Nesta sexta-feira (10), uma quantidade não especificada de trabalhadores do Google – alocados no Brasil – receberam um e-mail notificando sobre sua demissão. O processo iniciou no final de janeiro e já resultou no desligamento de cerca de 12 mil trabalhadores por todo o globo.
Decisão do Google faz milhares perderem dinheiro
Após anúncio oficial, uma decisão do Google atinge milhares de pessoas pelo mundo, inclusive no Brasil. Entenda o contexto
Segundo a empresa, 6% de seus funcionários do mundo todo passarão pela finalização de contrato e não houve qualquer posicionamento da gigante quanto às demissões ocorridas no Brasil.
Empresas de tecnologia fazem demissão em massa
Assim como o Google, outras empresas de tecnologia realizaram ou estão em processo de realizar uma demissão em massa de seus trabalhadores. São alguns exemplos: Microsoft, Amazon, Twitter e Zoom.
Para o pesquisador sênior no ITS (Instituto de Tecnologia e Sociedade), João Victor Archegas, em entrevista concedida ao podcast Nossa Economia, houve um aumento expressivo no efetivo das big techs durante a pandemia. No entanto, após este período, o mundo vive forte desaceleração econômica e bastante instabilidade, o que acaba por gerar a demissão do efetivo adicional.
O argumento é reforçado pelo CEO do Google, Sundar Pichai, que esclarece que
“nos últimos dois anos, vimos períodos de crescimento dramático. Para acompanhar e alimentar esse crescimento, contratamos para uma realidade econômica diferente da que enfrentamos hoje”.
Outras possíveis motivações do Google
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Por outro lado, há a possibilidade de o Google ter um componente adicional ao contexto. De acordo com um pedido da TCI Fund Management, empresa de gestão de fundos e investidora da dona do Google, a demissão em massa serviria para retirar funcionários que estavam com remuneração acima da praticada pelo mercado.
Para o gestor do fundo de investimentos, Christopher Hohn, o cenário mais adequado considerando a situação macroeconômica, seria atingir uma redução de 20% da mão de obra total do Google. Ou seja, um aumento de demissões em 14%. Dessa maneira, os escritórios possuiriam cerca de 150 mil trabalhadores no total.
Imagem: Sundry Photography / shutterstock.com
