O crédito tributário para conseguir descontos na aquisição de carros populares acabou nesta semana, porém, a quantia destinada para frotas de ônibus ainda está longe de terminar, já que menos da metade do valor concedido foi utilizado.
O mesmo aconteceu os valores destinados aos descontos para a renovação da frota de caminhões. O governo destinou cerca de R$ 700 milhões para esse fim, mas apenas R$ 100 milhões foram utilizados. Saiba mais sobre o assunto a seguir!
Descontos para ônibus e caminhões continua
Um programa de crédito para alavancar a indústria automobilística foi lançado pelo Governo Federal neste ano. Enquanto o valor destinado à compra de veículos já se esgotou, o de ônibus e caminhões ainda tem crédito de sobra.
Cerca de R$ 300 milhões de crédito foram liberados para que frotas de ônibus ou outros veículos de transporte sejam renovados. No entanto, apenas R$ 140 milhões foram utilizados, de acordo com o Ministério da Indústria e Comércio (Minc).
Em relação aos caminhões, ainda restam aproximadamente R$ 600 milhões de crédito para adquirir esse tipo de veículo com descontos.
Por que a procura é baixa?
O vice-presidente do Brasil, Geraldo Alckmin, comentou que o baixo uso do crédito para ônibus tem a ver com a burocracia que envolve a retirada de circulação dos veículos antigos e a substituição por veículos novos. A fala aconteceu durante o anúncio do fim do crédito para carros populares na última sexta-feira (7).
Porém, para a Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos, o problema está na forma como o programa foi modelado, em entrevista de um dos seus membros para o Poder360.
Dados informados pelo presidente da instituição, Francisco Christovam, mostram que a média de tempo de circulação dos ônibus é de 8 anos, enquanto o crédito é fornecido para aqueles que são utilizados há pelo menos 20. Ele ainda defende que R$ 300 milhões é um valor baixo, já que um veículo desse tipo custa, normalmente, cerca de R$ 700 mil.
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