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Delegado que investigou facada em Bolsonaro vai ganhar novo cargo

Sua designação foi publicada ontem (13) no Diário Oficial da União e pela segunda vez ele é indicado para o cargo. Entenda o caso.

Wendell SoaresPor Wendell Soares2 min de leitura
Rodrigo Morais Fernandes, delegado que investigou a facada em Bolsonaro

O delegado mineiro, Rodrigo Morais Fernandes, foi designado ontem (13), conforme publicação no Diário Oficial da União, como diretor de Inteligência Policial da Polícia Federal. Ele ficou conhecido após conduzir as investigações da facada que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) levou durante as eleições de 2018, em Juiz de Fora (MG).

Nas duas apurações realizadas – uma delas por Fernandes – a conclusão foi a mesma: Adélio Bispo teria cometido o crime sozinho. O criminoso sofre de transtornos mentais e isso impede que ele responda judicialmente pelo ato.

Rodrigo Morais também esteve à frente de outras investigações famosas

Além da investigação da facada em Bolsonaro, o delegado que agora assume um cargo na PF também foi o responsável pela apuração do inquérito da falsa vacinadora em Belo Horizonte. O escândalo se tornou notório após uma mulher que fingiu ser enfermeira, cobrou para vacinar empresários em Belo Horizonte, mas ao invés da vacina, aplicou soro fisiológico.

Especificamente sobre o caso da facada, a polêmica que envolveu Fernandes foi a queixa pública de Bolsonaro sobre o resultado das investigações. Por isso, no início de 2022, a PF abriu a terceira investigação.

No primeiro inquérito, a cargo de Fernandes, o delegado assumiu o caso por ser responsável pela regional de Combate ao Crime Organizado em Minas Gerais.

Nomeação de Fernandes tem precedente similar no governo Bolsonaro

Fernandes está há mais de 20 anos na instituição, e já havia sido indicado anteriormente, durante o governo do ex-presidente Bolsonaro, para assumir como coordenador da Polícia Federal. Entretanto, por ser um cargo de confiança, era necessário a nomeação pela Casa Civil, o que não aconteceu.

A situação faz parte, inclusive, do inquérito que apura a suposta interferência de Bolsonaro na PF, que foi denunciada em 2020, quando o atual senador Sérgio Moro (União-PR), se demitiu do Ministério da Justiça.

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Sobre o atentado contra Bolsonaro, Fernandes declarou à época que:

“ficou claro que o motivo era o inconformismo político do senhor Adélio com os projetos políticos do candidato. A conclusão é que no dia desse ato, Adélio agiu desacompanhado de qualquer pessoa, não contou com a participação de ninguém”.

Imagem: Reprodução/TCE-MG

Wendell Soares

Autor

Wendell Soares

Pós-graduado em Marketing Digital, jornalista, redator SEO e apaixonado pela escrita e leitura.

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