O dinheiro esquecido nos bancos continua disponível para milhões de brasileiros. Segundo novo balanço divulgado nesta terça-feira (13) pelo Banco Central (BC), ainda há R$ 9,1 bilhões esquecidos por cidadãos e empresas em contas bancárias e outras fontes financeiras. Os dados fazem parte do programa oficial de valores a receber, ativo desde 2022.
Brasileiros têm direito a sacar R$ 9,1 bi em dinheiro esquecido nos bancos
Banco Central revela que brasileiros têm R$ 9,1 bilhões em dinheiro esquecido nos bancos. Consulte e saiba como resgatar os valores disponíveis.
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O que é o dinheiro esquecido?

Sistema de Valores a Receber (SVR)
O chamado dinheiro esquecido corresponde a recursos que ficaram parados em instituições financeiras, como contas encerradas, tarifas indevidas, cotas de consórcios e outros créditos esquecidos. Desde a criação do Sistema de Valores a Receber (SVR), o Banco Central já devolveu R$ 10 bilhões aos brasileiros.
Agora, ainda permanecem R$ 6,9 bilhões vinculados a pessoas físicas e R$ 2,2 bilhões a pessoas jurídicas. São, ao todo, 42,1 milhões de CPFs e 4,3 milhões de CNPJs com quantias a serem resgatadas.
Como consultar o dinheiro esquecido
Passo a passo para acessar o site do Banco Central
Para verificar se há dinheiro esquecido no seu nome, o cidadão deve acessar o site oficial: valoresareceber.bcb.gov.br. O sistema exige login com conta gov.br nos níveis prata ou ouro.
Etapas para fazer a consulta e saque:
- Acesse o site oficial do SVR;
- Faça login com sua conta gov.br;
- Consulte seu CPF ou CNPJ;
- Verifique os valores disponíveis;
- Solicite a devolução diretamente no sistema.
Quem tem direito ao dinheiro esquecido?
Pessoas físicas e jurídicas em todo o país
Qualquer pessoa ou empresa pode ter direito a uma parcela desse dinheiro esquecido. O recurso pode ter origem em diversos tipos de transações:
- Contas inativas com saldo residual;
- Tarifas bancárias cobradas a mais;
- Restituições de consórcios;
- Recursos de cooperativas de crédito não sacados;
- Encerramento de contas de pagamento com saldo restante.
Até empresas encerradas ou pessoas falecidas podem ter valores associados. No caso de herdeiros, é possível solicitar judicialmente o resgate.
Por que tanto dinheiro foi esquecido?
Falta de informação e valores baixos
Grande parte do dinheiro esquecido tem origem em pequenas quantias. Em muitos casos, os valores não ultrapassam R$ 10, o que faz com que passem despercebidos pelos clientes. Também há a questão da falta de transparência por parte das instituições financeiras antes da criação do SVR.
Desinformação ainda é obstáculo
Apesar das campanhas informativas, muitos brasileiros ainda não conhecem o sistema ou não confiam nos alertas recebidos, o que favorece a inércia no saque.
O impacto do resgate do dinheiro esquecido na economia

Injeção de liquidez e estímulo ao consumo
A liberação do dinheiro esquecido gera impacto direto no consumo. Economistas destacam que mesmo valores pequenos, quando somados, representam bilhões injetados na economia brasileira. O recurso pode ser usado para quitar dívidas, fazer compras ou reforçar a poupança das famílias.
Empresas também se beneficiam
No caso de empresas, especialmente pequenos negócios e MEIs, o resgate pode representar capital de giro essencial em momentos de dificuldade financeira. O Banco Central recomenda que empresários consultem seus CNPJs, mesmo que estejam inativos.
Segurança: como evitar golpes sobre dinheiro esquecido
Banco Central faz alerta sobre fraudes
Com o aumento das buscas por dinheiro esquecido, cresceram também os golpes. O Banco Central reforça que não envia links por e-mail, WhatsApp ou redes sociais. A consulta deve ser feita somente pelo site oficial.
Cuidados recomendados:
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- Não clique em links enviados por terceiros;
- Não informe seus dados bancários fora do sistema oficial;
- Ative autenticação em duas etapas na conta gov.br;
- Desconfie de qualquer promessa de resgate imediato com cobrança de taxa.
E se eu não tiver dinheiro esquecido?
Situação comum, mas que pode mudar
Nem todos os brasileiros têm valores a receber. Caso a consulta não indique nenhum valor disponível, é possível que o banco ainda não tenha feito a atualização de dados ou que o valor tenha sido resgatado anteriormente.
O Banco Central recomenda que os cidadãos voltem a consultar o site periodicamente, já que novas informações são incluídas a cada atualização das instituições financeiras.
Futuro do sistema de valores a receber
Expansão e integração com outros órgãos públicos
O Banco Central estuda ampliar o alcance do sistema, integrando-o a outras bases de dados, como:
Essas integrações devem facilitar a busca por dinheiro esquecido por herdeiros, espólios e empresas encerradas.
O que dizem os especialistas?

Transparência e cidadania financeira
Economistas e juristas veem o SVR como um avanço na transparência bancária e no acesso à cidadania financeira. A devolução do dinheiro esquecido representa o reconhecimento do direito do consumidor a informações claras e à devolução de recursos que, de fato, lhe pertencem.
Segundo análise da FGV, o sistema pode ser um modelo para outros países da América Latina que enfrentam problemas semelhantes com recursos inativos.
Conclusão
O sistema de dinheiro esquecido tem se mostrado uma importante ferramenta de devolução de recursos à população, ajudando tanto pessoas físicas quanto jurídicas a resgatar valores que, por diversas razões, foram deixados para trás. A iniciativa do Banco Central, ao proporcionar mais transparência e facilitar o acesso, está contribuindo para a educação financeira dos brasileiros e para a movimentação da economia. Contudo, é fundamental que os cidadãos fiquem atentos às fraudes e consultem regularmente a plataforma para garantir que não percam o direito a valores que lhes pertencem.
