Em abril deste ano, o índice de famílias brasileiras com dívidas (em atraso ou não), atingiu 78,3%. Já os inadimplentes (que possuem dívidas ou contas em atraso) chegou a 29,1% das famílias. Assim, a cada 100 brasileiros inadimplentes, 45 estavam com atrasos de mais de três meses.
Desenrola: confira as regras para negociar suas dívidas
O governo lançou o programa "Desenrola Brasil", com o intuito de renegociar dívidas de famílias de baixa renda. Confira!
Diante desses dados da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic) da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismos (CNC), na última segunda-feira (5), o Ministério da Fazenda lançou o programa “Desenrola Brasil”, com o intuito de renegociar dívidas de famílias de baixa renda.
Quem poderá renegociar as dívidas pelo Desenrola
A estimativa é que o Desenrola Brasil, que deve iniciar em julho deste ano, contemple 70 milhões de pessoas com débitos de até R$ 5 mil que poderão ser renegociados e parcelados em até 60 vezes.
De acordo com o Ministério da Fazenda, em julho, será realizado um leilão para que as instituições financeiras façam a adesão, sendo que aqueles que oferecerem os maiores descontos ganharão o leilão.
Faixas do programa
O programa Desenrola Brasil foi dividido em duas faixas. Confira:
- Faixa I: pessoas que recebem até dois salários mínimos ou que sejam inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico);
- Faixa II: pessoas físicas com dívidas no banco.
Condições de pagamento
As pessoas que se enquadrarem na Faixa I poderão renegociar dívidas cadastradas até 31 de dezembro de 2022, sendo que, se o pagamento foi parcelado, a primeira parcela vence após 30 dias. A taxa de juros é de 1,99% ao mês. As alternativas de pagamento são: Pix, boleto bancário e débito em conta.
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No entanto, se a parcela não for paga, o banco poderá cobrar novamente o débito e deixar o nome da pessoa sujo novamente. Vale destacar que nesta faixa não é possível financiar os seguintes débitos:
- Crédito rural;
- Financiamento imobiliário;
- Créditos com garantia real;
- Operações com funding ou risco de terceiro.
Já na Faixa II, o governo não oferece garantia, portanto, os devedores poderão negociar os débitos diretamente com os bancos, que receberão incentivo governamental para aumentarem a oferta de crédito.
Imagem: rafastockbr/shutterstock
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