Em um cenário educacional em constante transformação, o ensino digital não apenas ganha espaço, como começa a ser considerado superior ao modelo presencial tradicional. Essa é a visão de Roberto Valério, CEO da Cogna, uma das maiores instituições privadas de educação do país. Segundo ele, a tecnologia permite um salto de qualidade no aprendizado, com personalização em larga escala, uso de inteligência artificial e um modelo adaptável às diferentes realidades dos estudantes.
O digital será melhor que o presencial, diz CEO da Cogna sobre educação
Roberto Valério, CEO da Cogna, afirma que o ensino digital e a IA superam o presencial, com educação personalizada e EAD de qualidade.
Essa declaração marca uma mudança de paradigma no debate sobre a eficácia da educação a distância. Se antes o ensino online era visto como uma alternativa de menor qualidade, hoje começa a ser encarado como a principal via de democratização do conhecimento no Brasil.
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A transformação digital da Cogna
Sob a liderança de Roberto Valério, a Cogna promoveu uma verdadeira revolução interna. A empresa passou a priorizar investimentos em plataformas digitais, fechou parte dos campi presenciais e adotou um modelo asset light, com foco em polos de apoio e tecnologia educacional.
A digitalização se intensificou durante a pandemia, mas seguiu como estratégia de longo prazo mesmo com o retorno das atividades presenciais. Segundo o executivo, os resultados dos alunos que utilizam o ambiente digital com inteligência artificial já são superiores aos do modelo tradicional.
Como a inteligência artificial transforma o ensino
O uso de inteligência artificial na educação permite algo que o modelo presencial não consegue oferecer em grande escala: personalização. Cada aluno tem uma trajetória diferente, com lacunas, habilidades e ritmos próprios. A IA identifica essas variações e entrega conteúdos e exercícios adequados à necessidade específica de cada estudante.
Além disso, a tecnologia pode acompanhar a evolução do aluno, prever dificuldades e recomendar intervenções pontuais. Isso aumenta a eficiência do processo de aprendizagem e reduz o tempo necessário para a consolidação de conteúdos.
A importância do ensino adaptativo
O ensino adaptativo é um dos pilares do novo modelo educacional adotado pela Cogna. Ele se baseia na ideia de que não existe uma única forma de ensinar que funcione para todos. O sistema digital mapeia o desempenho do estudante e modifica o conteúdo de forma dinâmica, ajustando o nível de dificuldade, o formato das explicações e até a ordem das atividades.
Essa abordagem tem se mostrado eficaz, especialmente em públicos historicamente mais vulneráveis, como os alunos da classe C e D, que agora conseguem acessar conteúdos de alta qualidade sem a necessidade de deslocamento até os campi.
Ensino híbrido e flexível
Outra vantagem do modelo digital é a flexibilidade. O estudante pode acessar os conteúdos quando e onde quiser, conciliando os estudos com trabalho, família e outras responsabilidades. Para muitos, isso representa a única chance real de conquistar um diploma.
A Cogna tem investido no ensino híbrido, que combina atividades online com encontros presenciais em polos de apoio. Essa estratégia mantém a interação humana e o suporte físico, sem abrir mão da escalabilidade e da personalização do digital.
Resultados práticos e desempenho acadêmico
De acordo com a empresa, o desempenho dos estudantes do modelo digital já é comparável ou superior ao dos alunos do presencial. A taxa de evasão caiu significativamente e o índice de formatura se aproximou dos patamares das universidades mais tradicionais.
Os dados indicam que o aluno engajado com as ferramentas digitais aprende mais, tem mais autonomia e maior responsabilidade sobre o próprio progresso. A interação com tutores, fóruns e inteligência artificial torna o ambiente mais dinâmico e produtivo.
A valorização do professor
Longe de substituir o docente, a tecnologia atua como aliada. Os professores passam a dedicar menos tempo a tarefas repetitivas, como correção de provas ou organização de aulas, e mais tempo ao acompanhamento individualizado dos alunos.
Ferramentas com IA permitem que o professor visualize relatórios detalhados de desempenho, identifique estudantes com dificuldades específicas e aplique intervenções personalizadas. Isso fortalece o papel do docente como mentor e orientador.
Democratização do acesso ao ensino
A digitalização também tem impacto direto na inclusão. Estudantes de regiões remotas ou com dificuldades de locomoção agora podem acessar cursos superiores de qualidade. O modelo digital permite reduzir custos operacionais e, com isso, oferecer mensalidades mais acessíveis.
Além disso, o acesso ao conteúdo 24 horas por dia elimina barreiras como horários rígidos, transporte e infraestrutura física. É um modelo mais democrático, que se ajusta à realidade de quem precisa conciliar estudos com outras atividades.
Desafios da educação digital

Apesar dos avanços, o modelo digital enfrenta desafios importantes. A desigualdade de acesso à internet, a falta de equipamentos adequados e a baixa familiaridade com tecnologia ainda são obstáculos para muitos alunos.
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Outro ponto sensível é a regulamentação. O ensino digital precisa manter padrões de qualidade e ser fiscalizado de forma eficaz. A recente regulamentação da educação a distância tende a nivelar o setor, exigindo mais transparência e padronização dos currículos, independentemente da modalidade.
O papel da regulação no fortalecimento do EAD
A nova legislação para o ensino a distância estabelece diretrizes claras para a oferta de cursos digitais. Ela exige estrutura adequada, provas presenciais e critérios rigorosos de avaliação de desempenho.
Isso favorece as instituições que investem de forma consistente em tecnologia e qualidade, como a Cogna, e dificulta a atuação de empresas que oferecem EAD de baixa qualidade apenas para lucrar.
A regulamentação, segundo Roberto Valério, é bem-vinda e pode elevar o padrão de todo o setor, estimulando concorrência com base em qualidade, não apenas em preço.
A visão de futuro da Cogna
Para o CEO da Cogna, o futuro da educação está na integração entre tecnologia e metodologia pedagógica. O ensino digital não é um substituto do presencial, mas sim uma evolução que incorpora o que há de melhor em cada modelo.
A empresa aposta em um ecossistema completo de educação, que inclui desde cursos superiores e pós-graduação até franquias de ensino básico, idiomas e preparação para concursos. Tudo isso com base em plataformas digitais e inteligência artificial.
O novo perfil do aluno digital
O estudante digital é mais autônomo, curioso e conectado. Ele busca soluções práticas, flexíveis e que tenham impacto real em sua carreira. A motivação vem do propósito, e não apenas da obtenção de um diploma.
As instituições precisam se adaptar a esse novo perfil, oferecendo trilhas personalizadas, conteúdo relevante e experiências que vão além da sala de aula tradicional. É nesse contexto que o ensino digital se consolida como protagonista.
Conclusão
A afirmação de que o ensino digital será melhor que o presencial já não é uma provocação, mas uma constatação baseada em dados e resultados. A combinação de inteligência artificial, personalização, escalabilidade e democratização de acesso transforma o modelo educacional brasileiro.
Sob a liderança de Roberto Valério, a Cogna se posiciona como referência nesse novo cenário, apostando na tecnologia como vetor de inclusão, inovação e qualidade. O desafio agora é ampliar o alcance, reduzir desigualdades e garantir que todos os estudantes, independentemente de sua origem, possam usufruir dessa revolução silenciosa que já está em curso.
