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‘Dinheiro esquecido’: você tem 3 dias para sacar valores a receber no sistema do BC

Confira o prazo para sacar seu dinheiro esquecido no Sistema de Valores a Receber do Banco Central. Saiba mais!

Helena SerpaPor Helena Serpa5 min de leitura
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Se você possui valores esquecidos em instituições financeiras, bancos ou consórcios, fique atento! O prazo para resgatar o dinheiro esquecido no Sistema de Valores a Receber (SVR) do Banco Central termina na próxima quarta-feira, dia 16. Conforme o BC, mais de R$ 8,6 bilhões estão disponíveis para resgate, e essa pode ser sua última chance de recuperar os valores.

O sistema permite que tanto pessoas físicas quanto jurídicas consultem se há valores esquecidos em contas antigas, consórcios ou outras instituições. Até mesmo herdeiros de pessoas falecidas podem fazer a consulta e o saque.

O que é o SVR?

Banco Central
Imagem: Jo Galvao / shutterstock.com

O SVR é um mecanismo criado pelo Banco Central do Brasil para que cidadãos e empresas possam consultar e resgatar valores esquecidos em contas bancárias, consórcios e outras entidades financeiras. Com o aumento da digitalização bancária e o encerramento de contas, muitas pessoas perderam o contato com esses recursos, e o sistema foi desenvolvido para facilitar a recuperação desses valores.

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Esses valores podem ter origem em diversas fontes, como tarifas cobradas indevidamente, saldos remanescentes em contas antigas, parcelas não utilizadas em consórcios e até mesmo em operações de crédito.

O que acontece se eu não sacar os valores até o prazo?

Caso o valor disponível não seja resgatado até o dia 16 de outubro, ele poderá ser transferido para o Tesouro Nacional. Isso foi estabelecido na Lei n.º 14.973/2024, sancionada pelo presidente Lula em setembro. Essa medida visa incorporar os recursos esquecidos ao orçamento da União, caso não sejam reclamados pelos titulares ou herdeiros.

Após o fim desse prazo, os cidadãos ainda terão 30 dias para contestar o recolhimento dos recursos pelo Tesouro. Passado esse período, se não houver contestação, o dinheiro será incorporado ao orçamento como receita primária.

No entanto, mesmo que os recursos sejam recolhidos pelo Tesouro, há um prazo de seis meses para que o cidadão possa ingressar com uma ação judicial para reivindicar seus direitos sobre o valor.

Como consultar e sacar o dinheiro esquecido

O processo de consulta é simples e feito exclusivamente pelo site oficial do Banco Central, no endereço https://valoresareceber.bcb.gov.br. Veja o passo a passo de como realizar a consulta e solicitar o resgate:

  1. Acesse o site: Entre no endereço mencionado acima e clique em “Iniciar consulta”. Lembre-se, esse é o único site oficial para consultas, e qualquer outro link recebido por SMS, e-mail ou aplicativos de mensagens pode ser uma tentativa de golpe.
  2. Realize a consulta: Ao acessar o sistema, insira seu CPF ou CNPJ e siga as instruções para verificar se há valores disponíveis. Se você tiver valores a receber, será informado imediatamente.
  3. Solicite o resgate: Se houver dinheiro disponível, o sistema solicitará que você informe uma chave PIX para realizar a transferência do valor. Caso não possua uma chave cadastrada, será preciso entrar em contato diretamente com a instituição financeira para combinar uma forma de recebimento.
  4. Herança e falecidos: No caso de valores de pessoas falecidas, herdeiros, inventariantes ou representantes legais podem realizar a consulta e solicitar o saque. Será necessário preencher um termo de responsabilidade e seguir os procedimentos estabelecidos pelas instituições envolvidas.

Dicas para evitar golpes

Com o aumento da procura pelo sistema de valores a receber, o Banco Central reforça algumas recomendações importantes para evitar golpes:

  • Não forneça dados pessoais: Nenhuma instituição financeira pedirá senhas, dados pessoais ou confirmação de informações por telefone, ou mensagem para liberar o saque dos valores.
  • Não faça pagamentos: Não é necessário pagar nenhuma taxa ou fazer qualquer tipo de transação para liberar os valores esquecidos. Qualquer cobrança nesse sentido deve ser considerada uma tentativa de golpe.

Valores disponíveis e quem pode sacar

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Segundo o Banco Central, há casos de valores significativos aguardando resgate. O maior saque registrado até agora foi de R$ 2,8 milhões por uma pessoa física, enquanto o maior valor disponível para uma pessoa jurídica chega a impressionantes R$ 30,4 milhões.

Segundo os dados mais recentes do BC, 940 mil pessoas têm mais de R$ 1 mil para receber, enquanto cerca de 5,2 milhões de pessoas têm valores entre R$ 100 e R$ 1.000. A maioria dos beneficiários, no entanto, possui pequenas quantias de até R$ 10. Cerca de 33 milhões de brasileiros se enquadram nessa faixa de valores.

O que fazer se perder o prazo?

Dinheiro esquecido governo BC
Imagem: José Cruz / Agência Brasil

Se você não realizar o resgate no prazo estabelecido, o valor será recolhido pelo Tesouro Nacional. Entretanto, ainda haverá uma janela de 30 dias para contestação, caso você queira evitar a incorporação definitiva ao orçamento público.

Se mesmo após esse período você não tiver resgatado ou contestado o recolhimento, ainda poderá entrar com uma ação judicial para reivindicar os recursos, desde que isso seja feito dentro de seis meses.

Considerações finais

Com o prazo final se aproximando, esta é a última chance de verificar se você tem valores esquecidos no Sistema de Valores a Receber. O procedimento é simples e gratuito, mas deve ser feito até o dia 16 de outubro para garantir o resgate dos valores sem que sejam recolhidos pelo Tesouro Nacional.

Aproveite para verificar se você, familiares ou até mesmo entes falecidos têm recursos disponíveis e evite perder esse dinheiro.

Helena Serpa

Autor

Helena Serpa

Jornalista mineira, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ). Apaixonada por linguagem simples e comunicação acessível, atua como redatora no portal Seu Crédito Digital, onde produz conteúdos sobre finanças pessoais, cidadania, programas sociais, direitos do consumidor e outros temas relevantes para o dia a dia dos brasileiros. Sua escrita busca informar com clareza, contribuir com a inclusão digital e empoderar leitores a tomar decisões mais conscientes sobre dinheiro e serviços públicos.

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