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Bancos reagem e atacam para conquistar os clientes mais ricos

Bancos brasileiros intensificam estratégias em wealth management, investindo em plataformas B2B para atender grandes fortunas e family offices.

Melissa BarbosaPor Melissa Barbosa5 min de leitura
Bancos

O mercado de gestão de fortunas no Brasil passa por uma transformação estratégica. Tradicionalmente dominado pelos grandes bancos, o setor enfrenta agora a migração de patrimônios para consultorias independentes e family offices. Essa mudança força instituições como Itaú, Bradesco, Santander, Safra, C6 e Inter a acelerar o desenvolvimento de plataformas de wealth services e ofertas B2B, visando não perder terreno em um segmento que movimenta mais de R$ 540 bilhões.

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Crescimento do mercado de wealth management

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Imagem: Edição Canva Seu Crédito Digital

Historicamente, o atendimento a clientes ultrarricos era concentrado em áreas de private banking dos bancos tradicionais. Entretanto, com a profissionalização das consultorias independentes e o aumento da demanda por serviços personalizados, o mercado de wealth management no Brasil começa a se democratizar. Hoje, grandes fortunas buscam soluções que combinam tecnologia, eficiência e personalização, abrindo espaço para plataformas B2B sofisticadas.

A migração para consultorias e family offices

O fenômeno da externalização do atendimento por grandes fortunas tem impactado diretamente as margens bancárias. Antes, family offices eram atendidos apenas sob demanda, sem condições diferenciadas. XP e BTG Capital foram pioneiros ao estruturar plataformas dedicadas, oferecendo maior autonomia aos gestores de patrimônio. Agora, bancos tradicionais buscam estratégias semelhantes para reconquistar clientes e atrair novos investidores institucionais.

Estratégias dos principais bancos brasileiros

Itaú: integração e vertical institucional

O Itaú iniciou uma reestruturação significativa ao transferir sua área de private banking para a vertical institucional. A mudança permitiu oferecer taxas institucionais competitivas, eliminando comissões sobre renda fixa e variável. Além disso, o banco prepara uma plataforma completa de wealth services, voltada também para consultorias, contratando especialistas do setor para acelerar o projeto.

Bradesco: tecnologia e cashback

O Bradesco, por meio da Ágora, ampliou a integração tecnológica com o objetivo de oferecer uma experiência mais fluida. Atualmente, atende cerca de 80 family offices, aplicando taxas institucionais e devolvendo rebates via cashback. A meta do banco é reduzir o volume mínimo exigido por cliente, expandindo o atendimento para perfis com menores valores investidos.

Santander: foco em democratização

O Santander mantém há mais de uma década um serviço de wealth service, atendendo 92 family offices. O banco busca baixar o tíquete mínimo de entrada por meio de tecnologia, democratizando o acesso a taxas institucionais e planejando a implementação de cashback para clientes B2B. Essa estratégia visa equilibrar competitividade e escalabilidade no mercado brasileiro.

Safra: integração e incentivo financeiro

O Banco Safra lançou recentemente uma plataforma que combina cashback e integração com a Safra Invest. A iniciativa busca fortalecer o relacionamento com family offices e consultorias, oferecendo vantagens financeiras e maior agilidade nas operações, consolidando a presença do banco em um mercado cada vez mais disputado.

C6 Bank: área dedicada para family offices

O C6 Bank estruturou a área Graphene, voltada especificamente para atender family offices. A estratégia permite oferecer soluções personalizadas, integrando tecnologia avançada e serviços exclusivos que antes eram restritos a clientes ultrarricos, aproximando o banco de gestores independentes e ampliando seu portfólio de clientes.

Banco Inter: testes com consultorias

O Banco Inter está em fase de testes de sua plataforma de wealth services com consultorias de investimento. A iniciativa busca compreender melhor as necessidades dos clientes B2B e ajustar o modelo de serviços antes do lançamento oficial, garantindo competitividade frente a grandes players do setor.

O impacto para gestores de patrimônio

Com a entrada de bancos tradicionais nesse mercado, gestores médios e pequenos podem se beneficiar de condições mais competitivas, incluindo taxas institucionais e cashback. A disputa aumenta a oferta de soluções tecnológicas, simplificando processos de investimento e facilitando a gestão de grandes carteiras de clientes.

A tecnologia como diferencial

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A digitalização é um elemento central na competição. Plataformas modernas permitem consolidar ativos, integrar relatórios e reduzir burocracias. Além disso, a tecnologia contribui para o monitoramento de investimentos offshore e compliance regulatório, elementos cada vez mais demandados por family offices.

Desafios regulatórios e tributários

Apesar das oportunidades, bancos enfrentam desafios complexos. Questões de regulação, tributação e segurança de dados exigem investimentos significativos em tecnologia e consultoria jurídica. Além disso, a construção de plataformas digitais robustas requer tempo e expertise especializado, criando barreiras de entrada para instituições menores.

Tendências futuras do mercado de grandes fortunas

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Imagem: Billion Photos/shutterstock.com

O mercado brasileiro caminha para um modelo híbrido, em que bancos e independentes atuarão lado a lado. A tendência é que plataformas B2B se tornem cada vez mais sofisticadas, oferecendo serviços customizados, cashback e integração tecnológica avançada. A concorrência promete beneficiar investidores, gestores de patrimônio e consultorias, promovendo democratização do acesso a produtos antes restritos a ultrarricos.

Expansão de serviços para clientes de menor porte

Bancos buscam adaptar soluções para clientes com valores menores, aumentando a capilaridade do mercado. Essa estratégia amplia o leque de oportunidades para investidores que antes não tinham acesso a condições institucionais, fortalecendo o ecossistema de wealth management no Brasil.

Integração com family offices

A parceria entre bancos e family offices será crucial para o crescimento sustentável do setor. Por meio de plataformas B2B, será possível oferecer serviços personalizados, combinando expertise financeira e tecnologia de ponta, garantindo eficiência, segurança e rentabilidade aos clientes.

Conclusão

A disputa pelas grandes fortunas no Brasil acelera a inovação no setor financeiro. Bancos tradicionais, percebendo a migração de clientes para consultorias e family offices, investem pesadamente em plataformas B2B e serviços tecnológicos. A competição beneficia não apenas investidores ultrarricos, mas também gestores médios e pequenos, democratizando o acesso a produtos sofisticados. O futuro do wealth management no país será marcado por integração tecnológica, democratização do atendimento e soluções financeiras cada vez mais customizadas.

Melissa Barbosa

Autor

Melissa Barbosa

Melissa Barbosa é Redatora SEO e Designer no portal Seu Crédito Digital. Estudante de Jornalismo, possui sólida experiência em Marketing de Conteúdo, com foco em estratégias de SEO, comunicação digital e identidade visual. Apaixonada pelo universo da informação e da criatividade, une técnica e sensibilidade para transformar dados e tendências em conteúdos relevantes, que ajudam o público a entender melhor o cenário econômico, os benefícios sociais e os serviços digitais que impactam o dia a dia do brasileiro.

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