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Desemprego registra queda no Brasil; saiba mais!

Desemprego no Brasil caiu para 6,2% no trimestre, menor nível para o período desde o início da série histórica do IBGE.

Helena SerpaPor Helena Serpa4 min de leitura
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A taxa de desemprego no Brasil registrou queda significativa e atingiu 6,2% no trimestre encerrado em maio de 2025, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Esse é o menor patamar para esse período do ano desde o início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), iniciada em 2012.

Comparação com trimestres anteriores

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Imagem: gustavomellossa / shutterstock.com

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O indicador de desocupação estava em 6,8% no trimestre encerrado em fevereiro de 2025. A queda foi acompanhada por um crescimento na população ocupada e por uma melhora nos índices de subutilização da força de trabalho.

Confira a evolução recente da taxa de desemprego:

Trimestre finalizadoTaxa de desemprego
Maio/20256,2%
Abril/20256,6%*
Fevereiro/20256,8%
Novembro/20246,1% (recorde)
*O IBGE não recomenda comparações diretas entre abril e maio por compartilharem meses em comum.

Expectativas do mercado

Analistas do mercado financeiro, consultados pela agência Bloomberg, projetavam uma taxa de desocupação de 6,3% no período. As estimativas variavam entre 6,2% e 6,7%, ou seja, o resultado veio no limite inferior das projeções, surpreendendo positivamente parte do mercado.

Setores que impulsionaram o mercado de trabalho

Embora o IBGE ainda não tenha divulgado os dados setoriais detalhados para o trimestre até maio, análises preliminares apontam crescimento nos seguintes segmentos:

  • Serviços: impulsionados pela retomada do consumo e pela sazonalidade de eventos no segundo trimestre.
  • Comércio: aquecido por datas comemorativas e promoções no varejo.
  • Construção civil: beneficiada por programas de habitação e obras públicas.

Panorama histórico: do pico da pandemia à recuperação atual

A taxa de desemprego de 6,2% representa uma recuperação robusta em relação aos piores momentos da crise sanitária. Em setembro de 2020 e março de 2021, o índice chegou a 14,9%, o maior da série histórica.

A trajetória desde então revela uma recuperação gradual, sustentada pela volta das atividades econômicas, pelo avanço da vacinação e por estímulos pontuais do governo.

População desocupada e força de trabalho

Segundo o IBGE, uma pessoa é considerada desocupada quando tem 14 anos ou mais, está sem trabalho e busca uma nova ocupação. O número de pessoas nessa condição caiu substancialmente com o aumento das oportunidades no mercado formal e informal.

A força de trabalho — composta pelos ocupados e desocupados — também apresentou expansão, refletindo o retorno de pessoas ao mercado após períodos de desalento.

Subutilização e informalidade também recuam

O índice de subutilização, que mede pessoas que gostariam de trabalhar mais horas ou que estão disponíveis mas não encontram oportunidades, também apresentou melhora. O recuo indica não apenas aumento do número de postos de trabalho, mas também da qualidade dessas vagas.

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Perspectivas para os próximos meses

Seguro-desemprego
Imagem: gustavomellossa / shutterstock

A manutenção de um mercado de trabalho aquecido dependerá de diversos fatores, incluindo a política monetária, os rumos da economia internacional e o comportamento da inflação. Há expectativa de que o Banco Central inicie um ciclo de redução da Selic caso os índices de preços continuem sob controle.

Programas de incentivo ao setor produtivo e políticas voltadas à qualificação profissional também podem sustentar os bons números.

FAQ – Perguntas frequentes

Esse é o menor nível da história?
É o menor patamar para esse período específico desde o início da série histórica da Pnad Contínua, iniciada em 2012.

Quantas pessoas estão ocupadas no Brasil atualmente?
O número de pessoas ocupadas chegou a 103,9 milhões, o maior nível já registrado.

A informalidade também caiu?
Sim, a informalidade recuou levemente com a criação de novas vagas formais no mercado de trabalho.

Considerações finais

O cenário atual é favorável, mas a continuidade dessa trajetória positiva exigirá equilíbrio entre política econômica, controle fiscal e estímulo ao setor produtivo. O Brasil está em uma posição promissora, mas o desafio é manter e aprofundar os avanços conquistados.

Helena Serpa

Autor

Helena Serpa

Jornalista mineira, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ). Apaixonada por linguagem simples e comunicação acessível, atua como redatora no portal Seu Crédito Digital, onde produz conteúdos sobre finanças pessoais, cidadania, programas sociais, direitos do consumidor e outros temas relevantes para o dia a dia dos brasileiros. Sua escrita busca informar com clareza, contribuir com a inclusão digital e empoderar leitores a tomar decisões mais conscientes sobre dinheiro e serviços públicos.

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