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Mercado de trabalho avança e desemprego recua para 5,3% no país

Portugal registrou uma melhora expressiva no mercado de trabalho no segundo trimestre de 2026. A taxa de desemprego caiu para 5,3% entre abril e junho, o menor nível desde 2011, enquanto a população empregada chegou a 5,3998 milhões de pessoas. O resultado representa uma queda de 0,8 ponto percentual em relação aos primeiros três meses […]

Avatar de Melissa Barbosa Melissa Barbosa · · 7 min de leitura
Desemprego

Portugal registrou uma melhora expressiva no mercado de trabalho no segundo trimestre de 2026. A taxa de desemprego caiu para 5,3% entre abril e junho, o menor nível desde 2011, enquanto a população empregada chegou a 5,3998 milhões de pessoas.

O resultado representa uma queda de 0,8 ponto percentual em relação aos primeiros três meses do ano e de 0,6 ponto percentual na comparação com o segundo trimestre de 2025. Ao mesmo tempo, o número de desempregados recuou para 300,8 mil pessoas, 45,5 mil a menos que no trimestre anterior.

Os dados são do Instituto Nacional de Estatística (INE) e mostram que a melhora foi acompanhada por uma expansão significativa do emprego. No primeiro trimestre, o país havia registrado taxa de desemprego de 6,1%, com 346,3 mil pessoas desempregadas.

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O que mudou no mercado de trabalho português?

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Imagem: Edição/ Seu Crédito Digital

A principal mudança ocorreu no número de pessoas empregadas.

Entre abril e junho, a população empregada aumentou 1,9%, o equivalente a 99 mil pessoas, em comparação com o primeiro trimestre. Na comparação anual, foram acrescentados 151,5 mil trabalhadores, uma alta de 2,9%.

O avanço é relevante porque mostra que a redução do desemprego ocorreu ao mesmo tempo em que mais pessoas estavam ocupadas.

No primeiro trimestre de 2026, Portugal tinha 5,3008 milhões de pessoas empregadas. Portanto, o segundo trimestre trouxe uma expansão considerável em apenas três meses.

Quantas pessoas estão desempregadas em Portugal?

O número de desempregados caiu para 300,8 mil pessoas no segundo trimestre de 2026.

Foram 45,5 mil desempregados a menos do que no trimestre anterior. A redução levou a taxa de desemprego de 6,1%, registrada entre janeiro e março, para 5,3% no período seguinte.

A comparação anual também mostra uma evolução favorável, já que a taxa ficou 0,6 ponto percentual abaixo da registrada no segundo trimestre de 2025.

O resultado coloca o desemprego português em um dos níveis mais baixos registrados desde o início da década passada.

Portugal atingiu o menor desemprego desde 2011?

Sim. A taxa de 5,3% registrada no segundo trimestre representa o menor nível desde 2011, de acordo com os dados divulgados pelo INE.

O resultado ocorre depois de um primeiro trimestre no qual o desemprego havia aumentado ligeiramente em relação aos três meses anteriores, passando de 5,8% para 6,1%.

A queda observada entre abril e junho, portanto, representa uma reversão importante em relação ao início do ano.

Para saber se o movimento será mantido, os próximos resultados trimestrais serão fundamentais.

Subutilização do trabalho também recua

Outro indicador apresentou melhora durante o período: a subutilização do trabalho.

O índice caiu para 9,1%, abrangendo 525,8 mil pessoas. Segundo os dados fornecidos pelo INE, trata-se também do menor nível desde 2011.

A subutilização é um indicador mais abrangente que a taxa tradicional de desemprego. Ela considera diferentes situações de insuficiência na utilização da força de trabalho, permitindo uma avaliação mais ampla das condições do mercado.

No primeiro trimestre, por exemplo, a subutilização havia atingido 588 mil pessoas, com taxa de 10,2%.

A queda observada no segundo trimestre reforça a percepção de que a melhora não ficou restrita ao indicador oficial de desemprego.

Desemprego entre jovens continua elevado

Apesar do avanço dos indicadores gerais, os jovens continuam enfrentando dificuldades maiores para encontrar trabalho.

A taxa de desemprego entre os jovens ficou em 18,3% no segundo trimestre. O percentual é mais de três vezes superior à taxa geral de 5,3%.

A diferença mostra que um mercado de trabalho com desemprego historicamente baixo não significa que todos os grupos tenham as mesmas oportunidades.

No primeiro trimestre de 2026, o desemprego entre os jovens de 16 a 24 anos estava em 19,1%, segundo dados divulgados anteriormente. A redução para 18,3% representa uma melhora, mas o patamar continua elevado em relação ao conjunto da população.

Qual região de Portugal tem a maior taxa de desemprego?

Os resultados também apresentam diferenças importantes entre as regiões portuguesas.

No primeiro trimestre de 2026, antes da nova divulgação, as maiores taxas estavam na Grande Lisboa, com 7,4%, na Península de Setúbal, com 6,8%, e no Algarve, com 6,7%.

A distribuição regional mostra que a queda da taxa nacional não significa uma melhora uniforme em todo o território.

Existem regiões onde o desemprego permanece acima da média nacional, enquanto outras apresentam índices consideravelmente mais baixos. Madeira, por exemplo, registrou 4,5% no primeiro trimestre, o menor valor entre as regiões naquele período.

No segundo trimestre, a Península de Setúbal aparece com taxa de 7,4% nos dados apresentados para o período.

Teletrabalho volta a ganhar espaço

O levantamento também mostra uma mudança no modo como parte dos portugueses trabalha.

O teletrabalho alcançou 21,3% da população empregada no segundo trimestre, a maior proporção desde o terceiro trimestre de 2023.

A modalidade continua representando uma parcela significativa do mercado mesmo anos depois da fase mais intensa da pandemia.

No primeiro trimestre de 2026, 21,1% dos trabalhadores estavam em teletrabalho, o equivalente a aproximadamente 1,119 milhão de pessoas.

A pequena alta registrada no segundo trimestre indica que o trabalho remoto continua consolidado entre uma parcela relevante dos trabalhadores portugueses.

O que explica a queda do desemprego?

Os números disponíveis apontam principalmente para o crescimento da população ocupada.

Com quase 100 mil pessoas a mais empregadas em relação ao trimestre anterior, o mercado conseguiu absorver uma quantidade significativa de trabalhadores.

Esse movimento é diferente de uma queda do desemprego causada apenas pela saída de pessoas da população ativa. Quando o número de empregados cresce simultaneamente à redução dos desempregados, há um sinal mais claro de expansão da ocupação.

Ainda assim, os dados de um único trimestre não permitem concluir que Portugal entrou definitivamente em um novo ciclo de crescimento do emprego.

O que a taxa de 5,3% significa na prática?

A taxa de desemprego não corresponde à parcela de toda a população portuguesa que está sem trabalho.

O cálculo considera a população ativa, formada pelas pessoas que estão trabalhando ou que estão desempregadas e disponíveis para trabalhar, de acordo com os critérios estatísticos utilizados pelo INE.

Quem não trabalha e também não está procurando ou disponível para trabalhar pode ser classificado como população inativa e não entra diretamente no cálculo da taxa.

Por isso, dizer que o desemprego é de 5,3% significa que essa é a proporção de desempregados dentro da população ativa considerada pela metodologia do levantamento.

A melhora beneficia todos os trabalhadores?

Não necessariamente.

A queda da taxa nacional é positiva, mas os próprios dados mostram diferenças relevantes entre grupos e regiões.

O desemprego jovem, por exemplo, permanece muito acima da média nacional. As diferenças regionais também indicam que algumas áreas enfrentam condições menos favoráveis do que outras.

Por isso, a taxa de 5,3% deve ser interpretada como um retrato geral do mercado português. Ela não significa que todos os trabalhadores tenham a mesma facilidade para conseguir emprego.

O que pode acontecer nos próximos meses?

Desemprego
Imagem: Reprodução / Seu Crédito Digital

Os próximos resultados do INE serão importantes para determinar se a queda registrada no segundo trimestre será mantida.

O mercado de trabalho pode sofrer influência de fatores sazonais, especialmente durante os meses de verão, quando setores como turismo, comércio e serviços costumam apresentar alterações no nível de contratação.

A evolução da população empregada, do desemprego jovem e da subutilização também será acompanhada para verificar se a melhora observada entre abril e junho representa uma tendência consistente.

O resultado do terceiro trimestre será particularmente relevante para avaliar a força dessa recuperação.

Conclusão

Portugal terminou o segundo trimestre de 2026 com um dos melhores resultados do mercado de trabalho em mais de uma década. A taxa de desemprego caiu para 5,3%, enquanto o número de pessoas empregadas chegou a quase 5,4 milhões.

A redução do desemprego veio acompanhada de uma queda na subutilização do trabalho e de um aumento expressivo da população ocupada. O teletrabalho também voltou a crescer e alcançou 21,3% dos trabalhadores.

O cenário, porém, ainda apresenta desafios. O desemprego entre os jovens permanece elevado e existem diferenças importantes entre as regiões portuguesas.

Os próximos dados do INE serão fundamentais para mostrar se o país conseguirá manter o desemprego próximo desse patamar historicamente baixo durante a segunda metade de 2026.

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