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Governo divulga déficit de R$ 14,4 bilhões em novembro; entenda os números

Governo registra déficit de R$ 14,4 bilhões em novembro de 2025. Veja os dados do Banco Central, comparação anual, impacto e mais.

Helena SerpaPor Helena Serpa5 min de leitura
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As contas públicas brasileiras encerraram o mês de novembro de 2025 com um déficit primário de R$ 14,4 bilhões, segundo dados divulgados pelo Banco Central. O resultado indica uma piora em relação ao mesmo mês do ano anterior, quando o déficit havia sido de R$ 6,6 bilhões, refletindo maior pressão sobre os gastos públicos e desafios persistentes no equilíbrio fiscal.

O levantamento faz parte do relatório de estatísticas fiscais, que consolida informações do Governo Central, empresas estatais e governos regionais, oferecendo uma visão ampla da situação das finanças públicas no país.

O que é o déficit primário?

Leia mais: Banco Central expõe causas e impactos da crise do Banco Master ao TCU

Conceito de déficit primário

O déficit primário ocorre quando as despesas do setor público superam as receitas, sem considerar o pagamento dos juros da dívida pública. Esse indicador é amplamente utilizado para avaliar a capacidade do governo de sustentar suas contas no médio e longo prazo.

Importância do indicador

O resultado primário é acompanhado de perto por analistas econômicos e investidores porque sinaliza o esforço fiscal do governo. Resultados negativos recorrentes podem elevar a percepção de risco e impactar variáveis como inflação, taxa de juros e crescimento econômico.

Resultado do Governo Central em novembro

Déficit do Governo Central

De acordo com o Banco Central, o Governo Central — que engloba Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central — apresentou déficit de R$ 16,9 bilhões em novembro de 2025. Esse desempenho foi o principal fator para o resultado negativo do setor público consolidado no período.

Pressão sobre receitas e despesas

O resultado reflete uma combinação de crescimento das despesas obrigatórias, como benefícios previdenciários, e uma arrecadação que não avançou no mesmo ritmo, especialmente em um cenário de desaceleração econômica e menor crescimento da atividade.

Desempenho das estatais e governos regionais

Resultado das empresas estatais

As empresas estatais federais, estaduais e municipais registraram déficit de R$ 2,9 bilhões em novembro. O resultado negativo indica dificuldades financeiras em setores estratégicos, além de impactos de investimentos e custos operacionais elevados.

Superávit dos governos regionais

Em contrapartida, os governos estaduais e municipais apresentaram superávit de R$ 5,3 bilhões no mesmo mês. Esse resultado ajudou a reduzir parcialmente o impacto do déficit do Governo Central e das estatais sobre o consolidado geral.

Acumulado em 12 meses mostra deterioração fiscal

Déficit acumulado até novembro

No período acumulado de doze meses até novembro de 2025, o setor público consolidado registrou um resultado primário negativo de R$ 45,5 bilhões. Esse valor equivale a 0,36% do Produto Interno Bruto, percentual que expressa o grau de desequilíbrio das contas públicas em relação à dimensão da economia nacional.

Comparação com o mês anterior

No acumulado até outubro, o déficit era de R$ 37,7 bilhões, equivalente a 0,30% do PIB. O aumento em apenas um mês evidencia uma trajetória de deterioração fiscal que preocupa autoridades econômicas e o mercado financeiro.

Juros da dívida seguem elevados

Juros nominais em novembro

Além do resultado primário, o Banco Central divulgou os dados referentes aos juros nominais da dívida pública. Em novembro de 2025, os juros totalizaram R$ 87,2 bilhões, valor inferior ao registrado no mesmo mês de 2024, quando somaram R$ 92,5 bilhões.

Impacto dos juros no orçamento

Mesmo com a redução pontual, o custo dos juros continua elevado e representa uma das maiores despesas do setor público. Esse fator limita a capacidade do governo de investir em áreas como infraestrutura, saúde e educação.

Acumulado de juros em 12 meses

No acumulado de 12 meses até novembro, os juros nominais chegaram a R$ 981,9 bilhões, correspondendo a 7,77% do PIB. No mesmo período do ano anterior, o total havia sido de R$ 918,2 bilhões, equivalente a 7,83% do PIB.

Diferença entre dados do Banco Central e do Tesouro

Números distintos para o mesmo período

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O Tesouro Nacional informou que o déficit primário do Governo Central em novembro foi de R$ 20,2 bilhões, valor superior ao divulgado pelo Banco Central.

Motivo das divergências

As diferenças ocorrem porque cada instituição utiliza metodologias e escopos distintos para o cálculo das contas públicas. Enquanto o Tesouro foca especificamente no Governo Central, o Banco Central adota uma abordagem mais ampla, consolidando dados de diferentes entes.

O que os números indicam para a economia

Riscos para o equilíbrio fiscal

Os resultados apontam para um cenário de atenção redobrada em relação ao controle dos gastos públicos. A manutenção de déficits elevados pode dificultar o cumprimento de metas fiscais e pressionar a trajetória da dívida pública.

Impactos no mercado e na política econômica

O desempenho fiscal influencia diretamente as expectativas do mercado, afetando decisões de investimento, política monetária e a percepção de risco do país. Ajustes estruturais e medidas de contenção de despesas tendem a ganhar espaço no debate econômico.

Perguntas frequentes

Qual a diferença entre primário e nominal?

O déficit primário não considera os juros da dívida, enquanto o déficit nominal inclui tanto o resultado primário quanto os juros pagos.

Por que os dados do Banco Central e do Tesouro são diferentes?

As instituições utilizam metodologias e escopos distintos, o que gera números diferentes para o mesmo período.

Considerações finais

O déficit de R$ 14,4 bilhões registrado em novembro de 2025 evidencia os desafios enfrentados pelo governo para equilibrar as contas públicas. Embora alguns segmentos, como os governos regionais, tenham apresentado resultados positivos, o peso do Governo Central e dos juros da dívida mantém o cenário fiscal pressionado. A evolução desses indicadores será determinante para o desempenho econômico do país nos próximos meses.

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INFORMAÇÕES ATUALIZADAS 2026:

Helena Serpa

Autor

Helena Serpa

Jornalista mineira, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ). Apaixonada por linguagem simples e comunicação acessível, atua como redatora no portal Seu Crédito Digital, onde produz conteúdos sobre finanças pessoais, cidadania, programas sociais, direitos do consumidor e outros temas relevantes para o dia a dia dos brasileiros. Sua escrita busca informar com clareza, contribuir com a inclusão digital e empoderar leitores a tomar decisões mais conscientes sobre dinheiro e serviços públicos.

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