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Empresas pagam dividendos em fevereiro; veja a agenda

Mais de 27 empresas pagam dividendos e JCP em fevereiro. Veja o calendário completo, valores, datas e como ter direito aos proventos.

Helena SerpaPor Helena Serpa5 min de leitura
dividendos

Fevereiro se consolida como um dos meses mais relevantes para investidores focados em renda passiva na Bolsa brasileira. Levantamento da Quantum Finance aponta que pelo menos 27 empresas listadas na B3 vão remunerar seus acionistas ao longo do mês, seja por meio de dividendos ou de juros sobre capital próprio (JCP).

O movimento reflete o encerramento de balanços anuais, sobretudo de bancos e grandes companhias, que tradicionalmente concentram a distribuição de lucros no início do ano. Para o investidor, entender quem paga, quando paga e quem tem direito é essencial para evitar erros comuns e alinhar a estratégia de investimento.

Bancos lideram a distribuição de proventos

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Como ocorre em praticamente todos os ciclos, o setor bancário abriu a temporada de pagamentos. Instituições financeiras têm fluxo de caixa previsível e histórico consistente de remuneração aos acionistas, o que explica sua forte presença no calendário de fevereiro.

Bancos que já pagaram ou pagam no início do mês

Bradesco, Banestes, Itaú e Banese já efetuaram pagamentos ou iniciaram os depósitos nos primeiros dias úteis do mês. Esses proventos foram, majoritariamente, distribuídos na forma de JCP, modelo bastante utilizado por bancos por sua eficiência tributária.

Santander e BTG concentram pagamentos na segunda quinzena

Santander e BTG Pactual optaram por datas posteriores. O Santander efetua os créditos no dia 5 de fevereiro, enquanto o BTG Pactual concentra seus pagamentos no dia 13. Ambos também utilizam o JCP como principal forma de remuneração.

Empresas não financeiras também reforçam o calendário

Além dos bancos, fevereiro traz pagamentos relevantes de companhias de peso fora do setor financeiro. Empresas como Petrobras, Suzano, Localiza e Klabin aparecem entre os destaques, reforçando o caráter diversificado da agenda de proventos do mês.

Esse fator é importante para investidores que buscam renda passiva sem concentração excessiva em um único setor da economia.

Calendário em fevereiro

A seguir, um panorama organizado com as empresas que efetuam pagamentos ao longo de fevereiro, incluindo tipo de provento, data-com e data de crédito. Os valores são brutos e podem sofrer tributação no caso de JCP.

Pagamentos realizados no início de fevereiro

  • Bradesco, Itaú, Banestes e Pague Menos realizam depósitos logo nos primeiros dias do mês.
  • Allos, Banese e Suzano também concentram pagamentos entre os dias 3 e 4.

Pagamentos entre a primeira e a segunda quinzena

  • Santander, Grupo GPS, Localiza, JHSF e ABC Brasil distribuem recursos entre os dias 5 e 11.
  • Riosulense e BTG Pactual pagam na sequência, entre os dias 12 e 13.

Pagamentos no fim do mês

  • Petrobras, Isa Energia, Schulz, Klabin, Vibra, Yduqs e Companhia Industrial Cataguases encerram o calendário, com depósitos que se estendem até 27 de fevereiro.

Essas informações são consolidadas a partir de comunicados oficiais enviados pelas companhias à B3 e compilados pela Quantum Finance.

Entenda a diferença

Embora ambos representem remuneração ao acionista, dividendos e juros sobre capital próprio têm características distintas.

Dividendos

  • Pagos diretamente a partir do lucro líquido
  • Muito utilizados por empresas do setor industrial e de energia

Juros sobre capital próprio

  • Sofrem retenção de 15% de Imposto de Renda na fonte
  • Dedutíveis do lucro tributável da empresa
  • Mais comuns em bancos e holdings

Na prática, o investidor deve sempre considerar o valor líquido recebido, especialmente ao comparar empresas que utilizam modelos diferentes de remuneração.

Quem tem direito a receber os proventos?

O direito ao recebimento está vinculado à chamada data-com, que funciona como um “corte” oficial definido pela empresa.

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Regra básica

  • Quem possui ações até o fim do pregão da data-com recebe o provento
  • Quem compra no dia seguinte já não tem mais direito
  • A data de crédito pode ocorrer dias ou semanas depois

Esse mecanismo é regulamentado pela B3 e amplamente divulgado nos fatos relevantes das companhias.

Vale a pena?

Comprar ações apenas para “capturar” dividendos costuma ser uma estratégia pouco eficiente para o investidor pessoa física.

Pontos de atenção

  • O preço da ação tende a cair após a data-com
  • JCP sofre tributação automática
  • Custos de corretagem e imposto podem anular o ganho

Especialistas recomendam que o investidor avalie fundamentos da empresa, consistência de lucros e política de distribuição, e não apenas o pagamento pontual.

FAQ

Quem tem direito a receber dividendos ou JCP?
Tem direito quem possui as ações até a data-com, definida pela empresa. Quem compra o papel a partir do dia seguinte (data “ex”) não recebe o provento anunciado.

Quando o dinheiro cai na conta do investidor?
O pagamento ocorre na data de crédito, que pode ser dias ou semanas após a data-com. O valor é depositado automaticamente na conta da corretora do acionista.

Considerações finais

O calendário de fevereiro reforça o papel da Bolsa brasileira como fonte relevante de renda passiva, especialmente para quem investe com foco no longo prazo. Com mais de 27 empresas pagando dividendos e JCP, o mês oferece oportunidades tanto para investidores experientes quanto para quem está começando.

Entender o funcionamento das datas, a diferença entre os tipos de proventos e a saúde financeira das empresas é o caminho mais seguro para transformar esses pagamentos em uma estratégia consistente de geração de renda.

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INFORMAÇÕES ATUALIZADAS 2026:

Helena Serpa

Autor

Helena Serpa

Jornalista mineira, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ). Apaixonada por linguagem simples e comunicação acessível, atua como redatora no portal Seu Crédito Digital, onde produz conteúdos sobre finanças pessoais, cidadania, programas sociais, direitos do consumidor e outros temas relevantes para o dia a dia dos brasileiros. Sua escrita busca informar com clareza, contribuir com a inclusão digital e empoderar leitores a tomar decisões mais conscientes sobre dinheiro e serviços públicos.

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