No Brasil, o DDD, sigla para Discagem Direta à Distância, é o sistema que permite fazer chamadas interurbanas sem a necessidade de passar por um operador. Oficialmente, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) o chama de Código Nacional ou Código de Área.
DDD 52 e outros 21 prefixos ‘escondidos’: saiba por que não são usados no Brasil
Conheça a história do DDD 52, código que nunca foi usado no RS e acabou extinto. Entenda o funcionamento dos códigos de área no Brasil.
Esses códigos têm dois dígitos e são digitados antes do número de telefone em ligações para outras cidades. Já para chamadas internacionais, utiliza-se o DDI, ou Discagem Direta Internacional, que é o código do país seguido do DDD da região desejada e do número. O DDI do Brasil é 55.

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O desaparecimento do DDD 52
Entre os quatro códigos ativos no Rio Grande do Sul, não existe o 52. O estado utiliza os prefixos 51 (Porto Alegre), 53 (Pelotas), 54 (Caxias do Sul) e 55 (Santa Maria).
Segundo a Anatel, o 52 chegou a ser planejado pela Telebrás nos anos 1990 para uso em outras regiões, mas acabou sendo aplicado de forma provisória no Espírito Santo em 1998. Menos de um ano depois, o estado adotou o 27 para a região metropolitana e o 28 para o sul, deixando o 52 sem destino e, na prática, extinto.
Códigos DDD que nunca existiram
Além do 52, há outros códigos que simplesmente não foram utilizados. Entre eles: 20, 23, 25, 26, 29, 30, 36, 39, 40, 50, 56, 57, 58, 59, 60, 70, 72, 76, 78, 80 e 90.
A ausência desses números não é aleatória. A Anatel explica que alguns foram reservados para uso futuro, em especial aqueles terminados em zero, que poderiam ser destinados a novas tecnologias ou serviços.
O início do sistema de DDD no Brasil
Primeiras ligações interurbanas
O sistema de discagem à distância começou em 1958, entre São Paulo e Santos, mas sem o uso de códigos numéricos. A mudança viria em 1969, com a criação de um Plano de Numeração organizado de forma lógica e geográfica.
Contexto da época
Em 1965, havia apenas 1,3 milhão de telefones no país. As principais cidades eram interligadas por linhas de micro-ondas, enquanto outras localidades dependiam de rádio, restrito às capitais.
O papel do Rio Grande do Sul na implantação
O sistema de DDD interestadual foi inaugurado oficialmente em 8 de novembro de 1969, conectando Porto Alegre a São Paulo e Rio de Janeiro sem necessidade de operadores.
O bloco de códigos começando com 5 foi atribuído ao Rio Grande do Sul, considerando a geografia e o volume esperado de tráfego. Santa Catarina ficou com o 47 e o Paraná com os 41 e 42.
Como os DDDs foram distribuídos pelo país

Estado de São Paulo
Por ser a maior cidade e maior mercado de telecomunicações do país, São Paulo recebeu o prefixo 11. O restante do estado herdou números com o primeiro dígito 1:
- 12: São José dos Campos
- 13: Santos
- 14: Bauru
- 15: Sorocaba
- 16: Ribeirão Preto
- 17: São José do Rio Preto
- 18: Presidente Prudente
- 19: Campinas
Estado do Rio de Janeiro
Como segundo maior estado em população, recebeu códigos começando com 2:
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- 21: Rio de Janeiro
- 22: Campos dos Goytacazes
- 24: Volta Redonda
Por que alguns códigos nunca foram usados
Segundo a Anatel, o processo de definição dos códigos seguiu dois princípios: organização geográfica e reservas técnicas.
Reservas técnicas para o futuro
Alguns códigos foram deixados vagos para permitir a criação de novos serviços, como ocorreu com a telefonia celular no fim dos anos 1980.
O DDD 23, por exemplo, foi reservado no Rio de Janeiro para eventual expansão tecnológica, mas nunca chegou a ser implantado.
Os códigos terminados em zero
Todos os DDDs terminados em zero foram mantidos como reserva técnica. Por isso, nunca existiram os códigos 20, 30, 40, 50 e assim por diante. A lógica era evitar esgotar combinações numéricas e manter espaço para serviços especiais.
O futuro dos DDDs no Brasil

Com o avanço da tecnologia e a digitalização das comunicações, o papel do DDD tende a mudar. Chamadas via internet já não dependem de códigos geográficos, mas o sistema segue sendo usado para organizar a rede telefônica nacional.
A Anatel mantém atualizações periódicas no Plano de Numeração, mas a tendência é que novos códigos só sejam criados em caso de saturação das combinações atuais.
