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Desenquadramento do MEI: erros comuns e como preveni-los

Descubra os principais erros que levam ao desenquadramento do MEI e aprenda como manter sua empresa regular.

Fernanda RamosPor Fernanda Ramos4 min de leitura
MEIs

O Microempreendedor Individual (MEI) é uma das formas mais acessíveis de formalizar um negócio no Brasil, oferecendo simplificação tributária e benefícios previdenciários. No entanto, manter a regularidade exige atenção às regras da Receita Federal. Dados da Contabilizei indicam que mais de 570 mil MEIs foram desenquadrados entre 2023 e 2024, mostrando que muitos empreendedores ainda cometem erros que podem comprometer sua categoria empresarial.

O desenquadramento ocorre quando o MEI deixa de atender às exigências do regime, podendo ocorrer por excesso de faturamento, atividades incompatíveis ou irregularidades fiscais. A seguir, entenda os principais motivos e como evitá-los.

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Ultrapassar o limite de faturamento

MEI empreendedor empresa
Imagem: Freepik

O motivo mais frequente para desenquadramento é o excesso de faturamento. O limite anual do MEI é de R$ 81 mil, proporcionalmente ajustado quando a atividade inicia durante o ano.

  • Excesso de até 20%: Se o faturamento não ultrapassa 20% do teto (até R$ 97,2 mil), o empreendedor permanece como MEI até o fim do ano, mas deve migrar para outra categoria no exercício seguinte.
  • Excesso superior a 20%: Caso a receita ultrapasse esse limite, o desenquadramento deve ser imediato, com comunicação pelo Portal do Empreendedor.

“Ao perceber que a empresa está crescendo, o MEI deve avaliar a mudança para outra categoria, como Microempresa (ME) ou Empresa de Pequeno Porte (EPP)”, alerta Diego Dias, vice-presidente de operações.

Para efeito de comparação:

  • ME: faturamento anual de até R$ 360 mil.
  • EPP: faturamento anual de até R$ 4,8 milhões.

Migrar a tempo evita problemas com a Receita Federal e garante que a empresa continue funcionando legalmente.

A ação da Receita Federal

Se o MEI não solicitar o desenquadramento, a Receita Federal exclui automaticamente o empreendedor ao identificar irregularidades. Isso pode gerar multas, juros e complicações fiscais.

A recomendação é agir proativamente, avaliando o crescimento da empresa e considerando migração para ME ou EPP, de acordo com o faturamento e o planejamento do negócio.

Falhas no pagamento de tributos

Outro erro comum é atrasar ou deixar de pagar o Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS).

As consequências incluem:

  • Acúmulo de dívidas fiscais;
  • Comprometimento do CPF do titular, que pode ser negativado;
  • Dificuldade de obter crédito ou emitir notas fiscais.

Manter o pagamento do DAS em dia é fundamental para a regularidade do MEI e para não comprometer o histórico financeiro do empreendedor.

CNAE incompatível e atividades não permitidas

O MEI precisa atuar dentro das atividades permitidas e do CNAE correspondente. Alguns exemplos de problemas que levam ao desenquadramento:

  • Registrar um código da Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE) que não corresponda à atividade real;
  • Exercer atividades não permitidas para MEI, como algumas profissões regulamentadas ou atividades de grande porte.

Essas falhas podem ser identificadas pela Receita Federal durante auditorias ou cruzamento de informações.

Nota fiscal e Declaração Anual

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Emitir nota fiscal corretamente e entregar a Declaração Anual do Simples Nacional (DASN-Simei) são obrigações fundamentais:

  • A nota fiscal comprova a receita do MEI e é obrigatória para vendas a outras empresas ou órgãos públicos;
  • A DASN-Simei deve ser entregue até maio de cada ano, registrando toda a receita obtida no ano anterior.

O não envio da declaração pode gerar multa e até exclusão automática do regime simplificado, comprometendo o acesso aos benefícios do MEI.

Como prevenir o desenquadramento

MEI
Imagem: Shutterstock.com

Para evitar problemas, o MEI deve seguir algumas medidas simples, mas essenciais:

  1. Controle rigoroso do faturamento: acompanhar mensalmente as receitas para não ultrapassar o teto.
  2. Pagamento em dia do DAS: incluir tributos no planejamento financeiro e usar lembretes ou débito automático.
  3. Verificação do CNAE: garantir que o código cadastrado corresponde à atividade real.
  4. Emissão de notas fiscais: manter registros transparentes de todas as operações comerciais.
  5. Entrega da DASN-Simei: não atrasar a declaração anual e registrar corretamente todas as receitas.

Adotar essas práticas ajuda a manter o MEI regularizado e evita surpresas com a Receita Federal.

Quando migrar para ME ou EPP

O crescimento do negócio pode tornar a categoria MEI insuficiente. Nesses casos, a migração para ME ou EPP é a solução:

  • Microempresa (ME): até R$ 360 mil de faturamento anual; permite contratação de funcionários adicionais e ampliação do negócio.
  • Empresa de Pequeno Porte (EPP): até R$ 4,8 milhões; ideal para empresas em expansão e com maior complexidade operacional.

A mudança deve ser planejada, considerando tributação, obrigações fiscais e projeção de receitas futuras.

Fernanda Ramos

Autor

Fernanda Ramos

Fernanda é graduanda em Letras Vernáculas pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), com sólida formação em língua portuguesa. Atua na estruturação, revisão e aprimoramento textual dos conteúdos do portal Seu Crédito Digital, garantindo clareza, coesão e qualidade editorial. Apaixonada por comunicação, tem como missão facilitar o acesso à informação com linguagem acessível e confiável.

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