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Dívidas em atraso? Veja como o ‘Bico’ está sendo a estratégia de muitos brasileiros

Cidadãos com dívidas buscam saída com trabalho informal. Pesquisa mostra aumento de "bicos" como alternativa. Veja aqui dados e as soluções!!

Erivelto LopesPor Erivelto Lopes4 min de leitura
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O dinheiro está cada vez mais escasso na vida de milhões de brasileiros, o que tem levado a um crescimento expressivo do trabalho informal como solução para quitar dívidas. Em 2025, cerca de 34% dos inadimplentes afirmam que pretendem realizar atividades informais para equilibrar as finanças.

A inadimplência é uma realidade para mais de 97 milhões de pessoas no Brasil. Os efeitos das dívidas ultrapassam as contas em atraso e atingem a saúde emocional, a autoestima e a estabilidade familiar dos brasileiros. Mais que um problema econômico, é uma crise social que exige respostas urgentes.

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Imagem: shisu_ka / shutterstock.com

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Perfil de quem deve

Os dados mostram que o endividamento tem um recorte social claro:

  • 59% dos inadimplentes são pessoas negras
  • 52% são mulheres
  • 41% têm entre 30 e 49 anos
  • 54% possuem apenas o ensino fundamental
  • 61% pertencem à classe C

Esse perfil reflete a desigualdade estrutural do país, em que a população mais vulnerável acaba sendo também a mais atingida pela falta de acesso a recursos e oportunidades.

Principais fontes de dívida

As dívidas mais comuns têm origem em itens básicos ou em créditos rotativos de alto custo:

  • Cartão de crédito e financeiras: 43%
  • Contas de celular: 23%
  • Cheque especial: 20%
  • Contas de consumo (luz, água, gás): 17%

Ou seja, muitas dívidas surgem não do consumo excessivo, mas da urgência em cobrir despesas básicas.

As causas do endividamento

Fatores externos dominam

Para 79% dos inadimplentes, o endividamento foi causado por fatores externos:

  • Gastos imprevistos: 34%
  • Perda de emprego ou queda na renda: 33%

Outros 35% citam a falta de planejamento financeiro, enquanto 27% apontam maus hábitos de consumo.

Primeira vez ou reincidência?

Entre os inadimplentes atuais:

  • 42% estão inadimplentes pela primeira vez
  • 58% já passaram por essa situação antes

Além disso, 46% estão com dívidas atrasadas há mais de um ano, demonstrando um problema crônico.

O trabalho informal como solução

Crescimento da informalidade

A busca por trabalhos informais para sair do vermelho teve um salto expressivo: de 12% em 2021 para 34% em 2025. Bicos, vendas autônomas, serviços por aplicativo e outras atividades temporárias são cada vez mais comuns.

Outras estratégias adotadas

Os inadimplentes têm se movimentado para pagar o que devem:

  • 88% pretendem renegociar dívidas
  • 33% cortaram gastos
  • 19% estão fazendo hora extra
  • Outros vendem bens, pegam empréstimos, ou até apostam em jogos para conseguir dinheiro

Otimismo e resiliência

Expectativas para 2025

Apesar das dificuldades, o brasileiro segue otimista:

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  • 74% acreditam que conseguirão quitar as dívidas em 2025
  • 62% esperam sair do endividamento em até um ano
  • Entre os jovens de 18 a 29 anos, esse número sobe para 72%

Mobilização coletiva

Essa esperança se apoia na disposição de agir. Muitos já tomaram atitudes para equilibrar suas finanças, mas reconhecem que também precisam de apoio estruturado.

O que os inadimplentes mais precisam

Segundo o levantamento, os principais pedidos são:

  • Crédito acessível e com juros baixos: 91%
  • Informações sobre educação financeira: 90%
  • Ferramentas de gestão de dívidas (apps): 88%
  • Apoio para abrir ou ampliar o próprio negócio: 87%
  • Novas oportunidades de emprego: 85%
  • Cursos e capacitação profissional: 84%

A estrutura pública também é parte da solução

Serviços sociais e apoio

  • Assistência social e apoio psicológico: 84%
  • Creches acessíveis e com horário estendido: 71%

Muitos enxergam na melhoria dos serviços públicos um aliado essencial para aliviar as pressões do endividamento.

A dívida como peso emocional

Impacto na vida das pessoas

  • 93% relatam que as dívidas afetam sua vida de forma geral
  • 87% dizem que prejudicam o trabalho, a família e a saúde

A inadimplência não é apenas uma questão de números, mas de dignidade e qualidade de vida.

Mulher cabisbaixa olhando para notebook
Imagem: fizkes/Shutterstock.com

O crescimento do trabalho informal entre os inadimplentes revela um esforço coletivo para recuperar o equilíbrio financeiro. No entanto, sair do endividamento exige mais do que iniciativa individual: é preciso garantir acesso a crédito justo, educação financeira de qualidade e políticas públicas eficientes. A inadimplência é um problema que compromete o futuro de milhões, e enfrentá-la é também promover justiça econômica.

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Erivelto Lopes

Autor

Erivelto Lopes

Erivelto Lopes é redator no portal Seu Crédito Digital, com forte compromisso com a verdade, responsabilidade e qualidade da informação. Atua diariamente na produção de conteúdos claros e confiáveis sobre benefícios sociais, economia e atualidades que impactam a vida do cidadão. É apaixonado por informar com agilidade, sempre buscando traduzir temas complexos de forma acessível.

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