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Dívidas feitas pelo Fies podem ser renegociadas no Desenrola?

Os estudantes têm questionado se as dívidas do Fies poderão ser negociadas no Desenrola Brasil. Confira mais detalhes!

Djamilla Ribeiro MartinsPor Djamilla Ribeiro Martins2 min de leitura
Site do Fies na tela de um computador e de um celular

Em março deste ano, o ministro da Educação, Camilo Santana (PT), afirmou que “a inadimplência do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) está altíssima”. Na ocasião, o governo federal tinha R$ 11,3 bilhões em parcelas do Fies em atraso. Diante disso, nas redes sociais, os estudantes têm questionado se as dívidas do programa estudantil poderão ser negociadas no Desenrola Brasil.

Nesta segunda-feira (17), teve início a primeira fase do Desenrola Brasil, programa de negociação de dívidas do governo federal, que limpou o nome de milhões de brasileiros com dívidas de até R$ 100,00, além de possibilitar a negociação com os bancos. Confira mais detalhes!

Dívidas do Fies no Desenrola

O Ministério da Fazenda, por meio de nota enviada ao jornal EXTRA, afirmou que as dívidas do Fies não podem ser renegociadas no Desenrola Brasil, de acordo com a Medida Provisória 1.176, de 5 de junho de 2023. 

De acordo com a pasta, o objetivo do Desenrola é promover a renegociação de dívidas que não possuam garantias, nem incentivos. E, como a dívida do Fies já conta com aportes públicos, não está incluída no programa.

Desenrola Brasil

O Desenrola Brasil foi idealizado pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e tem o intuito de renegociar as dívidas. Aqueles que possuem o nome negativado devido a dívidas de até R$ 100,00 terão seus nomes automaticamente limpos, porém a dívida não será perdoada e será necessário negociar diretamente com o banco.

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O programa Desenrola é dividido em duas faixas. Atualmente, está sendo contemplada a Faixa 2, que engloba os brasileiros com renda de até R$ 20 mil e que possuem dívidas bancárias. A negociação dessas dívidas deve ser feita diretamente com as instituições financeiras.

Já a faixa 1 contará com uma plataforma digital do governo a partir de setembro. Será direcionada para aqueles com renda de até dois salários mínimos (R$ 2.640,00) ou que estejam inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) e que possuam dívidas de até R$ 5 mil.

Imagem: rafapress/ shutterstock.com

Djamilla Ribeiro Martins

Autor

Djamilla Ribeiro Martins

Djamila Martins é formada em Tecnologia em Gestão Empresarial (Processos Gerenciais) pela FATEC de Santos, Licenciada em Letras pelo Instituto Federal de São Paulo e também graduada em Pedagogia pela Universidade de Marília. Com uma base sólida em educação e gestão, alia conhecimento técnico e sensibilidade didática para contribuir com conteúdos informativos, acessíveis e confiáveis no portal Seu Crédito Digital, com foco em cidadania, economia e serviços públicos.

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