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Ainda há R$ 8,7 bilhões em dinheiro esquecido, revela BC; mas dono pode ainda contestar recolhimento

O Banco Central revelou que ainda há R$ 8,7 bilhões em "dinheiro esquecido" nas instituições financeiras. Entenda como consultar e recuperar!

Helena SerpaPor Helena Serpa5 min de leitura
Selic

O Banco Central revelou, em comunicado divulgado na quarta-feira (8), que ainda existem cerca de R$ 8,7 bilhões em “dinheiro esquecido” nos bancos, consórcios e outras instituições financeiras. Esses recursos pertencem a pessoas físicas, inclusive aquelas já falecidas, e a empresas. Para quem ainda não resgatou esses valores, existe uma chance de recuperar o que é seu.

O sistema de consulta do Banco Central foi lançado para permitir que qualquer pessoa possa verificar se tem recursos esquecidos em alguma instituição financeira. Essa iniciativa visa garantir que o dinheiro que ficou para trás seja devolvido aos seus legítimos donos.

O Que São Recursos Esquecidos?

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Imagem: Marcello Casal Júnior/Agência Brasil

De acordo com o Banco Central, recursos esquecidos são valores que ficaram sem movimentação nas contas de clientes. Isso pode ocorrer em contas bancárias, consórcios, contas de poupança e outras modalidades financeiras. O principal motivo para esses valores serem considerados esquecidos é a falta de movimentação por mais de três anos.

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Quando o cliente não acessa ou movimenta os valores em sua conta, esses são recolhidos pela instituição financeira e repassados ao Tesouro Nacional. A quantia total identificada como “dinheiro esquecido” em 2024 chega a impressionantes R$ 8,7 bilhões.

Como Consultar o Dinheiro Esquecido?

O Banco Central disponibilizou um portal online onde qualquer pessoa pode verificar se possui recursos esquecidos. Para fazer a consulta, basta acessar o site oficial https://valoresareceber.bcb.gov.br. O sistema permite que tanto pessoas físicas quanto jurídicas, incluindo herdeiros de falecidos, possam realizar essa verificação.

Passos para Consultar

  1. Acesse o site oficial: https://valoresareceber.bcb.gov.br.
  2. Informe os dados necessários: Para a consulta, é necessário fornecer dados pessoais ou da empresa, como CPF ou CNPJ.
  3. Verifique se há valores a serem recebidos: O sistema irá informar se existe algum valor relacionado à sua conta.
  4. Realize a solicitação de devolução: Se houver valores a serem recebidos, será necessário informar uma chave PIX para a devolução dos recursos. Caso não tenha uma chave cadastrada, é possível criar uma no momento da solicitação.

No Caso de Pessoas Falecidas

Para resgatar valores de pessoas falecidas, os interessados devem ser herdeiros, representantes legais ou inventariantes. Além disso, é preciso preencher um termo de responsabilidade e apresentar a documentação necessária que comprove o vínculo com o falecido.

Prazo e Contestações: O Que Acontece Com os Valores Não Reclamados?

Embora o prazo oficial para solicitar a devolução dos recursos tenha expirado em 16 de outubro, ainda há uma janela para contestar o recolhimento. De acordo com o Ministério da Fazenda, quem perdeu o prazo ainda pode recorrer judicialmente até seis meses após a data de encerramento do período.

O Ministério também tranquilizou os cidadãos, destacando que não se trata de um “confisco”. Se não houver contestação dentro do prazo estipulado, os valores serão incorporados ao Tesouro Nacional e considerados para o cumprimento das metas fiscais do governo.

Golpes em Redes Sociais: Como se Proteger

Com o aumento do interesse sobre a devolução dos recursos esquecidos, a divulgação de golpes também se tornou uma preocupação. O Banco Central emitiu uma série de alertas para garantir que os cidadãos não caiam em fraudes.

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Como Evitar Golpes

  1. Não clique em links suspeitos: Muitos golpistas utilizam e-mails, SMS, WhatsApp ou Telegram para enviar links fraudulentos, tentando enganar os usuários. O Banco Central reforça que a instituição não envia links de comunicação.
  2. Nunca forneça dados pessoais: O Banco Central alerta que, se alguém entrar em contato pedindo dados pessoais ou senhas, é certamente um golpe. As instituições financeiras não solicitam esse tipo de informação via mensagem.
  3. Cuidado com pagamentos: O BC avisa que não é necessário pagar nenhuma taxa para resgatar valores esquecidos. Se alguém pedir para que você pague algo para acessar os recursos, isso é um golpe.
  4. Verifique a autenticidade do contato: Caso receba qualquer tipo de mensagem sobre resgates de valores, confirme diretamente com a instituição bancária mencionada. Nunca confie em links enviados por terceiros.

O Que Pode Ser Feito Caso o Recurso Seja Contestado?

Banco Central Juros crédito
Imagem: rafastockbr / shutterstock.com

Caso o recurso de devolução seja contestado judicialmente, o processo segue para a análise do direito do reclamante. O Ministério da Fazenda assegura que o processo está alinhado com a legislação vigente, e que as disputas serão resolvidas dentro dos parâmetros legais estabelecidos.

Para aqueles que se depararam com o valor e resolveram contestar o recolhimento, é importante buscar orientação jurídica para entender como proceder e quais documentos são necessários para garantir o recebimento do montante.

Considerações finais

Os R$ 8,7 bilhões ainda disponíveis nas instituições financeiras representam uma oportunidade para muitas pessoas resgatar o que é seu por direito. Através do portal do Banco Central, é possível realizar a consulta e, se houver valores esquecidos, solicitar a devolução de maneira simples e segura.

É essencial que os cidadãos se atentem aos prazos e sigam as orientações do Banco Central para evitar cair em golpes que se aproveitam da situação. A consulta online é rápida e fácil, e as medidas de segurança estão sendo reforçadas para proteger os dados de todos os usuários.

Helena Serpa

Autor

Helena Serpa

Jornalista mineira, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ). Apaixonada por linguagem simples e comunicação acessível, atua como redatora no portal Seu Crédito Digital, onde produz conteúdos sobre finanças pessoais, cidadania, programas sociais, direitos do consumidor e outros temas relevantes para o dia a dia dos brasileiros. Sua escrita busca informar com clareza, contribuir com a inclusão digital e empoderar leitores a tomar decisões mais conscientes sobre dinheiro e serviços públicos.

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