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Demissões em massa nos EUA: veja quais empresas vão cortar vagas em junho

Mais de 150 empresas anunciaram demissões em massa nos EUA em junho, afetando diversos setores. Entenda.

Fernanda RamosPor Fernanda Ramos4 min de leitura
Desenho que mostra a sombra de um chefe, em tamanho grande, mandando vários funcionários menores embora ;philco demissões em massa

O mês de junho marca um novo capítulo para o mercado de trabalho norte-americano. Mais de 150 empresas dos Estados Unidos notificaram, oficialmente, demissões em massa que devem ocorrer ao longo deste mês, superando os cerca de 130 comunicados em maio. Os dados foram reunidos pelo Newsweek com base no WARNTracker, plataforma que monitora os alertas emitidos conforme exigência da Lei de Notificação de Ajuste e Retreinamento de Trabalhadores (WARN Act).

Entre os setores mais atingidos estão o varejo, indústria farmacêutica, tecnologia, transporte, alimentação e manufatura. Grandes nomes como Walmart, FedEx, Pfizer, McDonald’s, Chevron e JP Morgan Chase figuram na lista, reforçando a gravidade e abrangência dos cortes.

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Setores atingidos e empresas envolvidas

Bitcoin eua trump
Imagem: Freepik

O impacto das demissões em junho é sentido em diferentes áreas da economia. No setor farmacêutico, destacam-se empresas como Pfizer, Rite Aid e Novartis. No transporte, nomes como UPS, Air Wisconsin e FedEx confirmaram cortes significativos.

Na área da tecnologia, Oracle, NetApp, Thermo Fisher, Raytheon e 23andMe também anunciaram demissões. No varejo e alimentação, Walmart, McDonald’s e Chik-fil-A foram algumas das marcas envolvidas, ao lado de companhias de serviços como Aramark, Sodexo e SSP América.

Além das gigantes, o alerta inclui instituições de ensino, centros médicos e até organizações sem fins lucrativos como a YMCA de San Diego e a Ação Comunitária Marin.

Por que tantas demissões?

Apesar da amplitude das demissões, especialistas afirmam que os cortes não sinalizam uma crise econômica generalizada. Segundo o consultor de recursos humanos Bryan Driscoll, trata-se de um movimento empresarial voltado à eficiência financeira.

“Estamos assistindo a planos de saúde e agências governamentais cortarem empregos enquanto alegam reestruturação. Isso é simplesmente um código para cortar pessoas e custos”, explicou Driscoll.

A leitura é corroborada por Alex Beene, educador financeiro da Universidade do Tennessee, que aponta a chegada de novas gestões no setor público como fator determinante para reconfigurações organizacionais.

“Entidades do governo federal estão passando por uma reestruturação drástica após a chegada de uma nova administração. Isso significa que alguns cargos serão eliminados ou fundidos com outros para melhorar a eficiência”, explicou.

Beene também observou que as seguradoras estão reduzindo quadros diante da elevação dos custos médicos e do aumento no uso dos planos de saúde, o que pressiona as receitas dessas empresas.

A desigualdade entre setores

James Hohman, diretor de política fiscal do Centro Mackinac de Políticas Públicas, apresenta uma perspectiva diferente. Segundo ele, a economia americana segue crescendo, mas com desequilíbrios notáveis entre setores e faixas salariais.

“Hoje, motoristas e farmacêuticos ganham mais que muitos operários industriais. Há o dobro de motoristas do que metalúrgicos, e dirigir paga mais”, pontuou.

“Os Estados Unidos estão ficando mais ricos; os ricos estão ficando mais ricos, e os pobres estão ficando mais ricos. Os Estados Unidos têm mais famílias que estão ganhando mais na última geração; a globalização faz parte disso”, completou Hohman.

Essas declarações ajudam a explicar por que setores como tecnologia e manufatura, mesmo com faturamento expressivo, estão entre os mais impactados pelos cortes, uma tentativa de alinhar estrutura operacional ao novo perfil da economia.

Impactos e incertezas à frente

Na imagem, funcionários demitidos levando do escritório caixas de papelão com seus pertences demissões em massa
Imagem: Andrey_Popov/ shutterstock.com

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Embora parte das demissões seja atribuída à reestruturação administrativa, a extensão dos cortes levanta preocupações sobre o futuro do mercado de trabalho norte-americano. A decisão recente do ex-presidente Donald Trump de adiar tarifas planejadas para julho sobre produtos da União Europeia pode oferecer um alívio temporário às empresas exportadoras, mas os efeitos ainda são imprevisíveis.

Enquanto isso, cresce a expectativa de novos anúncios de demissão nos próximos meses, especialmente se a pressão por resultados e a contenção de gastos permanecerem entre as prioridades das empresas.

Lista parcial das empresas que anunciaram cortes em junho

Entre as mais de 150 organizações que informaram demissões em massa, destacam-se:

  • FedEx
  • Pfizer
  • Walmart
  • McDonald’s
  • Chevron
  • JP Morgan Chase
  • Whirlpool
  • Air Wisconsin
  • Rite Aid
  • 23andMe
  • Oracle América
  • NetApp
  • Kaiser Permanente
  • Illumina
  • Tenneco
  • Aramark
  • Sodexo
  • Bronco Wine Company
  • RTX
  • Novartis Farmacêutica

A diversidade de setores e empresas envolvidas mostra que os cortes não se limitam a segmentos específicos, mas refletem ajustes estratégicos em várias frentes corporativas.

A onda de demissões que atinge os Estados Unidos em junho de 2025 revela mais do que números: aponta para mudanças estruturais no mercado de trabalho e nas prioridades de empresas de todos os portes. Com o avanço da automação, digitalização e reorganização de processos, muitos cargos se tornam obsoletos ou financeiramente inviáveis.

Ainda assim, o crescimento da desigualdade salarial entre setores e a ausência de políticas de transição para os trabalhadores afetados são pontos que merecem atenção no debate público.

Com informações de: Último Segundo

Fernanda Ramos

Autor

Fernanda Ramos

Fernanda é graduanda em Letras Vernáculas pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), com sólida formação em língua portuguesa. Atua na estruturação, revisão e aprimoramento textual dos conteúdos do portal Seu Crédito Digital, garantindo clareza, coesão e qualidade editorial. Apaixonada por comunicação, tem como missão facilitar o acesso à informação com linguagem acessível e confiável.

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