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Demissão sem justa causa pode ser proibida no Brasil em breve

Já pensou se a demissão sem justa causa fosse proibida? Pois um processo que se arrasta há 25 anos no STF pode tornar isso possível em breve.

Bruna ValtrickPor Bruna Valtrick3 min de leitura
Pessoa sentada à mesa de uma empresa com a cabeça apoiada nas mãos. Ao lado, caixa com pertences como calculadora, vaso de planta, copo, canetas e outros materiais de escritório.

A demissão sem justa causa pode se tornar proibida no Brasil? É o que pretende discutir um julgamento paralisado no Supremo Tribunal Federal (STF) desde outubro de 2022, e com possibilidade de ser retomado em breve, ainda esse semestre.

Basicamente, o processo pode ser decisivo para afirmar se empregadores poderão demitir pessoas sem justa causa, ou precisarão apresentar uma justificativa obrigatoriamente.

A ação foi aberta pela Central Únicados Trabalhadores (CUT) e pela Confederação Nacional dos Trabalhos na Agricultura (Contag) ainda em 1997, e vai contra um decreto assinado pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

Esse decreto ordenava o rompimento com uma convenção da Organização Internacional do Trabalho. O acordo internacional era responsável por proibir demissões sem uma causa justificada.

Então, para saber mais sobre o assunto e o que deve acontecer com as regras de demissão sem justa causa no Brasil, confira o texto completo a seguir.

Demissão sem justa causa proibida no Brasil?

Assim, conforme explicado, o processo aberto pela Contag e pela CUT visa derrubar o decreto que rompia com o acordo internacional assinado pelo Brasil, que impedia a demissão sem justa causa no país. Porém, a ação já se arrasta há mais de 25 anos no STF, e agora pode finalmente ter uma resolução.

Assim, nas leis trabalhistas atuais, o empregador tem o direito de demitir um funcionário sem apresentar uma justificativa formal. É a chamada demissão sem justa causa.

Já a demissão por justa causa, nesse sentido, só serve para situações mais drásticas. Em geral, ela se aplica apenas em casos específicos: quando o funcionário tiver uma conduta “grave”, em caso de abandono de emprego, embriaguez em serviço, etc.

Vale lembrar que, na demissão por justa causa, o trabalhador não tem acesso a alguns direitos, como o aviso prévio e a indenização sobre o FGTS de 40%. 

A questão agora é uma busca para tentar derrubar o decreto do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que acaba com a proibição da demissão sem justificativa no Brasil. E obviamente esse é um assunto que causa polêmica. Muitos acreditam que se o STF aprovar o pedido, isso significaria um retrocesso nas leis trabalhistas do país.

Caso se arrasta há mais de 25 anos no STF

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O caso segue em trâmite no STF desde 1997, quando as centrais sindicais contestaram o decreto de FHC. De acordo com os dois sindicatos, o presidente não teria competência para revogar os tratados sem uma votação prévia no Congresso.

Como explicamos, o caso sobre a proibição da demissão sem justa causa está em discussão há tempos no STF. Porém, até este momento, não há como ter certeza se a decisão será favorável ou não à ação. Mesmo assim, a maioria dos ministros votou à favor das duas entidades sindicais, considerando o decreto de FHC inconstitucional. 

A juíza do Trabalho Ana Fisher afirmou, em seu Twitter, que acredita que a nova regra causaria forte desestímulo à contratação e à formalização. Veja:

https://twitter.com/anafischer/status/1610258301358317570?ref_src=twsrc%5Etfw%7Ctwcamp%5Etweetembed%7Ctwterm%5E1610258306437910528%7Ctwgr%5E4a27408658544985ff4e1a702a5e4e9c55453b51%7Ctwcon%5Es2_&ref_url=https%3A%2F%2Frevistaoeste.com%2Fpolitica%2Fstf-pode-validar-norma-que-proibe-demissao-sem-justa-causa%2F

Então, de acordo com ela, se o STF aprovar o pedido, empregadores brasileiros teriam muito mais dificuldades para demitir um empregado. O que poderia ser prejudicial para a economia e também para o mercado de trabalho.

Imagem: TheCorgi/shutterstock.com

Bruna Valtrick

Autor

Bruna Valtrick

Graduada em Jornalismo, apaixonada por escrita, linguagem e comunicação. Experiência em marketing digital e em redação publicitária.

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