Desde 2017, a taxa de desemprego no Brasil disparou, ultrapassando a margem de 13 milhões de brasileiros. Cinco anos depois, dados do IBGE indicam que o desemprego segue em queda, alcançando o menor patamar dos últimos anos. Em 2016, durante o fim do governo de Dilma Roussef (PT), a taxa estava em 8,1%.
Desemprego segue em queda e chega a 8,3%, segundo o IBGE
Dados da PNAD divulgados pelo IBGE indicam que o desemprego segue em queda e chega a 8,3%. Conheça detalhes!
Entendendo o cenário de desemprego
Pessoas acima de 14 anos disponíveis para trabalhar, mas sem fonte de renda, são consideradas desempregadas. Portanto, neste grupo, não incluem-se estudantes com dedicação integral ao estudo, pessoas responsáveis pelo lar que não trabalham fora e empreendedores.
Periodicamente, o IBGE recolhe dados para alimentar a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD), que mostra a quantidade de desempregados do país. Na última pesquisa, divulgada recentemente, o desemprego segue em queda, chegando ao patamar de 8,3%. Segundo o levantamento, isso significa que cerca de 9 milhões de pessoas estão em busca de trabalho.
A coordenadora da PNAD, Adriana Beringuy, argumenta que o índice de ocupação inclui empregos formais e não formais, mas que existe alguma tendência de crescimento de empregados com carteira de trabalho assinada. Segundo ela, “não apenas o mercado de trabalho está em expansão numérica de ocupados, mas também apresentando algum crescimento na formalização”.
Cerca de 13,4 milhões de pessoas estão empregadas no setor privado com carteira assinada, além dos 12,3 milhões empregados do setor público. Por sua vez, os trabalhadores informais ultrapassam os 39 milhões.
Mudanças no rendimento
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Ainda assim, a inflação cresce vertiginosamente, estando acumulada em 8,73%. É válido lembrar que, em 2018, este valor estava em 4,19%. Esse dado é relevante à medida que muda o poder de compra da população e aumenta a incidência de inadimplência.
Segundo a PNAD, os maiores reajustes de rendimento estão presentes no setor público, principalmente em cargos governamentais e militares. Nos setores de transporte, armazenamento, correios, agricultura, pecuária, pesca, produção florestal e construção, também houve um aumento significativo.
Imagem: Orlando Neto / shutterstock.com
