O Banco Central do Brasil (BC) anunciou uma novidade que promete reforçar a segurança nas transações digitais: a partir de outubro de 2025, os usuários de diversos bancos poderão solicitar a devolução de valores via Pix em até 11 dias após uma operação suspeita.
Banco Central libera função que devolve Pix em até 11 dias — entenda!
Nova função do Pix permite contestar transações suspeitas e receber devolução em até 11 dias. Veja como funciona e quem pode usar.
A nova função, chamada botão de contestação do Pix, está disponível diretamente nos aplicativos das principais instituições financeiras do país e representa um avanço no combate a fraudes e golpes eletrônicos.
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Uma ferramenta para fortalecer a confiança no sistema financeiro

Desde que foi lançado em 2020, o Pix transformou a forma como os brasileiros realizam pagamentos e transferências. Com rapidez, gratuidade e disponibilidade 24 horas, o sistema se consolidou como o principal meio de pagamento no país. No entanto, o crescimento acelerado também trouxe novos desafios — especialmente no campo da segurança digital.
De acordo com o Banco Central, o novo botão de contestação tem como objetivo tornar o processo de análise e devolução mais ágil e transparente, reduzindo o tempo entre a denúncia e o bloqueio dos valores suspeitos. Essa medida faz parte do Mecanismo Especial de Devolução (MED), um protocolo criado para proteger as vítimas de fraudes, golpes e transferências forçadas.
Como funciona o botão “contestar Pix”
Acesso direto pelo aplicativo
Para utilizar a ferramenta, o cliente deve abrir o aplicativo do seu banco, acessar a área do Pix e selecionar a opção “contestar Pix”. A partir daí, será necessário informar o motivo da contestação, como golpe, fraude ou coerção.
Instituições como Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Itaú, Nubank, Inter e PicPay já implementaram o recurso. Outras plataformas financeiras também devem disponibilizar a funcionalidade ao longo das próximas semanas, conforme o cronograma definido pelo BC.
Análise rápida e devolução em até 11 dias
Depois que o pedido é registrado, o banco realiza uma análise preliminar para identificar se a transação realmente apresenta indícios de irregularidade. Caso sejam encontradas evidências de fraude, o valor é bloqueado temporariamente na conta do destinatário.
A instituição financeira, então, tem até 11 dias para concluir a investigação. Se o banco confirmar que o caso se enquadra nos critérios do Mecanismo Especial de Devolução, o valor é estornado automaticamente para a conta da vítima.
De acordo com o Banco Central, o prazo foi definido para permitir uma apuração completa e ao mesmo tempo evitar prejuízos maiores ao consumidor.
Em quais casos o recurso pode ser usado
O botão “contestar Pix” não é válido para todas as situações. Ele deve ser utilizado somente em casos de fraude, golpe ou coerção, conforme determina o regulamento do BC.
Entre os casos elegíveis estão:
- Golpes em que o usuário é induzido ao erro e realiza o pagamento acreditando ser uma transação legítima;
- Transferências realizadas sob ameaça ou coação;
- Situações de clonagem de conta ou uso indevido de dados bancários.
Por outro lado, o recurso não se aplica a erros de digitação no valor, envios acidentais a contas erradas, arrependimento de compra ou divergências comerciais. Nessas situações, o cliente ainda pode tentar negociar a devolução diretamente com o recebedor, mas sem a mediação do Banco Central.
O papel do Mecanismo Especial de Devolução (MED)

Proteção ao consumidor digital
O Mecanismo Especial de Devolução (MED) foi criado em 2021 como uma forma de garantir respostas mais rápidas às vítimas de crimes cibernéticos. Ele estabelece regras e prazos para bloqueio e devolução de valores em casos de operações suspeitas.
Com a inclusão do botão de contestação, o processo passa a ser mais acessível e automatizado, dispensando a necessidade de contato com a central de atendimento ou protocolos manuais.
Segundo o Banco Central, a meta é reduzir os casos de demora e aumentar a confiança do público no sistema Pix, que atualmente movimenta bilhões de reais diariamente.
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Resultados esperados
O BC estima que, com a nova ferramenta, o número de reclamações de fraudes será gradualmente reduzido, uma vez que os usuários terão mais controle e rapidez para reagir diante de uma situação suspeita. Além disso, a integração direta entre as instituições financeiras facilitará o rastreamento de transações fraudulentas, tornando o sistema mais eficiente e seguro.
Repercussão entre bancos e usuários
A chegada do botão de contestação foi recebida com otimismo pelo setor financeiro. O Itaú Unibanco, por exemplo, afirmou em nota que a novidade representa um “avanço importante na proteção dos clientes e na credibilidade do Pix”. Já o Nubank destacou que o recurso trará “mais autonomia ao usuário em situações de urgência”.
Usuários também comemoraram a atualização, especialmente aqueles que já enfrentaram dificuldades para reaver valores perdidos. Para muitos, o processo anterior era burocrático e envolvia múltiplos contatos com bancos e autoridades policiais.
O Pix segue evoluindo
Desde o seu lançamento, o Pix tem passado por constantes atualizações promovidas pelo Banco Central, com foco em segurança, acessibilidade e inovação. Entre as melhorias recentes, destacam-se o Pix Automático, o Pix Agendado e agora o botão de contestação — um passo essencial para consolidar a confiança no sistema.
Com a nova medida, o BC reforça seu compromisso em manter o Pix como um meio de pagamento moderno, confiável e transparente, capaz de acompanhar o ritmo das transformações digitais do país.
Perspectiva futura
Nos próximos meses, o Banco Central deve monitorar o uso da ferramenta e ajustar eventuais falhas operacionais com base nas experiências dos bancos e dos usuários. A expectativa é que, até o fim de 2025, 100% das instituições participantes do Pix já estejam com o botão ativo em seus aplicativos.
O órgão também estuda a possibilidade de ampliar as situações elegíveis para devolução, incluindo casos de erro humano ou divergência comercial — algo que dependerá de novos estudos técnicos e regulamentações.
Imagem: Freepik/ Edição: Seu Crédito Digital
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