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Déficit primário deve ser menor em 2026 e 2027, aponta relatório

Prisma Fiscal reduz projeções de déficit para 2026 e 2027, mas dívida pode chegar a 86,5% do PIB. Entenda o impacto para o Brasil.

Bruna MachadoPor Bruna Machado15 min de leitura
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Economistas consultados pelo Ministério da Fazenda reduziram ligeiramente suas projeções para o déficit primário do governo central em 2026 e 2027. A revisão aparece no Prisma Fiscal de julho e sinaliza uma expectativa um pouco melhor para as receitas e o equilíbrio das contas públicas.

A melhora, porém, é pequena diante do tamanho do desequilíbrio projetado. A mediana das estimativas ainda indica déficit de R$ 58,077 bilhões em 2026 e de R$ 53,878 bilhões em 2027.

Ao mesmo tempo, os analistas esperam que a Dívida Bruta do Governo Geral permaneça em trajetória de alta, passando de 83% do Produto Interno Bruto em 2026 para 86,5% em 2027. As projeções para a dívida não mudaram em relação ao relatório anterior.

O aparente contraste gera uma dúvida importante: se o déficit esperado diminuiu, por que a dívida pública ainda deve crescer?

A resposta envolve os juros elevados, as despesas que não entram no cálculo da meta fiscal, o tamanho do déficit acumulado e a necessidade de o governo continuar emitindo títulos para financiar suas obrigações.

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O que mostrou o Prisma Fiscal de julho?

Imagem: Reprodução / Seu Crédito Digital

O relatório divulgado pela Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda reuniu as estimativas de instituições financeiras, consultorias e outras organizações que acompanham as contas públicas brasileiras.

A mediana para o resultado primário do governo central em 2026 passou de déficit de R$ 59,016 bilhões, na pesquisa de junho, para R$ 58,077 bilhões em julho.

Para 2027, a projeção saiu de déficit de R$ 54,716 bilhões para R$ 53,878 bilhões.

Em termos simples, o mercado continua esperando que o governo gaste mais do que arrecada nas contas primárias, mas acredita que a diferença poderá ser um pouco menor do que se imaginava no mês anterior.

A redução projetada foi de:

  • R$ 939 milhões no déficit de 2026;
  • R$ 838 milhões no déficit de 2027.

Embora qualquer melhora seja relevante, os números representam ajustes modestos em um orçamento que movimenta trilhões de reais.

O que é o Prisma Fiscal?

O Prisma Fiscal é uma pesquisa mensal organizada pelo Ministério da Fazenda para acompanhar as expectativas do mercado sobre as contas públicas.

Ele reúne projeções para indicadores como:

  • arrecadação federal;
  • receita líquida do governo;
  • despesas;
  • resultado primário;
  • dívida pública;
  • resultado de empresas estatais.

O Ministério calcula a mediana das respostas. A mediana é o valor que fica no centro das estimativas quando elas são colocadas em ordem.

Esse método evita que uma previsão muito otimista ou muito pessimista distorça excessivamente o resultado geral.

O Prisma é uma previsão do governo?

Não.

O relatório mostra o que os participantes do mercado esperam, e não necessariamente o que o Ministério da Fazenda projeta ou pretende alcançar.

Por isso, o Prisma pode apresentar números diferentes daqueles previstos no Orçamento, no Boletim Macrofiscal ou nos relatórios oficiais de avaliação de receitas e despesas.

O governo trabalha com suas próprias estimativas para planejar o orçamento e cumprir a meta fiscal. O Prisma funciona como um termômetro externo da confiança e das expectativas dos analistas.

O que é déficit primário?

O resultado primário é a diferença entre as receitas e as despesas do governo antes da conta de juros da dívida pública.

Quando as receitas são maiores que as despesas primárias, há superávit primário.

Quando as despesas são maiores, há déficit primário.

Imagine uma família que recebeu R$ 6 mil no mês e gastou R$ 6,5 mil com alimentação, aluguel, transporte, saúde e outras contas, sem incluir os juros das dívidas. Nesse caso, o déficit primário seria de R$ 500.

No governo, a lógica é semelhante, mas envolve valores muito maiores e uma estrutura mais complexa.

Entre as receitas estão impostos, contribuições e outras entradas de recursos. Entre as despesas primárias aparecem Previdência, salários, benefícios sociais, saúde, educação, investimentos e manutenção da administração pública.

O resultado primário é acompanhado porque mostra se as receitas correntes são suficientes para financiar as políticas e os serviços públicos antes do custo dos juros.

Déficit primário e déficit nominal são a mesma coisa?

Não.

O déficit nominal inclui o resultado primário e os juros pagos sobre a dívida pública.

Essa diferença é essencial para entender por que a dívida pode crescer mesmo quando o resultado primário melhora.

O governo pode reduzir seu déficit nas despesas do dia a dia e, ainda assim, apresentar um déficit nominal elevado porque precisa pagar muitos juros.

Com a taxa Selic alta, o custo de financiamento da dívida aumenta. Parte dos títulos públicos acompanha diretamente a taxa básica ou é influenciada pelas condições do mercado.

O Banco Central reduziu a Selic para 14,25% ao ano em junho de 2026. Mesmo após a queda, o patamar continuou elevado e com impacto relevante sobre os juros da dívida.

Por que a projeção do déficit melhorou?

A principal contribuição veio da expectativa de arrecadação maior.

A mediana da receita líquida projetada para 2026 aumentou de R$ 2,555 trilhões para R$ 2,567 trilhões. Isso representa uma elevação de aproximadamente R$ 12 bilhões.

Para 2027, a projeção passou de R$ 2,723 trilhões para R$ 2,732 trilhões, um aumento de cerca de R$ 9 bilhões.

Receita líquida é o valor que sobra para o governo federal depois das transferências obrigatórias de parte da arrecadação a estados e municípios.

A expectativa de receita pode melhorar por diferentes razões, como:

  • crescimento da economia;
  • aumento da massa salarial;
  • inflação maior;
  • arrecadação superior à esperada;
  • novas medidas tributárias;
  • recuperação de débitos;
  • receitas extraordinárias.

No entanto, o Prisma mostra apenas o resultado consolidado das projeções. Uma alta na estimativa de receita não significa que todos os analistas atribuam a mudança ao mesmo fator.

As despesas também aumentaram

A melhora da receita não foi acompanhada por redução dos gastos previstos.

A estimativa para a despesa total do governo central em 2026 subiu de R$ 2,619 trilhões para R$ 2,626 trilhões, uma diferença de aproximadamente R$ 7 bilhões.

Para 2027, a previsão permaneceu em R$ 2,776 trilhões.

Isso ajuda a explicar por que o déficit esperado diminuiu pouco.

Parte do ganho obtido com a projeção de arrecadação maior foi absorvida pelo aumento esperado das despesas.

O cenário revela um dos principais desafios das contas públicas brasileiras: muitas despesas são obrigatórias e crescem conforme regras legais, constitucionais ou vinculadas ao salário mínimo e à arrecadação.

Qual é a meta fiscal do governo para 2026?

O governo estabeleceu uma meta central de superávit primário correspondente a 0,25% do PIB para 2026.

Para 2027, a meta central sobe para superávit de 0,50% do PIB.

Superávit significa que, no cálculo considerado para a meta, as receitas devem superar as despesas.

Existe, porém, uma faixa de tolerância de 0,25 ponto percentual do PIB para cima ou para baixo.

No caso de 2026, essa margem permite que o resultado fique próximo de zero e ainda seja considerado dentro do limite inferior da meta, dependendo dos valores efetivos do PIB e dos critérios legais utilizados.

Essa faixa não transforma déficit em superávit. Ela funciona como uma margem admitida pelo regime fiscal para avaliar formalmente o cumprimento da meta.

Como o Prisma prevê déficit se a meta é de superávit?

Porque a projeção do resultado efetivo pode incluir despesas que recebem tratamento especial na apuração da meta.

Nos últimos anos, mudanças legais permitiram que determinados gastos fossem desconsiderados total ou parcialmente para fins de verificação da meta fiscal.

Isso pode incluir, conforme a norma aplicável a cada exercício:

  • precatórios;
  • requisições de pequeno valor;
  • despesas autorizadas fora do limite fiscal;
  • gastos excepcionais definidos por lei;
  • outras exclusões aprovadas pelo Congresso.

Assim, o governo pode apresentar um déficit primário no conceito mais amplo e, ao mesmo tempo, declarar cumprimento da meta depois dos abatimentos autorizados.

Para 2026, documentos fiscais consideram exclusões relacionadas a precatórios e outras despesas autorizadas fora do regime fiscal.

Esse mecanismo costuma gerar confusão porque existem dois números sendo discutidos:

  1. O resultado primário efetivamente observado nas contas.
  2. O resultado utilizado para verificar formalmente o cumprimento da meta.

A meta fiscal será cumprida?

Ainda não é possível saber.

O Prisma mostra a expectativa do mercado, mas o resultado dependerá do comportamento da arrecadação e das despesas até o fechamento do ano.

Entre os fatores que podem melhorar as contas estão:

  • crescimento econômico maior;
  • arrecadação acima do esperado;
  • contenção de despesas;
  • receitas extraordinárias;
  • recuperação de créditos tributários;
  • redução de benefícios fiscais.

Por outro lado, o resultado pode piorar se houver:

  • desaceleração da economia;
  • aumento de gastos obrigatórios;
  • frustração de receitas;
  • novas despesas emergenciais;
  • necessidade de compensações tributárias;
  • decisões judiciais com impacto fiscal.

O relatório de avaliação das receitas e despesas é o instrumento usado ao longo do ano para verificar se o Orçamento continua compatível com a meta.

Caso as estimativas piorem, o governo pode precisar bloquear ou contingenciar parte das despesas discricionárias.

O que é contingenciamento?

Contingenciamento é a limitação temporária de despesas para evitar que o governo ultrapasse a meta de resultado primário.

Na prática, ministérios podem ficar impedidos de executar parte do orçamento inicialmente autorizado.

A medida costuma atingir as chamadas despesas discricionárias, aquelas sobre as quais o governo possui maior liberdade de decisão.

Entram nesse grupo gastos como:

  • obras;
  • compras de equipamentos;
  • manutenção de órgãos;
  • bolsas e programas específicos;
  • investimentos;
  • contratos administrativos.

Despesas obrigatórias, como aposentadorias e benefícios previstos em lei, são mais difíceis de reduzir no curto prazo.

Por isso, quando ocorre bloqueio ou contingenciamento, uma parcela relativamente pequena do orçamento precisa absorver grande parte do ajuste.

Por que a dívida deve continuar subindo?

A projeção de déficit primário é apenas um dos fatores que afetam a dívida.

A Dívida Bruta do Governo Geral inclui obrigações do governo federal, dos estados e dos municípios. O indicador considera títulos públicos, empréstimos e outros compromissos financeiros definidos na metodologia do Banco Central.

A dívida pode crescer quando:

  • o governo gasta mais do que arrecada;
  • os juros aumentam o saldo devido;
  • há emissão de novos títulos;
  • o PIB cresce menos;
  • o câmbio afeta parcelas da dívida;
  • o governo realiza operações financeiras que ampliam suas obrigações.

O Prisma manteve a projeção de dívida bruta em 83% do PIB em 2026 e 86,5% em 2027.

Isso significa que, para cada R$ 100 produzidos pela economia brasileira em 2027, a dívida bruta corresponderia a aproximadamente R$ 86,50.

Por que a dívida é comparada ao PIB?

Comparar a dívida ao PIB permite avaliar seu tamanho em relação à capacidade econômica do país.

Uma dívida de R$ 1 trilhão tem significados muito diferentes para uma economia que produz R$ 2 trilhões e para outra que produz R$ 15 trilhões por ano.

Quanto maior o PIB, maior tende a ser a capacidade do governo de arrecadar impostos e administrar suas obrigações.

A relação dívida/PIB pode subir por dois caminhos:

  • aumento mais rápido da dívida;
  • crescimento fraco do PIB.

Também pode cair se a economia crescer de forma consistente, se houver superávits primários ou se os juros reais diminuírem.

O juro alto pesa mesmo sem novos gastos?

Sim.

A dívida pública precisa ser remunerada.

Quando um título vence, o governo paga ao investidor ou emite outro para substituir aquele compromisso. Esse processo é chamado de refinanciamento ou rolagem da dívida.

Com juros altos, os novos títulos tendem a exigir remuneração maior. Além disso, parte da dívida existente é diretamente vinculada à Selic.

Por isso, a melhora do resultado primário pode ser insuficiente para estabilizar o endividamento.

Para impedir o crescimento da dívida em relação ao PIB, o país precisa combinar fatores como:

  • resultado primário mais forte;
  • juros menores;
  • inflação controlada;
  • crescimento econômico;
  • confiança nas regras fiscais;
  • gestão adequada do prazo da dívida.

Não existe um único número de superávit capaz de resolver o problema em qualquer cenário. O esforço necessário muda conforme juros, crescimento e estoque da dívida.

Déficit menor é uma boa notícia?

Sim, mas precisa ser colocado em perspectiva.

Uma projeção de déficit menor indica que os analistas esperam uma diferença um pouco menor entre receitas e despesas.

Isso pode reduzir a necessidade de emissão adicional de dívida e melhorar a percepção sobre as contas públicas.

No entanto, a revisão de julho foi inferior a R$ 1 bilhão para cada ano analisado. Diante de um déficit próximo de R$ 58 bilhões e de uma dívida projetada acima de 80% do PIB, a mudança não altera substancialmente o cenário fiscal.

A principal mensagem do relatório é dupla:

  • o resultado primário esperado melhorou marginalmente;
  • a trajetória da dívida continua preocupante.

Como a situação fiscal afeta a população?

As contas públicas parecem distantes da rotina das famílias, mas influenciam juros, inflação, impostos, investimentos e serviços públicos.

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Empréstimos e financiamentos

Quando o risco fiscal aumenta, investidores podem exigir juros maiores para financiar o governo.

Como os títulos públicos servem de referência para diversas operações, esse movimento pode encarecer financiamentos de imóveis, veículos e empresas.

Investimentos e empregos

Juros elevados e incerteza fiscal podem reduzir projetos de expansão empresarial.

Empresas que pagam mais para tomar crédito tendem a adiar contratações, compra de máquinas e abertura de unidades.

Serviços públicos

A necessidade de controlar despesas pode limitar investimentos em infraestrutura, manutenção de órgãos e políticas públicas.

Como grande parte do orçamento é obrigatória, o ajuste costuma recair sobre áreas com maior flexibilidade.

Impostos

Quando as despesas crescem mais rapidamente do que as receitas, o governo pode buscar novas fontes de arrecadação.

Isso pode ocorrer por mudanças tributárias, redução de benefícios fiscais ou aumento da fiscalização.

Inflação e câmbio

A percepção de deterioração fiscal pode pressionar o câmbio e as expectativas de inflação.

O efeito não é automático, mas contas públicas frágeis podem dificultar o trabalho do Banco Central e prolongar períodos de juros elevados.

O aumento da arrecadação resolve o problema?

Não sozinho.

Receitas maiores ajudam a reduzir o déficit, mas sua qualidade importa.

Uma arrecadação permanente, gerada por crescimento da economia ou por uma base tributária estável, oferece mais segurança do que receitas extraordinárias que entram apenas uma vez.

Exemplos de receitas extraordinárias incluem concessões, dividendos atípicos, acordos tributários e pagamentos que não se repetirão nos anos seguintes.

Se despesas permanentes forem financiadas com receitas temporárias, o desequilíbrio pode reaparecer no exercício seguinte.

Para estabilizar as contas, o governo precisa buscar compatibilidade duradoura entre receitas e despesas.

Cortar gastos é suficiente?

Também não existe uma resposta simples.

Parte relevante das despesas federais está ligada a direitos previdenciários, benefícios sociais, saúde, educação, salários e transferências obrigatórias.

Reduções profundas exigem mudanças legais, reformas administrativas ou revisão de políticas públicas.

Ao mesmo tempo, cortar investimentos indiscriminadamente pode prejudicar o crescimento econômico e diminuir a arrecadação futura.

O desafio está em avaliar:

  • eficiência dos programas;
  • qualidade do gasto;
  • benefícios tributários;
  • despesas com baixo retorno social;
  • fraudes e pagamentos indevidos;
  • prioridades do orçamento;
  • sustentabilidade das regras obrigatórias.

O ajuste fiscal duradouro normalmente combina revisão de despesas, melhora da arrecadação e crescimento econômico.

O que acompanhar nos próximos meses?

O Prisma é apenas uma fotografia das expectativas de julho.

As projeções poderão mudar conforme forem divulgados novos dados de arrecadação, despesas, inflação, atividade econômica e juros.

Os principais indicadores para acompanhar são:

  • resultado primário mensal;
  • relatórios de receitas e despesas;
  • decisões sobre bloqueios orçamentários;
  • evolução da arrecadação;
  • taxa Selic;
  • projeção de crescimento do PIB;
  • trajetória da dívida bruta;
  • novas medidas fiscais;
  • cumprimento do limite de despesas.

Também será importante observar se a melhora das receitas prevista pelo mercado se confirmará.

O déficit menor significa que as contas estão resolvidas?

Não.

O Prisma Fiscal de julho trouxe uma revisão favorável, mas limitada. O mercado reduziu a projeção de déficit para R$ 58,077 bilhões em 2026 e R$ 53,878 bilhões em 2027.

Apesar disso, a expectativa de dívida permaneceu em 83% do PIB em 2026 e 86,5% em 2027.

A combinação mostra que o Brasil ainda enfrenta um desafio fiscal relevante. O governo precisa melhorar o resultado primário, administrar o crescimento das despesas e lidar com o elevado custo dos juros.

Para o cidadão, o ponto mais importante é compreender que uma pequena redução no déficit não significa queda imediata da dívida, diminuição de impostos ou liberação de mais gastos públicos.

O próximo passo será observar se a arrecadação maior prevista pelos analistas se confirmará e se o governo conseguirá aproximar o resultado efetivo das metas estabelecidas para 2026 e 2027.

Perguntas frequentes

Imagem: Reprodução / Seu Crédito Digital

O que é o Prisma Fiscal?

É uma pesquisa mensal do Ministério da Fazenda que reúne projeções de instituições do mercado para receitas, despesas, resultado primário e dívida pública.

Qual é o déficit previsto para 2026?

A mediana do Prisma Fiscal de julho indica déficit primário de R$ 58,077 bilhões para o governo central em 2026.

Qual é a previsão para 2027?

Os economistas projetam déficit primário de R$ 53,878 bilhões em 2027.

O déficit previsto diminuiu?

Sim. A estimativa caiu em relação ao levantamento de junho, mas a redução foi inferior a R$ 1 bilhão em cada ano.

Qual é a meta fiscal de 2026?

A meta central prevê superávit primário de 0,25% do PIB, com margem de tolerância de 0,25 ponto percentual.

O que é déficit primário?

É o resultado negativo obtido quando as despesas primárias superam as receitas, sem considerar os juros da dívida pública.

Por que a dívida aumenta mesmo com déficit menor?

Porque a dívida também é afetada pelos juros, pelo crescimento econômico, pelo refinanciamento de títulos e por outras operações financeiras.

Quanto pode chegar a dívida pública em 2027?

A mediana do Prisma projeta Dívida Bruta do Governo Geral equivalente a 86,5% do PIB em 2027.

A projeção do Prisma é oficial?

Não. Ela representa a expectativa mediana das instituições participantes, e não a previsão oficial do governo.

Como o déficit público afeta a população?

Ele pode influenciar juros, crédito, investimentos, impostos, câmbio e a capacidade do governo de financiar serviços públicos.

INFORMAÇÕES ATUALIZADAS 2026:

Bruna Machado

Autor

Bruna Machado

Bruna Cassana é gaúcha, natural de Pelotas, e atua como redatora no Seu Crédito Digital. Curiosa por natureza, está sempre conectada às tendências da web e às principais novidades sobre finanças, benefícios sociais e tecnologia. Com olhar atento às transformações digitais e linguagem acessível, Bruna contribui para informar e orientar leitores em decisões do cotidiano.

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