O governo Lula comunicou ao Governo de Minas Gerais que pretende anular o refinanciamento da dívida de R$ 16,4 milhões. Essa decisão foi gerada devido ao atraso na votação do Programa de Acompanhamento e Transparência Fiscal (PAF), na Assembleia Legislativa do estado. Agora, a situação preocupa a gestão de Romeu Zema (Novo).
Decisão de Lula pode causar atrasos em salários de servidores públicos
Além dos salários de servidores públicos, decisão do governo Lula pode causar falta de insumos na área da saúde. Confira mais detalhes!
Com isso, o governo mineiro está preocupado com a possibilidade de acontecer um colapso nas contas públicas. Isso porque, caso o débito seja executado, existem chances de atrasos nos salários dos servidores públicos. Além disso, poderá haver falta de insumos na saúde, suspensão de obras, entre outros.
Governo Lula comunicou a anulação por meio de ofício
A anulação do refinanciamento da dívida milionária foi comunicada por meio de ofício. No documento, o governo Lula informou que Minas não cumpriu a exigência contratual de aderir ao Programa de Acompanhamento e Transparência Fiscal (PAF III). Essa adesão é um dos requisitos para a adoção do Regime de Recuperação Fiscal (RRF).
Em nota, a gestão do estado disse estar em constante conversa com a União e com os demais poderes do país para achar uma solução para o problema. Zema, que atualmente cumpre seu segundo mandato como governador, tenta convencer a ALMG a aderir ao programa desde 2019.
Entenda o trâmite do projeto de lei que pode salvar salários de servidores públicos
O Projeto de Lei 767/2023, que prevê a adesão ao programa, foi aprovado pela ALMG em primeiro turno. Entretanto, os parlamentares obstruíram a votação em segundo turno porque tinham intenção de antes votar numa mudança de 12,84% nos salários de profissionais da segurança pública e da área de educação.
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O reajuste acabou não passando na casa, pois o governo argumentou que não teria verbas para dar o aumento. Além disso, destacou-se a necessidade de aprovação do PL de adesão ao PAF II. Atualmente, em caso de aceitação, Minas Gerais ganharia 12 meses para começar a pagar as dívidas e poderia dividir o pagamento em 9 anos.
Imagem: Isaac Fontana / shutterstock.com
