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Dólar em alta: geopolítica e queda das commodities pressionam mercado

Mercado acompanha alta do dólar, recuo do petróleo e minério e impactos geopolíticos. Entenda o cenário.

Fernanda RamosPor Fernanda Ramos5 min de leitura
dolar

O dólar opera em alta leve no mercado à vista nesta terça-feira (19), influenciado por quedas do petróleo e do minério de ferro na China, que recuaram 0,64%. Apesar disso, os ajustes no câmbio são moderados diante do recuo da divisa americana frente a moedas principais e algumas emergentes, como peso chileno, rublo e rand sul-africano.

O movimento reflete não apenas fatores externos, mas também a cautela de investidores diante da geopolítica global, especialmente as repercussões da guerra na Ucrânia e negociações envolvendo o petróleo russo.

Leia mais: Ibovespa e dólar sob alta: mercados atentos à política

Geopolítica e expectativa sobre sanções

dólar mercado inflação moedas
Imagem: alexgrec – Freepik

Investidores aguardam os desdobramentos das reuniões realizadas em Washington na segunda-feira (18) sobre o conflito entre Rússia e Ucrânia. As discussões podem eventualmente levar ao fim das sanções ao petróleo russo, o que influencia diretamente os mercados de energia e o câmbio.

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que espera que o presidente da Rússia “seja bom”, caso contrário será difícil, e reforçou que “a Ucrânia não será parte da Otan”. Já o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, comentou sobre a atuação da Índia e da China no mercado de petróleo russo:

“A Índia lucra com o petróleo russo, enquanto as compras da China são completamente diferentes, pois já representavam 30% antes da guerra na Ucrânia, enquanto as da Índia cresceram após o conflito.”

As declarações dos líderes americanos mostram como a geopolítica segue sendo um fator central de pressão sobre o dólar e os preços internacionais de commodities.

Impactos no setor de petróleo brasileiro

No Brasil, a Petrobras segue avançando com seus projetos na bacia da Foz do Amazonas. A sonda ODN II (NS 42) chegou ao local do poço Morpho para realizar a Avaliação Pré-Operacional (APO) prevista para o dia 24 de agosto.

Segundo a diretora Sylvia Anjos, a expectativa é obter a licença do Ibama após a simulação, o que permitirá iniciar a perfuração no bloco FZA-M-59.

O andamento deste projeto tem potencial para impactar o mercado interno e internacional de energia, influenciando a cotação do dólar, dada a relação com preços de petróleo e exportações.

Cenário imobiliário: Minha Casa Minha Vida

No setor doméstico, o programa Minha Casa Minha Vida (MCMV), faixa 4, voltada à população de classe média, ainda não deslanchou. Lançada em maio, a iniciativa busca ampliar a oferta de moradias para famílias de renda intermediária, mas os números do setor indicam aderência baixa até o momento, segundo dados obtidos pela Broadcast.

O baixo desempenho da faixa 4 do MCMV reflete não apenas fatores internos, mas também a influência da volatilidade cambial, juros elevados e a cautela do setor financeiro diante do cenário global.

Resultados financeiros do setor bancário

O Citi registrou lucro líquido recorde de R$ 1,3 bilhão no 1º semestre de 2025, alta de 45% em relação ao mesmo período de 2024. Apesar do resultado positivo, o presidente Marcelo Marangon comentou que o banco adotou uma postura mais cautelosa devido a juros altos e incertezas provocadas pelo tarifaço de Donald Trump.

O desempenho do Citi indica que, mesmo em um cenário externo e doméstico desafiador, algumas instituições financeiras conseguem obter resultados robustos, aproveitando oportunidades seletivas de investimento e diversificação.

Inflação e preços ao consumidor

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O Índice de Preços ao Consumidor – Semanal (IPC-S) apresentou desaceleração em sete capitais pesquisadas, segundo a FGV. O ritmo de alta passou de 0,38% para 0,09% da primeira para a segunda quadrissemana de agosto.

A desaceleração da inflação reflete pressões mais moderadas sobre o consumo, ainda que fatores externos, como a valorização do dólar e a queda de commodities, continuem influenciando o custo de insumos e produtos importados.

Cenário externo e commodities

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Imagem: Alexander Mils/Pexels

A queda do petróleo e do minério de ferro na China, observada nesta terça-feira, indica uma pressão sobre os preços globais de commodities. Esse recuo afeta tanto o mercado interno brasileiro quanto a cotação do dólar, que tende a se valorizar quando há redução na demanda internacional por matérias-primas estratégicas.

O mercado acompanha também o dólar frente a moedas emergentes, observando variações no peso chileno, rublo e rand sul-africano, o que sugere um ambiente de cautela e ajustes moderados no câmbio.

Perspectivas para investidores e mercado brasileiro

O cenário atual indica que os investidores devem se manter atentos a desdobramentos geopolíticos, evolução das sanções ao petróleo russo, desempenho das commodities e indicadores domésticos, como o IPC-S e resultados de bancos e programas habitacionais.

A combinação de alta do dólar, juros elevados, e queda de commodities pode gerar impactos variados: enquanto empresas exportadoras se beneficiam, consumidores e investidores em setores importadores podem enfrentar pressões sobre custos e preços.

Com informações de: Economia – UOL

Fernanda Ramos

Autor

Fernanda Ramos

Fernanda é graduanda em Letras Vernáculas pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), com sólida formação em língua portuguesa. Atua na estruturação, revisão e aprimoramento textual dos conteúdos do portal Seu Crédito Digital, garantindo clareza, coesão e qualidade editorial. Apaixonada por comunicação, tem como missão facilitar o acesso à informação com linguagem acessível e confiável.

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