.
Crise afeta os alemães
Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos, a unidade de Taubaté emprega pouco mais de 3 mil funcionários. O principal modelo produzido na fábrica do interior paulista é o Polo Track. O novo carro da Volkswagen ocupa o 2º lugar entre os mais vendidos, de acordo com levantamento da associação de concessionários.
Só no primeiro semestre deste ano, quase 38 mil brasileiros compraram esse modelo. Ainda que ele lidere o ranking interno de vendas, perde para o Onix, da Chevrolet, que vendeu mais de 44 mil unidades. Esses resultados decepcionantes e a estagnação do mercado resultaram em consequências negativas para a montadora.
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