A empresária Leila Pereira, presidente da Crefisa e do Sociedade Esportiva Palmeiras, presta depoimento nesta segunda-feira (9) à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do INSS. A convocação ocorre após uma série de denúncias relacionadas a contratos firmados entre a instituição financeira e beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social.
CPMI do INSS 2026: Veja os motivos reais que levaram Leila Pereira ao centro da investigação
Presidente da Crefisa Leila Pereira depõe na CPMI do INSS após denúncias de irregularidades com aposentados e pensionistas.
A empresária foi chamada na condição de testemunha para explicar supostas irregularidades apontadas por aposentados e pensionistas que teriam enfrentado problemas após a abertura de contas vinculadas ao recebimento de benefícios previdenciários.
O caso ganhou destaque nacional por envolver um grande volume de pagamentos da Previdência Social e por levantar discussões sobre a proteção financeira de milhões de beneficiários no Brasil.
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Por que Leila Pereira foi convocada para depor
A convocação partiu do relator da comissão, o deputado federal Alfredo Gaspar, e do deputado Sidney Leite. O objetivo da oitiva é esclarecer a participação da Crefisa no processo de pagamento de novos benefícios do INSS.
Segundo os parlamentares, a empresa teve papel relevante após vencer um pregão público que definiu quais instituições financeiras seriam responsáveis por operacionalizar pagamentos previdenciários.
No requerimento apresentado à comissão, Gaspar afirmou que a Crefisa se tornou a maior vencedora do processo, concentrando grande parte das operações ligadas ao pagamento de benefícios.
Isso levou o banco a assumir uma parcela significativa da folha de novos segurados da Previdência Social.
Denúncias relatadas por aposentados e pensionistas
Entre as principais reclamações registradas por beneficiários do INSS estão:
Abertura compulsória de contas bancárias
Alguns segurados afirmaram que tiveram contas abertas automaticamente, sem solicitação formal.
Dificuldade para acessar benefícios
Há relatos de obstáculos para movimentar valores ou acessar serviços básicos relacionados ao pagamento previdenciário.
Contratação de produtos financeiros não solicitados
Também foram registradas queixas sobre empréstimos ou serviços financeiros que, segundo os aposentados, não teriam sido autorizados.
Esse tipo de situação levanta preocupações recorrentes sobre a vulnerabilidade financeira de idosos e pessoas com renda limitada, grupo que representa uma parcela expressiva dos beneficiários da Previdência.
Suspensão do contrato entre Crefisa e INSS
Em agosto de 2025, o INSS anunciou a suspensão cautelar do contrato com a Crefisa. A decisão foi tomada após o instituto receber diversas reclamações em canais oficiais de atendimento.
Segundo o próprio INSS, foram identificadas possíveis falhas em três áreas principais:
- problemas operacionais no atendimento aos beneficiários
- falhas contratuais na execução do serviço
- inconsistências sistêmicas na gestão das contas
Diante dessas denúncias, o instituto optou por interromper temporariamente o acordo até que os problemas fossem analisados.
A medida gerou repercussão no mercado financeiro e entre entidades que defendem os direitos de aposentados e pensionistas.
O que a CPMI pretende investigar
A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito foi criada para apurar irregularidades na gestão de benefícios previdenciários e na atuação de instituições financeiras que operam pagamentos do INSS.
Entre os principais pontos investigados estão:
- a forma como bancos foram selecionados para pagar benefícios
- possíveis falhas de fiscalização do INSS
- práticas abusivas contra aposentados e pensionistas
- responsabilidade das instituições financeiras envolvidas
No depoimento, Leila Pereira deverá detalhar as medidas adotadas pela Crefisa após as denúncias e explicar se houve falhas internas ou correções no sistema de atendimento aos segurados.
Impacto para aposentados e pensionistas
O caso chama atenção porque envolve diretamente o acesso ao benefício previdenciário, principal fonte de renda para milhões de brasileiros.
Dados da Previdência indicam que o INSS paga mensalmente benefícios para mais de 39 milhões de pessoas no país, incluindo:
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- aposentados
- pensionistas
- beneficiários de auxílio por incapacidade
- dependentes que recebem pensão
Qualquer problema operacional nesse sistema pode gerar atraso de pagamentos, dificuldades de acesso ao dinheiro ou até riscos de fraudes financeiras.
Por isso, a investigação também levanta discussões sobre a necessidade de ampliar mecanismos de proteção e transparência no relacionamento entre bancos e beneficiários.
O que pode acontecer após o depoimento
O depoimento de Leila Pereira pode gerar diferentes desdobramentos na investigação da CPMI.
Entre os possíveis cenários estão:
- novas convocações de executivos ou representantes do INSS
- solicitação de documentos adicionais sobre contratos
- aprofundamento da investigação sobre práticas bancárias
- recomendações de mudanças regulatórias
Caso sejam confirmadas irregularidades, o relatório final da comissão poderá sugerir medidas administrativas, ações judiciais ou mudanças na legislação que rege o pagamento de benefícios previdenciários.
Como aposentados podem se proteger de abusos financeiros
Especialistas em direito previdenciário e defesa do consumidor recomendam algumas medidas simples para evitar problemas com instituições financeiras.
Entre elas:
- verificar regularmente o extrato de pagamento no aplicativo Meu INSS
- desconfiar de ofertas de empréstimos não solicitadas
- não compartilhar dados pessoais ou bancários por telefone
- registrar reclamações imediatamente no INSS ou no Banco Central
Também é possível formalizar denúncias em canais como:
- Central 135 do INSS
- consumidor.gov.br
- Procons estaduais
- Ouvidoria do Banco Central
Esses canais ajudam a identificar práticas abusivas e podem acelerar investigações como a conduzida pela CPMI.
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(Foto: Fabio Giannelli/AGIF)
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