Depois da primeira onda de demissões iniciada em março, a Disney retomou, nesta segunda-feira (24), o processo de corte de colaboradores. A nova leva de saídas deve durar até quinta-feira (27). A previsão é que, após essa rodada de desligamentos, mais de 4 mil pessoas já tenham sido demitidas da empresa apenas em 2023.
Disney volta a fazer demissões em massa: está em crise?
Nesta semana a Disney retomou o processo de demissões, com mais uma rodada de cortes. Veja quantas pessoas já deixaram a empresa.
De acordo com o planejamento que a própria empresa anunciou publicamente, essa é a segunda de três rodadas de demissões em massa que estão previstas para acontecer este ano. O plano da Disney é cortar em 2023 um total de 7 mil funcionários. A gigante do entretenimento iniciou o ano com 220 mil empregados.
Economia de bilhões
Os cortes fazem parte de um projeto do CEO da empresa, Bob Iger, de reduzir os custos anuais e economizar até U$ 5,5 bilhões, o que corresponde a R$ 27,8 bilhões. A ideia da companhia é diminuir o investimento em novas produções e focar nas franquias e marcas mais conhecidas.
Até o momento, a Disney Entertainment, área da empresa relacionada com a produção de filmes e programas televisivos, tem sido a mais afetada pelos cortes. O canal de esportes ESPN, que pertence a Disney, ainda não foi alvo de nenhum de nenhum desligamento, mas ainda é possível que demissões sejam feitas no setor.
Planos da Disney
A demissão em massa chama a atenção, mas não é surpresa para ninguém. A Disney já havia anunciado em fevereiro que os cortes aconteceriam como parte de uma reformulação da companhia.
No início do ano, Bob Iger afirmou que essa medida estava sendo tomada para reestruturar a empresa em torno da criatividade e que, além de reduzir as despesas, era necessária para o crescimento dos lucros relacionados ao streaming, que é o novo foco do negócio.
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Além disso, outro plano que está sendo posto em prática é a transformação da ESPN em uma unidade independente, o que, segundo Iger, era uma demanda dos acionistas.
Com isso, o objetivo é separar a Disney em três partes claramente distintas: a ESPN, que ficará com todo o setor esportivo; a Disney Entertainment, que vai cuidar das produções (filmes e séries), do streaming e da mídia; e uma parte que estará responsável por toda a operação física entre parques, experiências e produtos.
Imagem: Divulgação/Disney
