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Desemprego recua em mais da metade dos estados brasileiros no segundo trimestre

A taxa de desemprego no Brasil caiu em 18 estados no segundo trimestre de 2025, atingindo média histórica de 5,8%.

Helena SerpaPor Helena Serpa4 min de leitura
Seguro-desemprego

A taxa de desocupação no Brasil apresentou recuo significativo no segundo trimestre de 2025, conforme dados divulgados pelo IBGE nesta quinta-feira (15). A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) mostra que 18 das 27 unidades da federação registraram queda no desemprego em relação ao primeiro trimestre do ano, enquanto as demais nove mantiveram os níveis estáveis.

Principais números do desemprego por estado

Seguro desemprego
Imagem: Freepik e Canva

Maiores taxas de desocupação

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  • Pernambuco: 10,4%
  • Bahia: 9,1%
  • Distrito Federal: 8,7%

Esses números indicam que, apesar da queda generalizada, regiões do Nordeste e a capital federal ainda enfrentam desafios estruturais no mercado de trabalho.

Menores taxas de desocupação

Por outro lado, os estados com os menores índices foram:

  • Santa Catarina: 2,2%
  • Rondônia: 2,3%
  • Mato Grosso: 2,8%

A estabilidade econômica e a diversificação produtiva parecem ter favorecido essas unidades federativas, proporcionando mais oportunidades de emprego formal e informal.

Estados com mínima histórica de desemprego

  • Amapá: 6,9%
  • Rio Grande do Norte: 7,5%
  • Paraíba: 7%
  • Alagoas: 7,5%
  • Sergipe: 8,1%
  • Bahia: 9,1%
  • Minas Gerais: 4%
  • Espírito Santo: 3,1%
  • São Paulo: 5,1%
  • Santa Catarina: 2,2%
  • Rio Grande do Sul: 4,3%
  • Mato Grosso do Sul: 2,9%

Esses resultados refletem a força da recuperação econômica em diversas regiões e a efetividade de políticas públicas voltadas para a geração de emprego.

Panorama nacional

O IBGE reforça que a média nacional de desemprego, 5,8%, é a menor já registrada, consolidando uma tendência de melhora no mercado de trabalho brasileiro. Essa evolução representa uma redução importante em relação a trimestres anteriores, impactando diretamente na renda das famílias e na estabilidade econômica.

Metodologia da PNAD Contínua

Público-alvo e critérios de ocupação

  • Emprego formal com carteira assinada
  • Trabalho temporário
  • Trabalho por conta própria

Para ser considerada desocupada, a pessoa deve estar efetivamente procurando emprego durante o período da pesquisa.

Amostragem e abrangência

A pesquisa visita 211 mil domicílios em todos os estados e no Distrito Federal, garantindo representatividade nacional e regional. Essa metodologia permite um mapeamento preciso do mercado de trabalho brasileiro, identificando tendências e disparidades regionais.

Impactos no mercado de trabalho

Renda e estabilidade

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A redução da taxa de desemprego tem impacto direto na renda média das famílias, na consumo e na qualidade de vida. Com mais pessoas empregadas, aumenta a capacidade de consumo e o crescimento do comércio e serviços.

Setores em destaque

  • Indústria e serviços: continuam sendo os maiores empregadores do país, absorvendo grande parte da força de trabalho.
  • Trabalho por conta própria: contribui significativamente para a redução do desemprego, especialmente em regiões menos industrializadas.

Perspectivas futuras

ranking desemprego
Imagem: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Especialistas indicam que, se mantida a atual trajetória econômica e a política de incentivo à geração de empregos, o Brasil poderá consolidar níveis de desemprego historicamente baixos. No entanto, ainda é necessário atenção às desigualdades regionais e à qualificação profissional para setores estratégicos.

FAQ – Perguntas frequentes

1. Qual foi a taxa de desemprego nacional no segundo trimestre de 2025?
A taxa média nacional foi de 5,8%, a menor da série histórica desde 2012.

2. Quantos estados tiveram queda no desemprego?
18 estados registraram redução na taxa de desocupação em comparação com o primeiro trimestre de 2025.

3. Quais estados tiveram os menores índices de desemprego?
Os estados com menores taxas foram Santa Catarina (2,2%), Rondônia (2,3%) e Mato Grosso (2,8%).

Considerações finais

O segundo trimestre de 2025 marca um momento histórico para o mercado de trabalho brasileiro, com queda do desemprego em 18 estados e médias nacionais recordes. Apesar dos avanços, desafios permanecem, especialmente em regiões com taxas mais elevadas. A continuidade de políticas públicas eficazes e investimentos em qualificação profissional serão essenciais para manter essa trajetória positiva.

Helena Serpa

Autor

Helena Serpa

Jornalista mineira, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ). Apaixonada por linguagem simples e comunicação acessível, atua como redatora no portal Seu Crédito Digital, onde produz conteúdos sobre finanças pessoais, cidadania, programas sociais, direitos do consumidor e outros temas relevantes para o dia a dia dos brasileiros. Sua escrita busca informar com clareza, contribuir com a inclusão digital e empoderar leitores a tomar decisões mais conscientes sobre dinheiro e serviços públicos.

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