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Taxa de desemprego recua a 5,3% e bate mínima histórica para julho desde 2012

A taxa de desemprego no Brasil caiu para 5,3% no trimestre encerrado em julho de 2026, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado representa a menor taxa de desocupação para um trimestre encerrado em julho desde o início da […]

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A taxa de desemprego no Brasil caiu para 5,3% no trimestre encerrado em julho de 2026, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O resultado representa a menor taxa de desocupação para um trimestre encerrado em julho desde o início da série histórica da pesquisa, em 2012. Ao mesmo tempo, o país alcançou o maior número de pessoas ocupadas já registrado pelo levantamento.

Os dados mostram um mercado de trabalho aquecido, com redução no número de brasileiros à procura de emprego e crescimento da ocupação. Por outro lado, a informalidade ainda representa uma parcela expressiva da força de trabalho nacional.

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Desemprego
Imagem: Edição/ Seu Crédito Digital

No trimestre de maio a julho de 2026, aproximadamente 5,8 milhões de pessoas estavam desocupadas no país. O contingente representa uma redução de cerca de 503 mil pessoas em comparação com o trimestre encerrado em abril, quando a taxa de desemprego era de 5,8%.

A queda foi de 0,5 ponto percentual no período. Na comparação com o mesmo trimestre de 2025, quando a desocupação estava em 5,6%, também houve melhora.

Para o IBGE, uma pessoa é considerada desocupada quando não possui trabalho, está disponível para trabalhar e tomou providências efetivas para conseguir uma ocupação. Portanto, a taxa de desemprego não engloba automaticamente todas as pessoas que estão fora do mercado de trabalho.

Brasil bate recorde de pessoas trabalhando

O número de pessoas ocupadas chegou a 103,3 milhões no trimestre encerrado em julho, o maior resultado da série histórica da PNAD Contínua.

Na comparação trimestral, o país ganhou cerca de 1 milhão de trabalhadores. O avanço também ocorreu em relação ao mesmo período do ano anterior.

O nível de ocupação, indicador que mede a proporção de pessoas trabalhando em relação à população em idade de trabalhar, ficou em 58,9%.

Outro destaque foi o número de empregados do setor privado com carteira assinada. O contingente alcançou aproximadamente 39,4 milhões de pessoas, também o maior patamar da série histórica.

Esses números indicam que a criação e a manutenção de postos de trabalho continuam contribuindo para a redução da desocupação no país.

Construção impulsiona crescimento do emprego

Entre os principais setores analisados pela pesquisa, a Construção apresentou o crescimento mais significativo no número de trabalhadores durante o trimestre.

A atividade registrou aumento de aproximadamente 5,1% na população ocupada, o equivalente a cerca de 371 mil pessoas a mais trabalhando no setor.

O resultado reforça a importância de segmentos ligados à construção civil, infraestrutura e mercado imobiliário para a geração de empregos no país.

Ainda assim, o desempenho dos setores pode variar conforme fatores como o nível dos juros, a disponibilidade de crédito, os investimentos empresariais e o ritmo da atividade econômica.

Informalidade ainda atinge 38,8 milhões de trabalhadores

Apesar do recorde no número de trabalhadores com carteira assinada, a informalidade continua sendo um dos principais desafios do mercado de trabalho brasileiro.

A taxa de informalidade ficou em 37,5% da população ocupada. Em números absolutos, isso representa cerca de 38,8 milhões de trabalhadores.

O grupo inclui, por exemplo, empregados sem carteira assinada, trabalhadores domésticos sem registro e pessoas que atuam por conta própria sem CNPJ.

A informalidade não significa necessariamente ausência de renda ou atividade profissional, mas geralmente está associada a uma menor proteção trabalhista e previdenciária.

Por isso, o crescimento da ocupação precisa ser analisado não apenas pela quantidade de pessoas trabalhando, mas também pela qualidade e estabilidade dos postos de trabalho criados.

Subutilização e desalento também diminuem

A taxa composta de subutilização caiu para 13% no trimestre encerrado em julho. O indicador reúne, além das pessoas desocupadas, trabalhadores que gostariam de trabalhar mais horas e pessoas que poderiam integrar a força de trabalho, mas não estão procurando emprego no momento.

A população subutilizada foi estimada em 14,9 milhões de pessoas, representando uma redução de aproximadamente 819 mil pessoas na comparação trimestral.

O número de trabalhadores desalentados também apresentou queda e ficou próximo de 2,3 milhões. Esse grupo é formado por pessoas que gostariam de trabalhar, mas desistiram temporariamente de procurar emprego por razões como falta de oportunidades ou dificuldades para encontrar uma vaga adequada.

Rendimento médio permanece em R$ 3.762

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Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital

O rendimento real habitual de todos os trabalhos foi estimado em R$ 3.762.

O valor permaneceu estatisticamente estável na comparação com o trimestre anterior, embora tenha registrado crescimento de 3,3% em relação ao mesmo período de 2025.

Enquanto isso, a massa de rendimento real habitual — que representa a soma dos rendimentos recebidos pelos trabalhadores — chegou a R$ 383,5 bilhões, o maior valor da série histórica.

O aumento da massa salarial pode ter impacto direto no consumo das famílias, já que uma maior quantidade de pessoas empregadas e recebendo renda tende a movimentar diferentes setores da economia.

Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital

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