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Dinheiro Esquecido: veja até quando você pode sacar a sua parte

Descubra até quando você pode sacar seu dinheiro esquecido no SVR do Banco Central e como o projeto de Lei n.º 1847/24. Saiba mais!

Helena SerpaPor Helena Serpa5 min de leitura
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O governo brasileiro apresentou recentemente o projeto de Lei nº 1847/24, que sugere o uso de recursos esquecidos em bancos para contribuir com o resultado primário. Essa proposta vem ganhando força e, caso aprovada, poderá impactar diretamente milhões de brasileiros que ainda não resgataram seus valores disponíveis no Sistema de Valores a Receber (SVR), do Banco Central.

Se você ainda não verificou se tem direito a algum valor esquecido, fique atento, pois pode haver prazos estipulados em breve para resgatar esses recursos. Neste artigo, explicaremos os detalhes da proposta, como consultar se você tem valores a receber e até quando você pode sacar sua parte.

O Projeto de Lei n.º 1847/24 e o Dinheiro Esquecido

Bolsa Trabalho pagamento extra renda
Imagem: rafapress / Shutterstock.com

Aprovado pela Câmara dos Deputados no dia 11 de setembro de 2024, o projeto de lei n.º 1847/24 estabelece regras para a utilização dos valores esquecidos em contas bancárias para melhorar as finanças públicas. A proposta agora segue para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que pode aprovar integralmente, vetar trechos ou até rejeitar o texto por completo.

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Se o projeto for sancionado, os titulares de contas com valores a receber terão um prazo para sacar o dinheiro, caso contrário, os recursos poderão ser direcionados ao Tesouro Nacional. Isso tem gerado certa apreensão, mas até o momento, os cidadãos ainda têm tempo para resgatar seus valores sem preocupações.

O SVR do Banco Central

O SVR é uma plataforma criada pelo Banco Central para que cidadãos e empresas possam consultar e resgatar valores esquecidos em instituições financeiras. Segundo os dados mais recentes, o sistema disponibilizou um total de R$ 16,23 bilhões, dos quais R$ 7,67 bilhões já foram devolvidos aos cidadãos. No entanto, ainda restam R$ 8,56 bilhões não resgatados.

O objetivo do projeto de lei é que esses valores, caso não resgatados em um período determinado, sejam utilizados para reforçar as contas públicas. O dinheiro esquecido é composto por depósitos em contas bancárias inativas, valores de seguros ou planos de previdência, entre outros.

Prazo para Resgate dos Valores

Se o projeto for aprovado, os cidadãos terão um prazo de 30 dias para resgatar os valores esquecidos no SVR a partir da publicação da norma. Após esse período, os recursos serão automaticamente transferidos ao Tesouro Nacional. A proposta ainda prevê que os cidadãos contestem a apropriação dos valores pelo governo, tendo um prazo adicional de mais 30 dias para fazer essa contestação.

Se o titular do valor perder o prazo de contestação, ele ainda poderá, em até seis meses, entrar com um pedido judicial para reaver o montante. O prazo começa a contar a partir da publicação da lista oficial dos valores recolhidos pelo governo.

Além disso, mesmo que os prazos sejam perdidos, o projeto prevê que os cidadãos terão até o dia 31 de dezembro de 2027 para solicitar os valores diretamente à instituição financeira onde o dinheiro está depositado. Porém, os detalhes sobre como esse processo será feito ainda não foram completamente esclarecidos.

Impactos para o Cidadão Comum

A maioria dos valores esquecidos no sistema pertence a pessoas físicas ou pequenas empresas, e muitas vezes são quantias relativamente baixas. Cerca de 63% dos beneficiários têm direito a receber até R$ 10, enquanto 25,32% têm entre R$ 10,01 e R$ 100 disponíveis. Valores mais altos, entre R$ 100,01 e R$ 1.000, representam cerca de 9,77% das contas, e apenas 1,77% das pessoas têm mais de R$ 1.000 a receber.

Apesar de a maioria dos valores ser de pequenas quantias, para muitas pessoas esse dinheiro pode fazer diferença, especialmente em tempos de instabilidade econômica. Por isso, é essencial que os cidadãos fiquem atentos aos prazos e não deixem de verificar se têm algum valor disponível.

Como Consultar o Dinheiro Esquecido?

Para quem ainda não consultou se tem valores a receber, o processo é simples e pode ser feito totalmente online. Veja o passo a passo:

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  1. Acesse o site oficial do Sistema de Valores a Receber no portal do Banco Central.
  2. Informe seu CPF ou CNPJ para fazer a consulta.
  3. Caso existam valores a receber, siga as instruções fornecidas para solicitar o resgate.

O resgate dos valores pode ser feito por transferência bancária ou diretamente em uma agência bancária, dependendo do valor e da instituição financeira responsável.

O Que Acontece se o Projeto For Aprovado?

Saco de moeda ao lado de moedas em cima de uma tábua marrom
Imagem: Alison Nunes Calazans/shutterstock

Se o presidente Lula sancionar o projeto, os cidadãos devem se preparar para um cronograma mais restrito de resgates. A proposta estabelece prazos que, se não cumpridos, podem resultar na perda temporária dos valores para o Tesouro Nacional, o que exigiria uma ação judicial para recuperá-los.

No entanto, o projeto também traz uma importante garantia: mesmo após a apropriação dos recursos pelo governo, os titulares ainda terão uma última oportunidade de resgatar o valor até dezembro de 2027, diretamente nas instituições financeiras.

Considerações finais

A proposta de utilização dos valores esquecidos em contas bancárias pelo governo tem gerado discussões e preocupações, mas o importante é que os cidadãos ainda têm tempo para agir. Verifique quanto antes se você tem algum valor disponível no Sistema de Valores a Receber e siga os passos para garantir que o dinheiro seja resgatado no prazo.

Se o projeto de lei for aprovado, os prazos serão curtos, e é essencial que os brasileiros acompanhem as decisões do governo e façam suas solicitações o mais rápido possível. Não deixe seu dinheiro esquecido de contribuir para o resultado primário do governo — garanta que ele volte para o seu bolso!

Helena Serpa

Autor

Helena Serpa

Jornalista mineira, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ). Apaixonada por linguagem simples e comunicação acessível, atua como redatora no portal Seu Crédito Digital, onde produz conteúdos sobre finanças pessoais, cidadania, programas sociais, direitos do consumidor e outros temas relevantes para o dia a dia dos brasileiros. Sua escrita busca informar com clareza, contribuir com a inclusão digital e empoderar leitores a tomar decisões mais conscientes sobre dinheiro e serviços públicos.

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