Seu Crédito Digital
Seu Crédito Digital

Minha dívida tem mais de 5 anos na Serasa: Tenho que pagar?

Descubra se você ainda precisa pagar uma dívida que já tem mais de 5 anos na Serasa e entenda seus direitos quanto a cobranças abusivas.

Eduardo MendesPor Eduardo Mendes5 min de leitura
dívida na Serasa

Nos últimos anos, muitas pessoas têm se deparado com a pergunta: “Minha dívida tem mais de 5 anos na Serasa, eu ainda preciso pagar?” Esse questionamento é comum entre aqueles que enfrentam dificuldades financeiras e estão sendo cobrados por dívidas antigas.

Neste artigo, vamos esclarecer o que acontece com dívidas que ultrapassam esse período e os direitos do consumidor nessas situações.

Leia mais:

Dívidas prescritas na Serasa ainda podem interferir no histórico de crédito?

Dívida no Serasa Caducou: O Que Isso Significa para o Seu CPF?

O que acontece com a dívida após 5 anos?

dívida
Imagem: Freepik

A primeira coisa que você precisa entender é que, após cinco anos, uma dívida prescreve. Isso significa que, de acordo com o Código Civil Brasileiro, o credor perde o direito de tomar certas ações legais contra o devedor. Entre essas ações, está a inclusão do nome do devedor em órgãos de proteção ao crédito, como o Serasa, o SPC e o Boa Vista. Após cinco anos, a dívida “caduca”, ou seja, não pode mais ser negativada.

O que significa uma dívida “caducar”?

Quando uma dívida caduca, ela não desaparece. O que acontece é que, legalmente, o credor não pode mais utilizar ferramentas de cobrança formal, como protestar o nome do devedor ou mantê-lo negativado em cadastros de inadimplência. No entanto, a dívida ainda existe, e o credor pode continuar tentando cobrar amigavelmente.

A dívida caducada continua registrada internamente nos sistemas dos bancos ou empresas, e pode ser negociada a qualquer momento, caso o devedor queira resolver a pendência. Porém, é importante saber que, após cinco anos, essa cobrança só pode ser feita de forma amigável, sem ameaças ou medidas judiciais.

Direitos do consumidor com dívida de mais de 5 anos

Se você tem uma dívida que já ultrapassou o prazo de cinco anos, deve ficar atento aos seus direitos. O credor não pode continuar negativando seu nome ou tomar medidas como protesto. Caso isso aconteça, o devedor pode buscar reparação judicial. Além disso, a cobrança não pode ser feita de maneira abusiva, como através de ligações insistentes, ameaças ou contato com terceiros.

Quais ações os credores podem tomar?

Mesmo após o vencimento dos cinco anos, os credores podem continuar tentando negociar a dívida com o devedor. Isso pode acontecer por meio de ligações, mensagens ou até correspondências, mas essas tentativas devem respeitar os limites da legislação.

O que os credores não podem fazer:

  • Negativar novamente seu nome no Serasa ou SPC: Após cinco anos, seu nome deve ser retirado dos cadastros de inadimplentes, mesmo que a dívida ainda exista.
  • Processar você na Justiça: Passados os cinco anos, o credor não pode mais recorrer a processos judiciais para cobrar a dívida.
  • Cobrar de forma abusiva: O credor não pode ligar de forma insistente, ligar para familiares ou vizinhos, nem fazer ameaças de confisco de bens, como casa ou carro, sem o devido processo legal.

Se você sentir que está sendo alvo de cobranças abusivas, é possível reunir provas, como gravações de chamadas ou mensagens, e acionar o Judiciário por meio de um processo no Juizado Especial Cível.

Devo pagar uma dívida que prescreveu?

nome sujo
Imagem: Towfiqu barbhuiya / Unsplash

A decisão de pagar ou não uma dívida que já prescreveu cabe ao devedor. Legalmente, o credor não pode forçar o pagamento, mas, em muitos casos, a pessoa prefere negociar e quitar a dívida para evitar transtornos futuros, especialmente se pretende voltar a ter crédito no mercado.

Gostou? Siga o Seu Crédito Digital no Google e receba notícias de benefícios, INSS e crédito em primeira mão.

+311 mil seguidores

Seguir no Google

Quando é vantajoso quitar uma dívida antiga?

  • Melhora de crédito: Ao negociar e pagar uma dívida antiga, o devedor pode aumentar seu score de crédito, facilitando a obtenção de novos financiamentos ou cartões de crédito no futuro.
  • Alívio pessoal: Muitas pessoas preferem quitar dívidas antigas para aliviar a sensação de pendência financeira, mesmo que legalmente não sejam mais obrigadas a pagar.
  • Renegociação com descontos: Muitas vezes, os credores oferecem grandes descontos para que o devedor pague uma dívida antiga. Isso pode ser uma oportunidade para resolver o problema de maneira vantajosa.

Quando não é necessário pagar a dívida?

  • Se você não tem planos de buscar crédito: Se a dívida não for significativa e você não pretende solicitar novos financiamentos ou cartões de crédito, pode optar por não pagá-la, já que o nome não pode mais ser negativado.
  • Se as condições oferecidas não forem favoráveis: Alguns credores podem oferecer renegociações que não trazem benefícios reais. Nesses casos, é importante avaliar se vale a pena pagar a dívida.

Como lidar com cobranças abusivas?

Se você tem uma dívida que já prescreveu e está enfrentando cobranças abusivas, saiba que a legislação brasileira protege o consumidor contra esse tipo de prática. As empresas de cobrança devem respeitar certos limites, como o horário de ligação e a frequência com que tentam entrar em contato com o devedor.

Se você estiver sendo incomodado por ligações constantes ou ameaças, é possível registrar uma reclamação no Procon ou até mesmo entrar com uma ação judicial contra a empresa que está fazendo a cobrança.

Passos para resolver cobranças abusivas:

  1. Reúna provas: Guarde registros das ligações, mensagens ou qualquer outra forma de cobrança abusiva.
  2. Registre uma reclamação no Procon: Se as tentativas de resolução amigável falharem, o Procon pode ajudar.
  3. Procure o Juizado Especial Cível: Se a cobrança continuar, mesmo após a reclamação no Procon, é possível entrar com uma ação judicial, pedindo indenização por danos morais.
Eduardo Mendes

Autor

Eduardo Mendes

Eduardo Mendes é cofundador do Seu Crédito Digital, especialista em SEO, jornalista e bacharel em Administração de Empresas pela UFRGS. Apaixonado por finanças e empreendedorismo, escreve em blogs desde 2014 e atua criando conteúdos, vídeos e análises para ajudar o público a tomar decisões financeiras mais inteligentes.

Topicos relacionados