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Dívidas da Lava Jato realmente serão trocadas por obras no governo Lula?

Projeto com objetivo de trocar dívidas da Lava Jato por obras no governo Lula está sendo analisado. Confira os detalhes!

Bruna MachadoPor Bruna Machado2 min de leitura
Fachada de uma das entradas da empresa Odebrecht, com letreiro vertical em branco e vermelho

Um novo projeto está sendo estudado pelo governo Lula: transformar parte das dívidas da Lava Jato – o equivalente a R$ 1,3 bilhão – em obras públicas realizadas pelas empreiteiras.

É o que o ministro da Casa Civil, Rui Costa, anunciou no começo de 2023 durante reunião com outros membros do governo. Entre outros, estavam presentes o procurador-geral da União, Marcelo Eugênio; o ministro da Advocacia-Geral da União, Jorge Messias; o presidente do Tribunal de Contas da União, Bruno Dantas e o ministro da Controladoria-Geral da União, Vinícius Carvalho.

O projeto segue em discussão e ainda não foi tomada nenhuma decisão oficial. Confira os detalhes.

Governo Lula estuda trocar dívidas da Lava Jato por obras públicas

Dos R$ 10 bilhões de dívidas, o planejamento de obras abateria cerca de 10% do total, equivalente a R$ 1,3 bilhão de reais. A ideia é que o alvo sejam as obras públicas abandonadas e próximas de serem finalizadas.

Entre as opções discutidas para serem priorizadas, estão as construções do programa Minha Casa, Minha Vida e a finalização de creches do país.

Essa troca está sendo cogitada, pois, como o dinheiro deve ir para a CGU (Controladoria-Geral da União), diretamente para o Tesouro, os valores poderiam ser abatidos pelo governo.

A ideia ainda está se desenvolvendo bem timidamente. Segundo o presidente Luís Inácio Lula da Silva, um teste deve ser realizado. Caso seja bem-sucedido, o plano deve seguir sendo aplicado. Lula chamou o plano de “projeto-piloto”.

Um projeto que gera incertezas

Ao analisar o assunto, especialistas citam as incertezas que o projeto pode trazer.

Por se tratarem de empreiteiras acusadas de corrupção, as empresas em questão podem encontrar dificuldades na realização das obras públicas. Isso porque instituições financeiras podem dificultar o acesso a recursos financeiros para o andamento dos trabalhos.

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Esse, inclusive, é um dos principais receios do governo em aprovar o projeto. Não há garantia de que as empresas conseguirão aprovação de financiamentos.

Entre as empreiteiras envolvidas nas acusações de corrupção, algumas não veem essa solução pensada pelo governo Lula como a melhor, e deixam clara a preferência pela renegociação dos valores.

De acordo com o advogado e doutor em Direito pela USP, Igor Tamasauskas, “É melhor entender se o cálculo está correto do que fazer uma mera conversão para um escambo em obra, em serviço ou produto”.

Imagem: Joa Souza / Shutterstock.com

Bruna Machado

Autor

Bruna Machado

Bruna Cassana é gaúcha, natural de Pelotas, e atua como redatora no Seu Crédito Digital. Curiosa por natureza, está sempre conectada às tendências da web e às principais novidades sobre finanças, benefícios sociais e tecnologia. Com olhar atento às transformações digitais e linguagem acessível, Bruna contribui para informar e orientar leitores em decisões do cotidiano.

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