O ex-procurador da Lava Jato e deputado federal cassado, Deltan Dallagnol recebeu uma intimação da Polícia Federal para depor como investigado em um caso que vem causando bastante alvoroço na política brasileira. Dallagnol recebeu a notificação nesta terça-feira (30), enquanto ainda estava na Câmara dos Deputados. O parlamentar deverá ser ouvido na próxima sexta-feira (2) por videochamada.
Deltan Dallagnol é intimado pela Polícia Federal
O ex-procurador da Lava Jato e deputado federal cassado, Deltan Dallagnol, recebeu uma intimação da Polícia Federal. Veja o motivo
A Coordenação de Inquéritos dos Tribunais Superiores, um órgão da Polícia Federal, foi quem solicitou o depoimento. No entanto, a solicitação teve o aval do Supremo Tribunal Federal (STF).
Dallagnol apresentou recurso contra a cassação à Corregedoria da Câmara dos Deputados
Dallagnol apresentou um recurso contra a cassação à Corregedoria da Câmara dos Deputados também nesta terça-feira (30), ou seja, na mesma data em que recebeu a intimação. De acordo com a defesa, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) “usurpou” das prerrogativas do Parlamento quando indeferiu a candidatura de Dallagnol, declararando a perda do mandato de deputado federal.
De acordo com Dallagnol, não há regra que imponha uma “quarentena” para procuradores. Além disso, o ex-deputado federal defende que ele possuia o direito de solicitar a exoneração do cargo do Ministério Público naquele momento, com o intuito de se candidatar às eleições de 2022. Assim, o deputado recebeu a intimação para depor sobre as falas contra o TSE.
TSE vê pedido de exoneração como forma de burlar o sistema
Relator do processo do TSE, o ministro Benedito Gonçalves, no entanto, ressaltou que Dallagnol contava com 15 processos em aberto no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP). Todos eles investigavam infrações cometidas no cargo, quando pediu a exoneração.
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Assim, para o ministro, o arquivamento dos procedimentos ocorreram devido ao pedido. Contudo, caso os fatos fossem apurados, poderiam resultar na inelegibilidade.
Dessa forma, para a Justiça Eleitoral Dallagnol é inelegível e seu mandato inválido. Contudo, o deputado cassado ainda participa das votações no plenário da Câmara mesmo após a cassação. Agora, a Corregedoria deverá elaborar um parecer sobre a defesa e submeter o caso à Mesa Diretora da Câmara dos Deputados.
Imagem: Salty View / Shutterstock.com
