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Inteligência Artificial vai eliminar empregos: veja as 100 profissões que sobrevivem até 2040

Saiba quais empregos vão resistir à inteligência artificial até 2040 e prepare-se para o futuro do trabalho agora! Leia mais aqui!!!

Erivelto LopesPor Erivelto Lopes8 min de leitura
IA Inteligência artificial

O avanço da inteligência artificial deixou de ser apenas um tema de ficção científica e se tornou uma realidade que redefine o mundo do trabalho. Em fóruns e conferências internacionais, especialistas alertam que as transformações em curso não são apenas profundas — são inevitáveis.

No palco do AI Bank Summit 2025, o especialista em IA Danilo McGarry fez uma previsão ousada: até 2040, o planeta poderá ter apenas cerca de cem empregos realmente relevantes. Segundo ele, o futuro será dominado por quem constrói, ensina e utiliza a inteligência artificial de forma estratégica.

Apple IA empregos
Imagem: Stokkete / Shutterstock

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Eliminação de empregos: A linha do tempo da revolução tecnológica

McGarry lembrou que a jornada da IA começou há quase sete décadas, quando cientistas tentavam imitar a lógica humana em sistemas rudimentares. Com o tempo, a evolução levou ao surgimento de modelos generativos como o ChatGPT, que hoje se tornam parceiros indispensáveis em múltiplas áreas.

Segundo o especialista, bancos foram os primeiros a investir pesado em modelos de detecção de fraudes e análise de crédito, ainda que os altos custos limitassem o acesso. A virada veio com o avanço da IA generativa, que democratizou o uso da tecnologia e tornou possível aplicá-la em larga escala.

McGarry também revelou que o Google já possuía uma IA funcional seis meses antes do ChatGPT, mas adiou o lançamento por medo de prejudicar seu motor de busca — o coração do seu negócio. Esse atraso estratégico abriu espaço para que outras empresas tomassem a dianteira.

O cérebro humano versus o poder da IA

Para contextualizar o tamanho do salto tecnológico, o especialista explicou que sistemas como o ChatGPT-4 são capazes de processar informações até 100 mil vezes mais rápido do que o cérebro humano. Enquanto nós conseguimos reter cerca de dez itens de informação em curto prazo, a IA armazena e acessa praticamente infinitos dados instantaneamente.

A previsão para os próximos anos é ainda mais ambiciosa: entre 2025 e 2026, os modelos devem atingir um QI estimado entre 200 e 250, com capacidades multimodais — ou seja, conseguindo ver, ouvir, falar e até interagir fisicamente com o ambiente. O resultado é uma nova era em que as máquinas não apenas auxiliam, mas redefinem os processos humanos.

Cronograma da IA e riscos competitivos

McGarry foi direto ao ponto: a Inteligência Artificial Geral (AGI) — um sistema capaz de pensar de forma autônoma e resolver problemas em qualquer contexto — pode surgir entre 2027 e 2030. Segundo ele, o mundo vive uma “tempestade perfeita” tecnológica, na qual a preparação e a velocidade de adaptação determinarão quem prospera e quem será deixado para trás.

Empresas que incorporam IA em seus processos já registram ganhos de até 30% em receita e produtividade, segundo casos apresentados durante o evento. Por outro lado, aquelas que resistem à mudança podem perder competitividade em questão de meses.

Para o especialista, liderança e aprendizado contínuo são os novos diferenciais corporativos. Ele recomenda que profissionais e empresas invistam em capacitação e consultorias especializadas para reduzir lacunas de conhecimento antes que seja tarde demais.

A transformação setorial já começou

Embora o setor financeiro seja o mais avançado na adoção da IA, as transformações estão atingindo todos os segmentos. A lógica é clara: qualquer empresa que lida com dados, repetição de processos ou atendimento ao cliente pode — e será — impactada.

No mercado bancário, os grandes bancos perdem espaço para fintechs e startups que operam de forma mais ágil e tecnológica. “Em breve, toda empresa será uma empresa de tecnologia”, afirmou McGarry. Isso significa que até setores tradicionais, como varejo, saúde e educação, terão de se reinventar digitalmente.

Além disso, o comportamento do consumidor também mudou. Clientes preferem aplicativos simples e acessíveis, evitando filas e burocracia. A experiência digital se tornou a principal vitrine para conquistar confiança e fidelidade.

A reconfiguração dos escritórios de advocacia

O setor jurídico é um dos exemplos mais evidentes de como a IA está reestruturando profissões. Atividades como pesquisa, revisão e redação de documentos já são realizadas por sistemas automatizados, reduzindo a necessidade de grandes equipes.

Em escritórios de advocacia, pequenas equipes com domínio da tecnologia estão superando estruturas tradicionais. A eficiência cresce, e cargos de liderança e estratégia se tornam mais valorizados que as tarefas operacionais.

A tendência é que o advogado do futuro combine conhecimento técnico e jurídico com habilidades digitais, sendo capaz de utilizar ferramentas de IA para análises complexas e otimização de tempo.

Setores mais afetados pela inteligência artificial

Relatórios recentes de instituições como Goldman Sachs, McKinsey & Company e Bain & Company reforçam o alerta: a automação deve impactar diretamente milhões de empregos nos próximos 15 anos.

O Goldman Sachs estima que a IA generativa pode aumentar o PIB global em até 7%, enquanto a Bloomberg prevê que o mercado global de IA movimentará US$ 1,3 trilhão até 2032. Essa expansão, porém, vem acompanhada de desafios sociais e econômicos sem precedentes.

As áreas mais expostas incluem:

  • Engenharia de software, com automação de código e manutenção;
  • Atendimento ao cliente, substituído por chatbots e assistentes virtuais;
  • Vendas e marketing, com personalização automatizada e análise de comportamento;
  • Operações financeiras, cada vez mais baseadas em algoritmos de predição e análise de risco.

Profissões em risco e as que devem sobreviver

McGarry destaca que não é o fim do trabalho humano, mas o início de uma nova configuração profissional. Ele prevê que cerca de 100 profissões sobreviverão até 2040 — aquelas que exigem criatividade, empatia, raciocínio crítico e supervisão ética.

Entre as carreiras mais promissoras estão:

Profissões criativas e de inovação

Designers, escritores, roteiristas, artistas digitais e diretores de criação devem manter relevância, pois a IA pode produzir, mas ainda não compreende emoção e contexto com profundidade humana.

Profissões técnicas e científicas

Engenheiros, programadores de IA, especialistas em dados e profissionais de cibersegurança continuarão sendo essenciais para desenvolver e monitorar sistemas inteligentes.

Profissões humanas e sociais

Médicos, psicólogos, educadores e terapeutas mantêm valor por dependerem de empatia, escuta ativa e sensibilidade, qualidades que os algoritmos não replicam com autenticidade.

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Profissões de liderança e estratégia

Gestores e consultores especializados em inovação e transformação digital estarão no centro das decisões que moldam o uso ético e produtivo da IA.

Como se preparar para o futuro do trabalho

O segredo para não ser substituído pela IA está em aprender a utilizá-la a seu favor. A educação contínua, especialmente nas áreas de tecnologia, análise de dados e pensamento crítico, será o divisor de águas entre os profissionais do futuro e os do passado.

O especialista recomenda três pilares fundamentais para essa adaptação:

1. Aprendizado contínuo

O conhecimento se torna obsoleto em questão de meses. Investir em capacitação constante e atualização tecnológica será indispensável.

2. Mentalidade adaptável

Em um mundo de mudanças rápidas, é preciso cultivar a flexibilidade cognitiva — saber mudar de rota, aprender novas habilidades e colaborar com sistemas inteligentes.

3. Ética e supervisão da IA

Com a expansão dos algoritmos, cresce também a necessidade de responsabilidade e transparência. Profissionais capazes de interpretar, questionar e supervisionar a IA terão papel decisivo nas próximas décadas.

O papel das empresas na era da IA

Organizações de todos os setores precisam repensar suas estruturas de trabalho. Implementar IA não é apenas uma questão técnica, mas também cultural e estratégica.

Empresas que souberem integrar humanos e máquinas de forma equilibrada serão as que mais prosperarão. A valorização do capital humano — aliado à automação inteligente — criará ambientes mais produtivos e sustentáveis.

Segundo McGarry, o erro mais comum das corporações é tratar a IA como uma ferramenta isolada. “Ela não é um projeto, é uma mudança de mentalidade. Quem entender isso primeiro, dominará o futuro”, afirmou.

A imagem mostra robôs de inteligência artificial.
Imagem: Stokkete / shutterstock

O avanço da inteligência artificial está transformando a economia global, e a sobrevivência profissional dependerá da capacidade de adaptação e aprendizado. Em vez de temer a automação, o desafio é dominar a tecnologia e evoluir junto com ela.

As profissões que permanecerão até 2040 serão aquelas que unem criatividade, empatia e conhecimento técnico. A inteligência artificial pode substituir tarefas, mas ainda precisa de humanos para direcioná-la com propósito.

O futuro do trabalho já começou, e quem se preparar agora garantirá um espaço de destaque no novo mundo moldado pela IA.

Erivelto Lopes

Autor

Erivelto Lopes

Erivelto Lopes é redator no portal Seu Crédito Digital, com forte compromisso com a verdade, responsabilidade e qualidade da informação. Atua diariamente na produção de conteúdos claros e confiáveis sobre benefícios sociais, economia e atualidades que impactam a vida do cidadão. É apaixonado por informar com agilidade, sempre buscando traduzir temas complexos de forma acessível.

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