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CORRE! Quase 1 milhão de brasileiros tem ‘dinheiro esquecido’ de R$ 1 mil para resgatar

Cerca de 1 milhão de brasileiros podem resgatar até R$ 1 mil de dinheiro esquecido em instituições financeiras. Saiba como resgatar!

Helena SerpaPor Helena Serpa5 min de leitura
Dinheiro Esquecido do BC

O Banco Central (BC) revelou recentemente dados que indicam que quase um milhão de brasileiros têm valores acima de R$ 1 mil “esquecidos” em bancos e outras instituições financeiras. Estes recursos, acumulados ao longo do tempo, podem ser resgatados pelo Sistema de Valores a Receber (SVR), uma plataforma que facilita o acesso a quantias que estavam, até então, sem conhecimento dos titulares.

Neste artigo, você descobrirá como consultar se você tem valores a receber, o passo a passo para o resgate e dicas importantes para evitar golpes durante o processo.

O que é o SVR?

Mão segurando celular com logo do Banco Central
Imagem: Brenda Rocha – Blossom /Shutterstock.com

O Sistema de Valores a Receber (SVR) é uma iniciativa do Banco Central do Brasil que permite que pessoas físicas e jurídicas consultem se possuem algum valor disponível em contas antigas, consórcios, cooperativas de crédito ou outras instituições financeiras. Este sistema foi criado para auxiliar os cidadãos e empresas a resgatarem montantes esquecidos, como saldo de contas que foram encerradas, tarifas cobradas indevidamente, e até mesmo restituições de consórcios.

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De acordo com dados divulgados pelo Banco Central, mais de R$ 8,56 bilhões estão disponíveis para resgate. Esta quantia inclui valores de diversos montantes, que variam de poucos centavos até valores que ultrapassam os mil reais.

Quem tem direito ao resgate?

Os dados do BC indicam que, ao todo, mais de 931 mil pessoas têm valores acima de R$ 1.000,01 para resgatar. Além disso, cerca de 5,1 milhões de brasileiros possuem entre R$ 100 e R$ 1.000 esquecidos, e a maior parcela, cerca de 32,9 milhões, tem até R$ 10 para resgatar.

A tabela abaixo detalha a quantidade de beneficiários por faixa de valores disponíveis:

Faixa de ValoresNúmero de ContasPercentual Total
Acima de R$ 1.000931.8741,78%
Entre R$ 100 e R$ 1.0005.163.7169,88%
Entre R$ 10 e R$ 10013.226.58925,32%
Até R$ 1032.919.73063,01%

Como consultar o dinheiro esquecido

Para verificar se você tem algum valor disponível para resgate, o processo é simples e totalmente digital. O único canal oficial para essa consulta é o site do Banco Central, através do Sistema de Valores a Receber, no endereço https://valoresareceber.bcb.gov.br.

Passo a passo para consulta e resgate:

  1. Acesse o site oficial: Entre no site do SVR e informe seu CPF ou CNPJ para verificar se há valores disponíveis.
  2. Informe os dados solicitados: Caso tenha valores a receber, o sistema pedirá que você autentique sua identidade via login no portal Gov.br.
  3. Forneça uma chave PIX: Para agilizar o resgate, o Banco Central solicita que o usuário cadastre uma chave PIX, preferencialmente CPF ou número de celular, para receber os valores.
  4. Contate a instituição, se necessário: Em alguns casos, principalmente valores mais antigos, pode ser necessário entrar em contato diretamente com a instituição financeira onde o valor está registrado.

Importante: Dinheiro de pessoas falecidas

O SVR também permite que valores de pessoas falecidas sejam resgatados. Para isso, herdeiros, inventariantes ou representantes legais devem preencher um termo de responsabilidade no sistema e seguir as instruções indicadas para o resgate.

Cuidado com golpes!

Com o aumento das consultas ao Sistema de Valores a Receber, também surgiram tentativas de golpes que visam se aproveitar da situação. O Banco Central alerta que não envia mensagens ou links por e-mail, SMS, WhatsApp ou qualquer outra plataforma. Toda consulta deve ser feita exclusivamente no site oficial.

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Dicas de segurança:

  • Desconfie de mensagens suspeitas: O BC não entra em contato diretamente com os usuários para tratar sobre valores a receber. Se receber mensagens pedindo dados pessoais ou bancários, ignore.
  • Não forneça suas senhas: Nenhuma instituição financeira solicitará sua senha ou outros dados sensíveis para liberar os valores.
  • Não faça pagamentos antecipados: O resgate dos valores esquecidos é totalmente gratuito. Qualquer cobrança associada ao processo é ilegal.

O que acontece se o valor não for resgatado?

Dinheiro Esquecido bancos
Imagem: rafapress / shutterstock.com

Um fato que reacendeu a discussão sobre o “dinheiro esquecido” foi a aprovação recente, pela Câmara dos Deputados, de um projeto de lei que autoriza o governo federal a recolher os recursos não resgatados pelos titulares. Se a proposta for sancionada, os cidadãos terão um prazo de 30 dias para retirar os valores após a publicação da norma. Caso contrário, os montantes serão transferidos ao Tesouro Nacional.

O projeto ainda precisa passar por aprovação presidencial, e trechos podem ser vetados. No entanto, essa possibilidade de perda dos valores pode acelerar o processo de consulta e saque, incentivando os brasileiros a resgatar o que é de direito.

Considerações finais

Com quase R$ 8,56 bilhões disponíveis para resgate, milhões de brasileiros podem estar perdendo a oportunidade de recuperar dinheiro “esquecido”. O processo é simples, rápido e seguro, e deve ser feito pelo site oficial do Banco Central. Não deixe para depois — faça sua consulta e, se for o caso, resgate os valores seguramente.

Não se esqueça de ficar atento às tentativas de golpe, sempre verificando as informações diretamente no site do BC e evitando cliques em links suspeitos. O dinheiro esquecido é um direito, e você pode estar mais perto de receber do que imagina!

Helena Serpa

Autor

Helena Serpa

Jornalista mineira, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ). Apaixonada por linguagem simples e comunicação acessível, atua como redatora no portal Seu Crédito Digital, onde produz conteúdos sobre finanças pessoais, cidadania, programas sociais, direitos do consumidor e outros temas relevantes para o dia a dia dos brasileiros. Sua escrita busca informar com clareza, contribuir com a inclusão digital e empoderar leitores a tomar decisões mais conscientes sobre dinheiro e serviços públicos.

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