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Cuidado: 11% dos brasileiros já perderam dinheiro em fraudes como pirâmides

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A promessa de investimentos com retorno financeiro muito acima da média pode levar investidores menos cuidadosos a optar por modalidades que, na prática, acabam se revelando fraudulentas. É o que revela a pesquisa “Fraudes em Investimentos no Brasil”, conduzida pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). Enfim, os dados mostram que 11% dos internautas brasileiros afirmam já terem perdido dinheiro em esquemas fraudulentos, como pirâmides.

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As principais ocorrências se deram em esquemas de pirâmide (55%), golpe de seguradora, onde supostamente o investidor receberia uma determinada quantia mediante pagamento de taxas e/ou despesas (19%) e golpe das ações ou fundos antigos de aposentadoria esquecidos, com exigência de pagamento antecipado de supostas taxas e/ou despesas (16%).

Pirâmides financeiras

“Pirâmide financeira, falsos fundos e fraudes envolvendo investimentos sempre começam com a promessa de altos ganhos de dinheiro rápido e fácil. E esses ganhos costumam ser bem acima da média das aplicações e investimentos tradicionais. Em todos os casos, três fatores costumam andar juntos: o excesso de confiança, a ganância ou a ingenuidade do investidor, aliada à negligência para checar a veracidade das informações, o que acaba facilitando a ação dos fraudadores”, comenta o presidente da CNDL, José Cesar da Costa.

Promessas de altos rendimentos = fraudes

Promessa de alta taxa de rendimento é principal motivo destacado por investidores vítimas de fraude. Também 62% dos entrevistados ainda não recuperaram dinheiro perdido

Dentre os benefícios apresentados ao investidor:

  • 44% dos entrevistados afirmaram que foram influenciados em cair nas fraudes pela promessa de alta taxa de rendimento;
  • 36% disseram que foram persuadidos pelo fato de não ser necessário entender de investimento;
  • 32% destacaram o baixo risco apresentado pelo investimento oferecido.

A venda foi realizada principalmente por um consultor autônomo não registrado ou licenciado (43%). Ademais, também por amigo ou parente (29%) ou por membro de um grupo ou organização a qual pertence (26%).

Entretanto, entre as principais ocorrências de fraudes que resultaram na perda do dinheiro investido, 29% informaram ter tido prejuízo após garantia de alta rentabilidade logo no início do investimento, 24% alegaram que o responsável desapareceu com o dinheiro investido e 19% que na data pré-determinada, o dinheiro não estava disponível para saque.

O estudo comprova o alto risco de perda financeira ao aderir a um investimento fraudulento. Ou seja, seis em cada dez entrevistados afirmam não ter recuperado os valores perdidos na fraude (62%). Da mesma forma, 35% já desistiram de receber e 27% ainda têm essa esperança. Em contrapartida, apenas 38% conseguiram reaver valores perdidos. Nesse caso, 18% resgataram com prejuízo, 8% foram ressarcidos pela empresa/ consultor através de acordo não-judicial e 6% foram ressarcidos pela empresa/consultor através de processo judicial.

Maioria tomou conhecimento de suposto investimento (fraudes) pela internet

De acordo com os entrevistados, a maioria tomou conhecimento dos investimentos da seguinte forma:

  • Primeiramente, pelos anúncios na internet (36%);
  • 34% afirmaram que foi por indicação de parentes e amigos;
  • 16% disseram que foi por informes recebidos por e-mail;
  • 16% por recomendação de um profissional/consultoria contratado.

“É fundamental verificar a procedência de corretoras, bancos e agências de investimento, se a instituição está registrada junto a CVM, além de consultar o Banco Central e a B3”, destaca Costa.

Metodologia

A pesquisa ouviu 917 pessoas residentes em todas as capitais do país. Homens e mulheres, com idade igual ou maior a 18 anos, das classes econômicas A/B/C (excluindo analfabetos). Os dados foram levantados em uma pesquisa conduzida pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).

PP 4.0

Com investimento total de R$ 3,7 milhões ao longo de dois anos, o projeto prevê três tipos de eventos que irão percorrer todas as regiões do país. São encontros com objetivo de qualificar lideranças para ações de Relações Institucionais e Governamentais (RIG) com foco no estímulo às articulações locais; encontros para fomento ao desenvolvimento local e regional por meio da articulação das lideranças do varejo e elaboração de propostas de Políticas Públicas; e encontros para mobilização empresarial para debater fundamentos essenciais ao desenvolvimento sustentável de negócios e empresas. Ao longo do período do convênio, serão realizados 36 encontros, 12 de cada tipo.

Enfim, os fóruns são conduzidos por especialistas em cada tema a fim de estimular o debate e a consolidação de fundamentos essenciais aos líderes do setor de comércio e serviços, como protagonismo, ética e associativismo. Também serão promovidos 12 estudos e pesquisas com objetivo de embasar a formulação de políticas públicas com foco nas micro e pequenas empresas do setor. Ademais, será desenvolvida uma plataforma digital de articulação política – um sistema online inédito no Brasil que permitirá acompanhar projetos, estruturar demandas e ao mesmo tempo mobilizar lideranças e conectar atores públicos e privados.

CNDL

Criada em 1960, a CNDL é formada por Federações de Câmaras de Dirigentes Lojistas nos estados (FCDLs), Câmaras de Dirigentes Lojistas nos municípios (CDLs), SPC Brasil e CDL Jovem, entidades que, em conjunto, compõem o Sistema CNDL. É a principal rede representativa do varejo no país e tem como missão a defesa e o fortalecimento da livre iniciativa. Atua institucionalmente em nome de 500 mil empresas. juntas, elas representam mais de 5% do PIB brasileiro, geram 4,6 milhões de empregos e movimentam R$ 340 bilhões por ano.

SPC Brasil

Há 60 anos no mercado, o SPC Brasil possui um dos mais completos bancos de dados da América Latina. Que contempla informações de crédito de pessoas físicas e jurídicas. É a plataforma de inovação do Sistema CNDL para apoiar empresas em conhecimento e inteligência para crédito, identidade digital e soluções de negócios. Oferece serviços que geram benefícios compartilhados para sociedade, ao auxiliar na tomada de decisão e fomentar o acesso ao crédito. É também referência em pesquisas, análises e indicadores que mapeiam o comportamento do mercado, de consumidores e empresários brasileiros, contribuindo para o desenvolvimento da economia do país.

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Imagem: Gajus/shutterstock.com

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