Debêntures incentivadas, isentas de Imposto de Renda, podem entregar um retorno líquido até 68% maior do que o Tesouro Direto em prazos semelhantes, segundo comparação divulgada nesta quinta-feira (16). O produto tem ganhado espaço entre investidores que buscam diversificar a carteira de renda fixa além dos títulos públicos.
Debêntures incentivadas rendem até 68% a mais que o Tesouro Direto
Debêntures incentivadas isentas de IR podem superar o retorno do Tesouro Direto em até 68%. Entenda como funciona e quais são os riscos desse investimento.
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Como funciona a comparação
Uma debênture incentivada da Rialma, por exemplo, paga IPCA+7,83% ao ano, enquanto um Tesouro IPCA+ com prazo equivalente remunera IPCA+7,26%. Como as debêntures incentivadas são isentas de IR, o retorno líquido da Rialma chega a 12,68% ao ano, contra 10,27% do título público, que sofre desconto de imposto.
O que isso significa na prática
Em uma aplicação de R$ 10 mil, essa diferença de rentabilidade pode representar receber cerca de R$ 128 mil na debênture contra R$ 76 mil no Tesouro, ao final do período — uma diferença de 68,8%. Outro papel citado, da MetrôRio, apresenta retorno líquido cerca de 47% superior ao do título público equivalente.
Quais são os riscos
Apesar do potencial de retorno mais alto, especialistas alertam para os riscos das debêntures em relação ao Tesouro Direto:
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- Risco de crédito da empresa emissora, diferente da garantia soberana dos títulos públicos
- Ausência de garantia do Fundo Garantidor de Créditos (FGC)
- Necessidade de avaliar a recomendação de um profissional antes de investir
Antes de investir
Analistas recomendam que o investidor avalie o rating de crédito do emissor, o setor de atuação e diversifique entre diferentes papéis antes de concentrar recursos em debêntures incentivadas, evitando expor a carteira a um único risco de crédito.
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