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Demitida por criticar Bolsonaro acaba ganhando R$ 123 mil
A tatuadora Brunna Venancio, de 29 anos, foi demitida da empresa do próprio pai após criticar o presidente Jair Bolsonaro em 2021.
As demissões podem ocorrer por diversos motivos, mas recentemente veio a público um caso de desligamento que tem dado o que falar. A tatuadora Brunna Venancio, de 29 anos, foi demitida da empresa do próprio pai após criticar o presidente Jair Bolsonaro em 2021.
A jovem foi desligada da empresa, localizada no Amapá, após fazer um post com críticas ao presidente. De acordo com ela, as discordâncias em relação aos posicionamentos políticos já tinham causado problemas antes mesmo da postagem ser feita.
Brunna aponta que a relação com o pai antes do que aconteceu já era “estritamente profissional”. O homem e a jovem não tinham mais uma relação de pai e filha. Segundo a amapaense, devido ao fato de não concordar com os posicionamentos políticos do genitor, ela sofria muita violência verbal e precisou cortar os laços com ele.
Jovem demitida por criticar Bolsonaro ganhou pouco mais de R$ 123 mil
Brunna trabalhava num grupo empresarial em que seu pai era sócio e solicitou danos morais à Justiça do Trabalho, que condenou a companhia ao pagamento de indenizações que, ao total, passam de pouco mais de R$ 123 mil. O valor é referente ao:
- Aviso prévio indenizado;
- 13° salários entre 2018 e 2021;
- Férias;
- Saldo salarial de outubro de 2021;
- Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS);
- Indenização por dispensa discriminatória;
- Danos morais pela medida;
- Indenização por danos morais por transporte indevido de valores.
Cabe destacar que a jovem atuava como supervisora de cadastro e supervisora de vendas entre os anos de 2018 e 2021, até o momento em que foi demitida sem justa causa. Na época, ela recebia um salário de R$ 2,5 mil.
“Eu abri o processo, pois era muito injusto eu ser demitida e não ter nenhum acerto por conta da minha opinião política. Me senti péssima com a demissão, mas precisava ir atrás dos meus direitos. Ser censurada em 2021 é um completo absurdo”, contou a jovem ao g1.
Pai encaminhou áudio para filha logo após a jovem fazer publicação criticando Bolsonaro
Brunna contou ainda que tentou fazer um acordo, mas o pai não aceitou e, diante disso, ela tomou a decisão de prosseguir com o processo. Inclusive, na ação, a jovem apresentou a conversa que teve com o homem pouco tempo depois de fazer o post.
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No áudio gravado e encaminhado pelo pai, ele disse estar “irado” com as posições da filha. Além disso, o homem declarou que como as redes sociais pertenciam à jovem, ela poderia fazer o que quiser, mas que a empresa era dele e afirmou que não aceitaria mais a jovem no negócio.
Dessa forma, a Justiça considerou que o comportamento do empresário afrontou “a liberdade individual de manifestação constitucionalmente garantida”. No processo, Brunna solicitou reconhecimento do vínculo empregatício, algo que o grupo empresarial não reconheceu, alegando que a filha do sócio trabalhava em “regime de cooperação familiar”.
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Imagem: Renato P Castilho / Shutterstock.com
