O Banco Central do Brasil (Bacen) divulgou nesta quarta-feira (31) a pesquisa “Evolução de Meios Digitais para a Realização de Transações de Pagamento no Brasil”. No levantamento, os indicadores relacionados ao dinheiro em espécie chamaram a atenção.
Dinheiro em espécie pode desaparecer? Banco Central revela grande queda na utilização
Pesquisa do Banco Central aponta cenário de baixa do dinheiro em espécie e alta em outras formas de pagamento. Saiba mais!
O que não é à toa, afinal, o estudo aponta para uma queda no saque deste tipo de moeda, sendo que tal movimento tem acelerado desde 2020. Simultaneamente, o PIX, lançado em 2020, tem ganhado destaque, tornando-se o principal meio de pagamento do país.
Ou seja, o levantamento do Bacen revela um cenário em que o dinheiro em espécie faz cada vez menos parte da rotina dos consumidores do Brasil. Ademais, vale considerar o crescimento de outras formas de negociação.
Baixa no uso do dinheiro em espécie
Conforme levantamento da instituição, houve uma mudança no comportamento do consumidor brasileiro ao longo dos últimos anos, especialmente após a pandemia de Covid-19. Neste cenário, o dinheiro em espécie tem perdido espaço, como é possível observar no recorte dos últimos três anos:
- 2019 – Saques em agências e caixas eletrônicos somaram R$ 3 trilhões;
- 2020 – Saques em agências e caixas eletrônicos somaram R$ 2,5 trilhões;
- 2021 – Saques em agências e caixas eletrônicos somaram R$ 2,1 trilhões;
- 2022 – Saques em agências e caixas eletrônicos somaram R$ 2,1 trilhões.
Inclusive, o estudo apontou que os brasileiros têm preferido a utilização do dinheiro em espécie em transações com valores mais elevados. Segundo a pesquisa, transferências bancárias e interbancárias representaram 65% do volume total neste tipo de negociação.
Alta em outras formas de pagamento
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Como introduzido, o indicador do PIX tem feito o “caminho oposto” ao dinheiro em espécie. Por exemplo, em 2020, primeiro ano do meio de pagamento, foram movimentados R$ 180 milhões. Enquanto em 2021 o volume superou a marca de R$9,43 bilhões, e, em 2022, chegou a R$24,05 bilhões.
Por fim, o estudo do Banco Central aponta um aumento expressivo na quantidade de transações “com cartões de débito e pré-pago” nos últimos anos, impactando, portanto, diretamente na queda relacionada ao dinheiro em espécie.
Imagem: RossHelen / Shutterstock.com
