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Bancos transferem R$ 5,7 bilhões de valores esquecidos para o Desenrola

Governo transfere R$ 5,7 bilhões de valores esquecidos ao Desenrola, mas brasileiros ainda podem sacar dinheiro no sistema do Banco Central.

Juliana PeixotoPor Juliana Peixoto6 min de leitura
Bancos transferem R$ 5,7 bilhões de valores esquecidos para o Desenrola

Milhões de brasileiros ainda têm dinheiro esquecido em bancos, cooperativas, corretoras e outras instituições financeiras. Mesmo após o governo federal direcionar parte dos recursos do Sistema de Valores a Receber (SVR) para reforçar o programa Desenrola Brasil 2.0, ainda restam cerca de R$ 4,9 bilhões disponíveis para saque.

Os dados mais recentes do Banco Central mostram que mais de 45 milhões de pessoas físicas e aproximadamente 5 milhões de empresas ainda possuem valores esquecidos no sistema financeiro. Em muitos casos, os titulares nem sabem que têm direito ao dinheiro.

A consulta é gratuita, feita pela internet e pode liberar desde pequenos saldos até quantias mais altas esquecidas em contas antigas, consórcios encerrados e cobranças indevidas.

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Quase R$ 5 bilhões seguem disponíveis para saque

O Ministério da Fazenda confirmou que R$ 5,7 bilhões do montante originalmente disponível no Sistema de Valores a Receber foram transferidos para o Fundo de Garantia de Operações (FGO), utilizado como garantia nas renegociações do Desenrola Brasil 2.0.

Antes da transferência, o Banco Central estimava que havia cerca de R$ 10,6 bilhões disponíveis para resgate até março. Após a operação, o saldo restante caiu para aproximadamente R$ 4,9 bilhões.

Apesar da mudança, o governo informou que os cidadãos não perderam automaticamente o direito aos recursos transferidos ao fundo público.

Valores transferidos ainda poderão ser recuperados

Segundo o governo federal, os recursos enviados ao FGO continuarão podendo ser reivindicados pelos titulares. Para isso, será publicado um edital de chamamento público estabelecendo as regras para solicitação da devolução.

Após a publicação do edital, os cidadãos terão prazo de 30 dias para apresentar contestação e pedir o resgate dos valores transferidos.

Caso ninguém faça a solicitação dentro do período estabelecido, os recursos poderão ser incorporados definitivamente ao fundo utilizado no Desenrola 2.0.

Já os valores que continuam disponíveis diretamente no Sistema de Valores a Receber podem ser consultados e retirados normalmente, sem necessidade de aguardar qualquer novo edital.

O que é o Sistema de Valores a Receber

O Sistema de Valores a Receber foi criado pelo Banco Central para permitir que pessoas físicas e jurídicas consultem dinheiro esquecido em instituições financeiras.

O sistema reúne recursos que ficaram parados por diferentes motivos, incluindo:

  • contas bancárias encerradas com saldo disponível;
  • tarifas cobradas indevidamente;
  • parcelas ou cobranças irregulares em operações de crédito;
  • cotas de cooperativas de crédito;
  • recursos de consórcios encerrados;
  • saldos esquecidos em corretoras;
  • contas de pagamento inativas.

Muitos brasileiros descobrem valores esquecidos após trocar de banco, encerrar contas antigas ou deixar pequenas quantias acumuladas ao longo dos anos.

Quem pode consultar o dinheiro esquecido

A consulta está disponível para:

  • pessoas físicas;
  • empresas;
  • herdeiros;
  • inventariantes;
  • representantes legais de pessoas falecidas.

No caso de falecimento do titular, o responsável deverá apresentar documentos específicos e preencher um termo de responsabilidade para solicitar os recursos.

Como consultar dinheiro esquecido no Banco Central

A consulta é feita exclusivamente pela plataforma oficial do Banco Central. O órgão reforça que não envia mensagens, e-mails, links ou faz ligações oferecendo liberação de valores.

O acesso ao sistema exige conta Gov.br de nível prata ou ouro.

Passo a passo para consultar

Acesse o sistema oficial

Entre no portal do Sistema de Valores a Receber do Banco Central.

Informe seus dados

Digite:

  • CPF ou CNPJ;
  • data de nascimento ou data de abertura da empresa.

Faça login na conta Gov.br

O sistema exige autenticação com conta Gov.br nível prata ou ouro.

Consulte os valores disponíveis

Após o login, o usuário poderá visualizar:

  • instituição financeira responsável;
  • valor disponível;
  • tipo de recurso.

Solicite o resgate

O Banco Central recomenda informar uma chave Pix vinculada ao CPF para receber o dinheiro de forma mais rápida.

Caso a pessoa não possua chave Pix, será necessário entrar em contato diretamente com a instituição financeira responsável para combinar a devolução.

Resgate automático facilita recebimento

O Banco Central também disponibilizou a função de resgate automático de valores.

Com essa funcionalidade ativada, futuros valores esquecidos encontrados em nome do cidadão poderão ser transferidos automaticamente para sua conta, sem necessidade de novo pedido manual.

Quem pode usar o resgate automático

O recurso está disponível apenas para:

  • pessoas físicas;
  • usuários com chave Pix vinculada ao CPF;
  • contas Gov.br com autenticação em duas etapas ativada.

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A medida foi implementada como forma de simplificar o processo e reduzir o risco de perda de prazos.

Governo usa parte do dinheiro para reforçar o Desenrola 2.0

O governo federal argumenta que a transferência parcial dos recursos para o Fundo de Garantia de Operações ajudará a fortalecer o mercado de crédito e ampliar a segurança das renegociações feitas no Desenrola Brasil 2.0.

Na prática, o fundo funciona como uma garantia para instituições financeiras em casos de inadimplência de contratos renegociados.

Com isso, bancos e financeiras passam a ter maior proteção ao oferecer acordos para consumidores endividados.

Segundo o Ministério da Fazenda, parte dos recursos permaneceu reservada justamente para assegurar eventuais pedidos de restituição feitos pelos titulares.

Banco Central alerta para golpes

Com o aumento das consultas ao Sistema de Valores a Receber, também cresceram os golpes envolvendo falsas promessas de liberação de dinheiro.

O Banco Central reforça alguns alertas importantes:

  • a consulta é totalmente gratuita;
  • nenhum pagamento é exigido para liberar valores;
  • o órgão não envia links por WhatsApp, SMS ou e-mail;
  • não há atendimento por telefone oferecendo saque;
  • dados bancários devem ser informados apenas no sistema oficial.

Como evitar fraudes

Especialistas em segurança digital recomendam:

  • verificar se o endereço do site pertence ao Banco Central;
  • evitar clicar em links enviados por desconhecidos;
  • ativar autenticação em duas etapas na conta Gov.br;
  • nunca compartilhar senhas ou códigos de confirmação.

Pequenos valores também podem ser resgatados

Embora muitas pessoas imaginem que apenas grandes quantias estejam disponíveis, boa parte dos valores esquecidos envolve pequenos saldos.

Ainda assim, especialistas recomendam fazer a consulta, já que muitos cidadãos acumulam recursos em diferentes instituições financeiras sem perceber.

Há casos de consumidores que encontraram:

  • saldos antigos de contas encerradas;
  • tarifas devolvidas;
  • cotas de cooperativas esquecidas;
  • restituições pendentes.

Empresas também podem ter dinheiro disponível, especialmente negócios que encerraram contas bancárias ou operações financeiras antigas.

Consulta pode ser feita em poucos minutos

O processo de verificação costuma ser rápido e pode ser realizado diretamente pelo celular ou computador.

Desde a reformulação do sistema, o Banco Central passou a exigir níveis mais altos de segurança na conta Gov.br, justamente para reduzir tentativas de fraude e proteger os dados dos usuários.

Mesmo com a transferência parcial dos recursos para o fundo ligado ao Desenrola 2.0, bilhões de reais continuam disponíveis para saque imediato pelos brasileiros.

Para quem nunca consultou o sistema ou fez a verificação há muito tempo, a recomendação é acessar novamente a plataforma oficial e conferir se existem valores esquecidos em seu nome.

INFORMAÇÕES ATUALIZADAS 2026:

Juliana Peixoto

Autor

Juliana Peixoto

Juliana Peixoto é jornalista cearense, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo. Apaixonada por informação e escrita, está sempre em busca de novos aprendizados, experiências e vivências que ampliem sua visão de mundo. Atualmente, colabora com o portal Seu Crédito Digital, contribuindo com conteúdo informativo e acessível para os leitores.

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