A Serasa Experian foi acusada, em 2021, de um vazamento de dados de grande escala que comprometeu informações sensíveis de milhões de brasileiros, incluindo registros de pessoas falecidas.
O incidente expôs CPFs e números de telefone, levantando sérias questões sobre a segurança da informação e a proteção dos consumidores. Saiba mais!
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A fonte do vazamento

Ação judicial
O Instituto Sigilo entrou com uma ação judicial contra a Serasa Experian, alegando que a empresa comercializou informações dos consumidores sem obter o devido consentimento, em desacordo com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).
A ação judicial enfatizou a importância do consentimento dos titulares para o tratamento de dados pessoais e destacou as falhas na proteção dos dados pela empresa.
A LGPD, implementada em 2020, é a legislação brasileira que regula o tratamento de dados pessoais, impondo obrigações rigorosas às empresas para proteger a privacidade dos consumidores.
Negação da empresa
A Serasa Experian refutou todas as alegações de violação de dados, afirmando que não houve qualquer decisão judicial sobre a suposta compensação. A empresa sustentou que suas bases de dados permanecem seguras e não foram comprometidas.
Em suas declarações, a Serasa destacou que realiza auditorias frequentes de segurança e que nenhum acesso não autorizado aos seus sistemas foi detectado.
Venda no Dark Web
Informações indicam que dados vazados foram vendidos em fóruns da dark web por R$ 500 mil, revelando a magnitude do vazamento.
Este evento destacou a vulnerabilidade dos dados pessoais e a necessidade de maior segurança. Na dark web, os dados são frequentemente comprados por criminosos que buscam usá-los para fraudes financeiras e roubo de identidade.
Investigações independentes
Investigações apontaram a Serasa como responsável pelo vazamento, embora a empresa continue a negar falhas em seus sistemas. A situação ressaltou a urgência de investigações detalhadas para identificar a origem e a extensão do vazamento.
Empresas de cibersegurança foram contratadas para realizar auditorias independentes, e os resultados preliminares indicaram que o vazamento poderia ter ocorrido por meio de acessos indevidos a sistemas intermediários, não diretamente aos servidores da Serasa.
Ações legais e respostas institucionais
Ações legais contra a Serasa Experian
Instituto sigilo e MPF
O Instituto Sigilo, juntamente com o Ministério Público Federal (MPF), apresentou uma ação civil pública contra a Serasa, acusando a empresa de vender dados sem o devido consentimento dos consumidores. A ação solicita uma indenização de R$ 30.000 para cada pessoa afetada.
O Instituto Sigilo, uma organização sem fins lucrativos que defende a privacidade digital, destacou que o incidente expôs a fragilidade da proteção de dados no Brasil e a necessidade de rigorosas penalidades para empresas que violam a LGPD.
Procon-SP
A Serasa Experian enfrenta questionamentos do Procon-SP sobre suas políticas de segurança de dados e conformidade com a LGPD. O órgão exigiu explicações detalhadas sobre o tratamento de dados pessoais. O Procon-SP, órgão de defesa do consumidor, ressaltou que a proteção de dados é um direito fundamental e que a violação dessa confiança compromete a segurança e privacidade dos consumidores.
Respostas institucionais
Procon-SP
O Procon-SP exigiu da Serasa explicações sobre as medidas adotadas para prevenir futuros vazamentos e reparar os danos causados aos consumidores.
O órgão também recomendou que a Serasa ofereça serviços de monitoramento de crédito gratuito para os consumidores afetados pelo vazamento, como forma de mitigar os possíveis danos.
ANPD
A Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) foi acionada pelo Instituto Sigilo, destacando a responsabilidade da agência na supervisão e garantia da proteção de dados pessoais no Brasil. A ANPD, criada para implementar e fiscalizar a LGPD, iniciou uma investigação para avaliar as práticas de tratamento de dados da Serasa e determinar as medidas corretivas necessárias.
Como os consumidores são afetados
Proteção e monitoramento
Verificação de dados na Dark Web
A Serasa oferece verificação gratuita de dados na dark web para CPF, e-mail e número de telefone. O serviço premium possibilita monitoramento contínuo, alertando sobre novos vazamentos. A empresa também disponibiliza dicas de segurança e medidas preventivas para ajudar os consumidores a protegerem seus dados pessoais.
Dicas de proteção
Em caso de vazamento, o consumidor recebe dicas exclusivas e proteção aumentada contra fraudes, como monitoramento do CPF e bloqueio do Serasa Score. A Serasa recomenda que os consumidores mudem suas senhas regularmente, utilizem autenticação de dois fatores sempre que possível e fiquem atentos a atividades suspeitas em suas contas bancárias e de crédito.
Consequências para os consumidores
Os consumidores enfrentam riscos variados, desde a invasão de privacidade até fraudes financeiras. É essencial que medidas de proteção sejam adotadas para minimizar esses impactos. Entre as principais consequências, destacam-se:
- Roubo de Identidade: Criminosos podem usar os dados pessoais vazados para abrir contas bancárias, solicitar empréstimos ou realizar compras em nome das vítimas.
- Phishing e Scams: Com acesso a informações pessoais, golpistas podem criar e-mails ou mensagens de texto convincentes para enganar os consumidores e roubar mais dados ou dinheiro.
- Danos à Reputação: Informações pessoais sensíveis vazadas podem causar constrangimento e prejudicar a reputação das vítimas.
A sentença coletiva do MPDFT contra a Serasa
Suspensão de comercialização de dados
Em maio de 2021, a 2ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) manteve a suspensão da comercialização de dados pessoais pela Serasa Experian, em conformidade com a LGPD. A decisão judicial foi um marco importante na defesa dos direitos dos consumidores e na aplicação da LGPD no Brasil.
Principais Pontos da Sentença
- Suspensão de Serviços: A Serasa deve abster-se de comercializar dados pessoais através dos serviços “Lista Online” e “Prospecção de Clientes”. Esses serviços permitiam que empresas comprassem listas de consumidores para campanhas de marketing, sem o consentimento explícito dos indivíduos.
- Base Legal: A decisão foi fundamentada na LGPD, que exige o consentimento do titular para o tratamento de dados pessoais. A lei visa proteger a privacidade dos indivíduos e garantir que suas informações sejam usadas de maneira transparente e segura.
- Violação da LGPD: A comercialização de dados sem consentimento foi considerada uma violação, com riscos significativos para os titulares dos dados. A sentença destacou a importância da proteção dos dados pessoais como um direito fundamental.
Eficácia da decisão
A decisão tem eficácia territorial limitada ao Distrito Federal, obrigando a Serasa a notificar consumidores antes de incluir seus nomes em bases de dados negativas.
Além disso, a empresa deve garantir que os dados complementares não sejam adicionados automaticamente aos registros da Serasa, preservando a objetividade do serviço de proteção ao crédito.
Como consultar e solicitar indenização
Consulta ao Instituto Sigilo
Para verificar se você tem direito a indenização, acesse o portal de consulta do Instituto Sigilo e preencha os campos solicitados. O Instituto Sigilo está coletando assinaturas para uma petição que será adicionada à ação civil pública. É importante fornecer informações precisas para garantir que sua solicitação seja processada corretamente.
Participar da ação executória
Para mais detalhes sobre a participação na ação executória e o pedido de indenização de R$ 5.000, consulte o site do Instituto Sigilo. O Instituto oferece orientação sobre os passos a serem seguidos para garantir que os consumidores afetados recebam a compensação devida.
Prevenção e proteção contra vazamentos futuros

Uso de senhas diferentes e complexas
Utilize senhas únicas e complexas para cada serviço. Evite reutilizar senhas e entre apenas em sites confiáveis. Uma boa prática é utilizar um gerenciador de senhas para criar e armazenar senhas fortes.
Cautela com redes wi-fi públicas e links suspeitos
Evite conectar-se a redes Wi-Fi públicas sem proteção e não clique em links suspeitos ou em anexos de e-mails não verificados. Redes Wi-Fi públicas podem ser facilmente comprometidas por hackers, permitindo que eles interceptem dados sensíveis transmitidos.
Proteção avançada com Serasa Premium e certificados digitais
Serasa Premium
Oferece monitoramento contínuo do CPF e alertas para movimentações suspeitas. Também monitora até 5 contas de e-mail, 3 números de telefone e 1 passaporte na dark web. Esse serviço ajuda os consumidores a identificar e responder rapidamente a potenciais ameaças de segurança.
Certificados digitais
Certificados digitais oferecem monitoramento 24/7 e alertam sobre vazamentos de e-mails ou dados pessoais, proporcionando clareza sobre o compartilhamento de informações. Eles também ajudam a autenticar a identidade dos usuários, adicionando uma camada extra de segurança para transações online.
Manter dispositivos atualizados
Atualize regularmente seus dispositivos e utilize softwares antivírus e antimalware confiáveis para proteger seus dados. As atualizações de software frequentemente incluem correções de segurança que protegem contra novas ameaças.
Imagem: Alison Nunes Calazans / shutterstock.com
