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Dividendos da Petrobras: esse tipo de investimento vale a pena?

Entenda o que pode acontecer com a política de dividendos da Petrobras e se este ainda é um bom investimento. Saiba mais!

Mateus VasconcellosPor Mateus Vasconcellos2 min de leitura
Petrobras contribui com R$ 131,7 bilhões em tributos nos seis primeiros meses

Ao longo dos últimos anos, a Petrobras se destacou, no âmbito do mercado financeiro, por sua política de pagamento de proventos aos acionistas. Todavia, o governo atual pode mudar a política de dividendos da Petrobras.

Neste contexto, a Trademap apontou, a pedido do portal Inteligência Financeira, o estudo acerca do dividend yield (DY) da estatal para este ano. Assim, a empresa indicou previsão de baixa relacionada ao indicador em 2023.

Ademais, a questão do preço do barril de petróleo também deve impactar a política de dividendos da Petrobras. Simultaneamente, a nova política de preços da estatal é outro ponto que o mercado financeiro tem analisado com cuidado.

Mudanças na política de proventos

Conforme Jefferson Souza, especialista em investimentos da Semeare, em entrevista ao Inteligência Financeira, alguns motivos corroboram para o receio acerca do pagamento de dividendos da Petrobras este ano. Neste sentido, ele destaca:

  • Preço do petróleo;
  • Política de preços da estatal;
  • Nova gestão.

Por exemplo, o barril de óleo do tipo brent desvalorizou US$ 20 dólares em aproximadamente um ano, passando de US$ 100 para US $80. Isto é, tal mudança já vai gerar impacto no lucro do grupo brasileiro. Contudo, a tendência da política de dividendos da Petrobras, por meio da nova gestão, também é outro fator que impacta o posicionamento do mercado.

Pagamento de dividendos da Petrobras em 2023

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Conforme a Trademap, o dividend yield da estatal brasileira, desde 2021, gira em torno de 20% e 60% ao ano. Entretanto, devido às possíveis mudanças na política de dividendos da Petrobras, a empresa apontou que o DY do grupo está entre 20% e 44%, sendo que, até maio, o indicador ficou em 48%.

Portanto, algumas carteiras, como a do Itaú, já não contam com o ativo. Enquanto outras, como a Mirae, seguem com o ativo. Isto é, há uma dúvida sobre o que fazer em tal cenário. De todo modo, ao menos no médio prazo, as políticas ligadas aos dividendos da Petrobras não impedem que agentes relevantes indiquem o ativo financeiro.

Imagem: Leonidas Santana / Shutterstock.com

Mateus Vasconcellos

Autor

Mateus Vasconcellos

Formado em jornalismo, atuou como redator e roteirista desde 2017.

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