Seu Crédito Digital
Seu Crédito Digital

Deltan Dallagnol é intimado pela Polícia Federal

O ex-procurador da Lava Jato e deputado federal cassado, Deltan Dallagnol, recebeu uma intimação da Polícia Federal. Veja o motivo

Adriana AlbuquerquePor Adriana Albuquerque2 min de leitura
Deltan Dallagnol

O ex-procurador da Lava Jato e deputado federal cassado, Deltan Dallagnol recebeu uma intimação da Polícia Federal para depor como investigado em um caso que vem causando bastante alvoroço na política brasileira. Dallagnol recebeu a notificação nesta terça-feira (30), enquanto ainda estava na Câmara dos Deputados. O parlamentar deverá ser ouvido na próxima sexta-feira (2) por videochamada. 

A Coordenação de Inquéritos dos Tribunais Superiores, um órgão da Polícia Federal, foi quem solicitou o depoimento. No entanto, a solicitação teve o aval do Supremo Tribunal Federal (STF).

Dallagnol apresentou recurso contra a cassação à Corregedoria da Câmara dos Deputados

Dallagnol apresentou um recurso contra a cassação à Corregedoria da Câmara dos Deputados também nesta terça-feira (30), ou seja, na mesma data em que recebeu a intimação. De acordo com a defesa, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) “usurpou” das prerrogativas do Parlamento quando indeferiu a candidatura de Dallagnol, declararando a perda do mandato de deputado federal.

De acordo com Dallagnol, não há regra que imponha uma “quarentena” para procuradores. Além disso, o ex-deputado federal defende que ele possuia o direito de solicitar a exoneração do cargo do Ministério Público naquele momento, com o intuito de se candidatar às eleições de 2022. Assim, o deputado recebeu a intimação para depor sobre as falas contra o TSE.

TSE vê pedido de exoneração como forma de burlar o sistema 

Relator do processo do TSE, o ministro Benedito Gonçalves, no entanto, ressaltou que Dallagnol contava com 15 processos em aberto no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP).  Todos eles investigavam infrações cometidas no cargo, quando pediu a exoneração.

Gostou? Siga o Seu Crédito Digital no Google e receba notícias de benefícios, INSS e crédito em primeira mão.

+311 mil seguidores

Seguir no Google

Assim, para o ministro, o arquivamento dos procedimentos ocorreram devido ao pedido. Contudo, caso os fatos fossem apurados, poderiam resultar na inelegibilidade.

Dessa forma, para a Justiça Eleitoral Dallagnol é inelegível e seu mandato inválido. Contudo, o deputado cassado ainda participa das votações no plenário da Câmara mesmo após a cassação. Agora, a Corregedoria deverá elaborar um parecer sobre a defesa e submeter o caso à Mesa Diretora da Câmara dos Deputados.

Imagem: Salty View / Shutterstock.com

Adriana Albuquerque

Autor

Adriana Albuquerque

Estudante de Jornalismo na Universidade Metodista de São Paulo.

Topicos relacionados