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Contas públicas têm déficit de R$ 30 bi em fevereiro; veja o impacto

Déficit de R$30 bi em fevereiro pressiona dívida pública. Entenda impactos na economia, juros e cenário fiscal do Brasil.

Melissa BarbosaPor Melissa Barbosa5 min de leitura
Déficit

O governo central registrou um déficit primário de R$ 30,046 bilhões em fevereiro de 2026, segundo dados divulgados pelo Tesouro Nacional. Apesar de negativo, o resultado veio melhor que o esperado pelo mercado financeiro e representou uma queda real de 8,4% em relação ao mesmo mês de 2025.

O número reforça um cenário fiscal ainda desafiador, mas com sinais pontuais de melhora na arrecadação. Para o leitor, entender esses dados é essencial porque eles impactam diretamente inflação, juros, crédito e até o custo de vida.

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O que é déficit primário e por que ele importa

O déficit primário ocorre quando o governo gasta mais do que arrecada, desconsiderando o pagamento de juros da dívida pública.

Por que esse indicador é relevante

O resultado primário é uma das principais métricas acompanhadas por economistas, investidores e pelo próprio governo. Ele indica a capacidade do país de equilibrar suas contas.

Quando há déficit:

  • O governo precisa se endividar mais
  • A dívida pública cresce
  • Pode haver pressão sobre juros e inflação

Quando há superávit:

  • O país consegue reduzir sua dívida
  • Ganha mais confiança do mercado
  • Abre espaço para juros menores

O que levou ao resultado de fevereiro

O desempenho de fevereiro foi influenciado por dois fatores principais: aumento das receitas e crescimento mais moderado das despesas.

Crescimento da arrecadação

As receitas líquidas somaram R$ 157,681 bilhões, com alta real de 5,6% frente a 2025. Entre os destaques:

  • Aumento de 4,1% nas receitas administradas pela Receita Federal
  • Crescimento expressivo de 35,6% na arrecadação do IOF
  • Alta de 8,1% na Cofins
  • Expansão de 5,6% na arrecadação da Previdência

Esse avanço mostra um cenário de atividade econômica ainda resiliente, com maior circulação de dinheiro e consumo.

Alta das despesas públicas

Mesmo com arrecadação maior, os gastos também cresceram. As despesas totais chegaram a R$ 187,727 bilhões, com aumento real de 3,1%.

Os principais aumentos vieram de:

  • Despesas discricionárias (investimentos e custeio)
  • Gastos com pessoal e encargos sociais
  • Benefícios previdenciários

Esse movimento reflete tanto compromissos obrigatórios quanto decisões de política pública.

Resultado acumulado em 2026 ainda é positivo

Apesar do déficit em fevereiro, o resultado acumulado no ano segue positivo.

Nos dois primeiros meses de 2026, o governo registrou superávit primário de R$ 56,854 bilhões, impulsionado pelo resultado forte de janeiro.

Esse dado é importante porque mostra que o ano começou com certo equilíbrio fiscal, o que pode ajudar na credibilidade econômica.

Impacto na dívida pública brasileira

O principal efeito dos déficits primários é o aumento da dívida pública.

Atualmente, a dívida bruta do Brasil está em cerca de 78,7% do Produto Interno Bruto (PIB), um patamar considerado elevado para economias emergentes.

Por que a dívida preocupa

Quanto maior a dívida:

  • Maior o risco percebido pelos investidores
  • Mais altos tendem a ser os juros cobrados
  • Menor o espaço para investimentos públicos

Além disso, a dívida também é impactada pelos juros básicos da economia.

Relação com a taxa Selic

A trajetória da dívida pública está diretamente ligada à taxa básica de juros, a Selic.

Atualmente, a Selic está em 14,75% ao ano, um nível elevado que aumenta o custo de financiamento da dívida.

Expectativas do mercado

Segundo o Banco Central do Brasil, por meio do boletim Focus, a expectativa para o fim de 2026 é de uma Selic em 12,50%.

Esse número subiu em relação às projeções anteriores, refletindo incertezas no cenário internacional.

Influência do cenário global

Um dos fatores que tem afetado as expectativas de juros é a tensão geopolítica envolvendo países como Estados Unidos, Israel e Irã.

Esse conflito pressiona os preços do petróleo, o que pode gerar:

  • Aumento da inflação global
  • Pressão sobre combustíveis no Brasil
  • Necessidade de manter juros altos por mais tempo

A dívida brasileira é sustentável?

Apesar dos desafios, o Tesouro Nacional afirma que a dívida pública brasileira continua sustentável.

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Segundo o secretário do Tesouro, existem diferentes mecanismos para equilibrar essa trajetória, como:

  • Controle de gastos
  • Aumento da arrecadação
  • Crescimento econômico

Mesmo assim, o cenário exige atenção constante, principalmente se os juros permanecerem elevados por mais tempo.

Como isso afeta o seu dia a dia

Pode parecer distante, mas o déficit público impacta diretamente a vida do brasileiro.

Principais efeitos práticos

  • Juros mais altos em empréstimos e financiamentos
  • Crédito mais caro e restrito
  • Inflação pressionada
  • Menor capacidade do governo investir em serviços

Por outro lado, quando há melhora fiscal:

  • O crédito tende a ficar mais barato
  • O consumo aumenta
  • A economia cresce com mais força

O que esperar para os próximos meses

O desempenho fiscal de 2026 vai depender de três fatores principais:

1. Arrecadação

Se a economia continuar aquecida, a arrecadação pode seguir crescendo.

2. Controle de gastos

O governo precisará equilibrar despesas obrigatórias e investimentos.

3. Juros e cenário externo

A evolução da Selic e do cenário internacional será decisiva para a dívida.

O mercado seguirá atento aos próximos dados fiscais para avaliar a sustentabilidade das contas públicas.

Conclusão

O déficit de fevereiro, embora menor que o esperado, reforça que o Brasil ainda enfrenta desafios fiscais importantes. O crescimento da arrecadação é um ponto positivo, mas o aumento das despesas e o nível elevado da dívida exigem cautela.

Para o cidadão, acompanhar esses indicadores é fundamental, pois eles influenciam diretamente o custo do crédito, a inflação e as oportunidades financeiras no país.

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INFORMAÇÕES ATUALIZADAS 2026:

Melissa Barbosa

Autor

Melissa Barbosa

Melissa Barbosa é Redatora SEO e Designer no portal Seu Crédito Digital. Estudante de Jornalismo, possui sólida experiência em Marketing de Conteúdo, com foco em estratégias de SEO, comunicação digital e identidade visual. Apaixonada pelo universo da informação e da criatividade, une técnica e sensibilidade para transformar dados e tendências em conteúdos relevantes, que ajudam o público a entender melhor o cenário econômico, os benefícios sociais e os serviços digitais que impactam o dia a dia do brasileiro.

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