O déficit fiscal do Governo Central apresentou forte deterioração ao longo de 2025, alcançando R$ 83,8 bilhões no acumulado entre janeiro e novembro. O resultado representa um aumento real de 16,6% em relação ao mesmo período do ano anterior, quando o rombo somava R$ 67 bilhões. Os dados foram divulgados pelo Tesouro Nacional e reforçam o cenário de pressão crescente sobre as contas públicas.
Déficit fiscal do Governo Central dispara 25% e alcança R$ 83,8 bilhões
Déficit do Governo Central cresce 25% em 2025 e soma R$ 83,8 bilhões até novembro. Queda de receitas e alta de gastos.
O desempenho negativo registrado em novembro contribuiu de forma decisiva para o avanço do déficit ao longo do ano, frustrando expectativas do mercado financeiro, que projetava um resultado menos adverso.
Resultado primário de novembro surpreende negativamente
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Déficit mensal supera projeções do mercado
Somente no mês de novembro, o Governo Central registrou déficit primário de R$ 20,2 bilhões. O valor ficou significativamente acima do rombo observado em novembro do ano anterior, quando o resultado negativo havia sido de R$ 4,5 bilhões. Economistas esperavam um déficit menor, o que elevou a percepção de risco fiscal no curto prazo.
Comparação com o desempenho de 2024
A comparação anual evidencia a piora do quadro fiscal. Em novembro de 2024, apesar do cenário ainda desafiador, o resultado foi menos pressionado tanto pelo lado das receitas quanto das despesas. Em 2025, a combinação de queda na arrecadação e crescimento expressivo dos gastos ampliou o desequilíbrio das contas públicas.
Queda da receita pressiona o resultado fiscal
Receita total registra retração real
A receita total do Governo Central somou R$ 218,4 bilhões em novembro, registrando uma queda real de 2,6% na comparação anual. Essa retração teve impacto direto sobre o resultado primário do mês e contribuiu para o aumento do déficit acumulado no ano.
Redução em dividendos e concessões
Entre os principais fatores que explicam a queda da arrecadação estão as receitas de dividendos e participações, que recuaram R$ 6,9 bilhões. As concessões e permissões também apresentaram retração expressiva, com redução de R$ 4,7 bilhões no período.
Crescimento do Imposto de Renda ameniza perdas
Apesar do cenário negativo, a arrecadação do Imposto sobre a Renda apresentou crescimento de R$ 5,1 bilhões em novembro. O avanço, no entanto, não foi suficiente para compensar as perdas observadas em outras fontes relevantes de receita.
Despesas do Governo Central aceleram acima da inflação
Alta real dos gastos públicos
Do lado das despesas, o Governo Central registrou crescimento real de R$ 7,1 bilhões em novembro. O avanço acima da inflação reforça o desafio estrutural de controle dos gastos, especialmente em um contexto de rigidez orçamentária.
Benefícios previdenciários lideram aumento
Os benefícios previdenciários foram um dos principais responsáveis pela elevação das despesas, com alta real de R$ 3 bilhões, equivalente a um crescimento de 3,9% em relação ao mesmo mês do ano anterior.
Despesas discricionárias avançam com força
Outro destaque foi o crescimento das despesas discricionárias, que aumentaram R$ 3,9 bilhões, representando uma alta real de 27,3% na comparação anual. Esse avanço chama atenção por ocorrer em um ambiente de busca por maior equilíbrio fiscal.
Déficit da Previdência segue como principal pressão estrutural
Rombo do RGPS alcança R$ 321,2 bilhões
O déficit do Regime Geral da Previdência Social atingiu R$ 321,2 bilhões no acumulado de 12 meses até novembro de 2025. O valor reforça o papel central da Previdência como principal fator de desequilíbrio das contas públicas brasileiras.
Receita líquida da Previdência recua
A receita líquida previdenciária registrou queda real de 4,8% em novembro na comparação anual, totalizando R$ 166,9 bilhões. A redução ocorre em um contexto de desaceleração econômica e desafios no mercado de trabalho formal.
Despesas primárias seguem em trajetória ascendente
As despesas primárias do Governo Central subiram 3,4% em termos reais no acumulado do ano, avançando de R$ 1,9 trilhão para R$ 2,1 trilhões. O crescimento reforça a dificuldade de contenção dos gastos obrigatórios.
Resultado em 12 meses e impacto sobre o PIB
Déficit representa 0,47% do PIB
No acumulado de 12 meses até novembro de 2025, o resultado primário do Governo Central foi deficitário em R$ 57,4 bilhões, o equivalente a 0,47% do Produto Interno Bruto. O indicador é acompanhado de perto por analistas e agências de classificação de risco.
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Despesas atingem quase 19% do PIB
As despesas do Governo Central chegaram a 18,81% do PIB no período, evidenciando o peso do setor público sobre a economia. O nível elevado limita a capacidade do governo de expandir investimentos sem comprometer o equilíbrio fiscal.
Déficit previdenciário ampliado no setor público
Somando RGPS, RPPS Civil e pensões e inativos militares, o déficit totalizou R$ 442,6 bilhões em 12 meses, correspondendo a 3,5% do PIB. O número reforça o caráter estrutural do problema previdenciário no Brasil.
FAQ
Por que o déficit cresceu em 2025?
O aumento ocorreu devido à queda de receitas importantes, como dividendos e concessões, e ao crescimento das despesas previdenciárias e discricionárias.
Qual foi o déficit acumulado até novembro de 2025?
O déficit acumulado de janeiro a novembro de 2025 atingiu R$ 83,8 bilhões.
O governo vai cumprir a meta fiscal?
As projeções indicam que o governo deve cumprir a meta fiscal, impulsionado por receitas extraordinárias em dezembro.
Qual o impacto do déficit no PIB?
O déficit do Governo Central em 12 meses representa 0,47% do Produto Interno Bruto, enquanto o déficit previdenciário ampliado chega a 3,5% do PIB.
Considerações finais
O avanço do déficit fiscal do Governo Central em 2025 evidencia os desafios persistentes das contas públicas brasileiras. A combinação de queda na arrecadação, crescimento das despesas obrigatórias e elevado déficit previdenciário mantém o equilíbrio fiscal sob pressão. Embora haja expectativa de melhora pontual em dezembro, o cenário reforça a necessidade de reformas estruturais para garantir sustentabilidade no médio e longo prazo.
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