Quase metade dos adultos dos Estados Unidos tem alguma preocupação com o dinheiro depositado em bancos. O dado, revelado pela empresa de pesquisas Gallup, ilustra o impacto da recente crise bancária do país sobre a população.
Dinheiro depositado em bancos gera preocupação; entenda o motivo
Grande parcela da população diz estar preocupada com o dinheiro guardado em bancos do país. Entenda o motivo da insegurança!
O caso ganhou mais um capítulo, no último dia 2, com a oficialização da venda do First Republic Bank, o quarto banco estadunidense a quebrar desde março. A seguir, confira detalhes da percepção dos cidadãos norte-americanos sobre o assunto.
Insegurança com o dinheiro nos bancos: veja os números
A pesquisa realizada nos Estados Unidos avaliou o nível de preocupação da população adulta em relação à segurança do dinheiro guardado em bancos e outras instituições financeiras do país. Veja os resultados:
- Muito preocupados: 19%;
- Moderadamente preocupados: 29%;
- Não muito preocupados: 30%;
- Nem um pouco preocupados: 20%.
Em 2008, na última grande crise financeira global (também iniciada nos EUA), a Gallup realizou uma pesquisa semelhante. Na época, uma parcela de 45% da população adulta demonstrou preocupação grande ou moderada com a situação, ou seja, 3 pontos percentuais a menos que no cenário atual (48%).
A nova pesquisa foi realizada entre os dias 3 e 25 de abril. Nesse sentido, a quebra de bancos, como o Silicon Valley Bank (SVB), que deu início à recente crise, já havia impactado o público participante do levantamento, ao contrário da recente falência do First Republic.
Instituições financeiras em alerta
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Na última terça (2), com a confirmação da venda do First Republic para o JPMorgan Chase, ações de diversos bancos regionais dos EUA tiveram forte queda. Isso também é um indício da preocupação do mercado de que outras instituições do país estejam em situação parecida.
Além disso, após a quebra do SVB, o próprio Fed (o banco central do país) chegou a opinar que a situação revelava a necessidade de o órgão adotar regras mais rígidas para monitorar o setor bancário nacional. A declaração veio do vice-presidente de supervisão, Michael Barr.
Imagem: Atstock Productions / Shutterstock.com
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