A Light, uma das principais fornecedoras de energia do Rio de Janeiro, está enfrentando uma série de desafios financeiros. Com uma dívida de R$11 bilhões aos credores, a empresa entrou com uma medida cautelar para suspender o pagamento das dívidas enquanto negocia uma reestruturação financeira.
Diretores da Light podem ficar milionários se plano de recuperação der certo
Os diretores da Light podem se tornar milionários se o plano de recuperação da companhia for aprovado pelos acionistas. Entenda.
Os diretores da Light podem se tornar milionários se o plano de recuperação da companhia for aprovado pelos acionistas em uma assembleia geral ordinária e extraordinária (AGO/E), marcada para o dia 28 de abril.
Corte de dívidas como tentativa para recuperação
De acordo com o plano apresentado pela administração da Light, em caso de êxito na redução da dívida, os diretores teriam a possibilidade de adquirir aproximadamente R$ 37,5 milhões em ações da empresa pelo valor simbólico de R$ 185 mil, com uma cláusula de lock-up de um ano.
A Light enfrentou um grande prejuízo no ano passado. Este que foi ampliado pelo fato da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) ter determinado a devolução de créditos fiscais relacionados à cobrança indevida de PIS/Cofins dos consumidores finais. O prejuízo chegou a R$ 5,6 bilhões, e o endividamento total da empresa aumentou em 22,8%, totalizando R$ 9 bilhões.
Credores apreensivos com a situação
A chance dos gestores comprarem até 5% das ações da Light por apenas R$0,01 em caso de sucesso no plano de reestruturação, tem gerado inquietação entre os credores da companhia. Eles argumentam que os administradores têm um incentivo desproporcional e expressam desconforto em negociar nessas condições.
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Ao final do pregão da última sexta-feira, em 14 de abril, a Light fechou com uma cotação de R$2,03 e um valor de mercado de R$750 milhões. No entanto, o prejuízo bilionário da empresa no quarto trimestre de 2022 e a urgência em renegociar suas dívidas para atravessar o ano de 2023, têm gerado atrito com os credores. Isso colocou a companhia em uma posição delicada no mercado.
Desde que assumiu a posição de CEO em agosto de 2022, Octavio Pereira Lopes tem argumentado que iniciou as negociações com os credores da Light. No entanto, ele aponta que a base pulverizada de credores, que inclui milhares de pessoas físicas detentoras de debêntures, tem dificultado o processo de negociação.
Foto: Divulgação/Light
