Veja o que foi dito por Fernando Haddad para o Banco Central e que pode ter um grande impacto na economia do Brasil. O ministro da Fazenda reforça informações positivas que podem auxiliar o cenário econômico do país.
Próximo da chegada de um novo encontro com os representantes do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, o ministro afirmou, na sexta-feira (28/04), que enxerga uma oportunidade para que a autoridade monetária do país inicie a redução da taxa de juros (Selic).
Com a tarifa estabelecida em 13,75%, Haddad vem, nos últimos dias, procurando uma alternativa para iniciar o processo. Segundo ele, as informações divulgadas sobre a previsão de aumento do PIB indicam a possibilidade de diminuição da Selic.
Previsões do PIB e possibilidade de baixa nos juros
Haddad comentou o resultado do Índice de Atividade Econômica (IBC-Br) do BC. Ele funciona como um indicativo de previsão do Produto Interno Bruto (PIB) do país. Nesse sentido, houve uma alta de 3,2% do indicativo em fevereiro deste ano, em comparação com janeiro.
Além disso, como mostrado no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado nessa semana, o país teve a criação de 195 mil novas vagas de emprego com carteira assinada, resultado também comemorado pelo ministro.
Segundo Fernando Haddad, o número do Caged chegou a atingir o dobro do esperado. Com isso, diversos bancos já estão realizando o recálculo do PIB para 2023. Antes abaixo de 1%, agora o índice tem novas previsões de quase 2% de aumento.
Haddad joga pressão no BC
Conforme dito pelo ministro, “abrimos espaço para a redução da taxa de juros, que pode acontecer a qualquer momento. O BC tem autonomia para decidir, mas o governo está fazendo a sua parte”. Assim, ele fez pressão para que o Banco Central busque maneiras de iniciar o processo de redução da Selic.
Ainda segundo Haddad, hoje o Brasil é o país com a maior taxa de juros no mundo. Portanto, os resultados obtidos de forma positiva podem abrir espaço para uma mudança e reativação do investimento, já que empresários, podendo acessar crédito mais barato, voltam a investir.
Entretanto, os detalhes sobre as possíveis mudanças e o início da queda da taxa de juros devem ser definidos nas próximas reuniões.
Imagem: Salty View/Shutterstock.com
