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Dólar avança com incertezas sobre tarifas; Ibovespa registra oscilações

Dólar avança frente ao real com cenário de tarifas dos EUA; Ibovespa registra oscilações em dia de atenção ao mercado.

Fernanda RamosPor Fernanda Ramos4 min de leitura
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Nesta segunda-feira (11), o dólar à vista registrou leve alta frente ao real, acompanhando o movimento global de valorização da moeda norte-americana, em um dia marcado por incertezas econômicas e políticas comerciais entre Brasil e Estados Unidos.

O mercado brasileiro segue atento à expectativa do anúncio do governo federal sobre o plano de contingência para as empresas afetadas pela tarifa de 50% imposta pelos EUA. Enquanto isso, o índice Ibovespa, principal referência da bolsa brasileira, oscilou durante o pregão, refletindo a cautela dos investidores diante do cenário internacional e doméstico.

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Dólar se valoriza diante de cenário global e tensões comerciais

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Imagem: Virrage Images/Shutterstock.com

Às 12h43, o dólar à vista subia 0,24%, cotado a R$ 5,4465 na venda, pressionado pela força da moeda americana em relação a moedas emergentes, como o peso mexicano e o rand sul-africano. Segundo especialistas, essa valorização reflete uma combinação de fatores que incluem a instabilidade gerada pelas tarifas impostas pelos EUA e a expectativa por dados econômicos importantes no cenário internacional.

Diego Costa, head de câmbio para o Norte e Nordeste da B&T XP, comentou que “a semana começa com uma agenda econômica leve, porém com indicadores e eventos que prometem influenciar o apetite por risco global. Ao longo da semana, o mercado deve reagir tanto aos dados quanto às negociações comerciais e ao cenário político doméstico, mantendo a volatilidade elevada.”

Ibovespa mostra cautela diante do ambiente de incertezas

O Ibovespa acompanhou o movimento cauteloso do dólar e fechou praticamente estável no meio do dia, subindo apenas 0,01%, aos 135.925,76 pontos. A oscilação modesta reflete o equilíbrio dos investidores que tentam ajustar suas posições diante dos sinais mistos vindos do Brasil e do exterior.

A bolsa brasileira tem absorvido o impacto do tarifaço dos EUA, que entrou em vigor no dia 6 de agosto, afetando cerca de 35,9% das exportações brasileiras destinadas ao mercado norte-americano. O governo federal já anunciou que apresentará até terça-feira (12) um plano de ajuda para as empresas impactadas, o que deve influenciar o humor do mercado.

Expectativa por anúncios oficiais e diálogo entre líderes

No Brasil, o dia reserva agendas importantes para o mercado. O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, fará uma palestra na Associação Comercial de São Paulo (ACSP), às 10h30, onde pode abordar perspectivas da política monetária e o cenário econômico. Já o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, concederá entrevista à GloboNews a partir das 13h, momento aguardado para declarações sobre o plano de contingência e as negociações comerciais com os EUA.

Além disso, na quarta-feira (13), Haddad tem reunião marcada com o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent. O encontro pode abrir caminho para um entendimento mais amplo entre os países, amenizando as tensões comerciais recentes.

Cenário externo: inflação nos EUA e trégua comercial em pauta

No exterior, os investidores mantêm o foco em eventos relevantes para o mercado global. Na terça-feira (12), será divulgada a inflação ao consumidor dos EUA, dado considerado chave para indicar os próximos passos da política monetária do Federal Reserve. A expectativa sobre possíveis reajustes na taxa de juros alimenta a volatilidade nas negociações cambiais e nos mercados acionários.

Outro ponto de atenção é a trégua comercial entre Estados Unidos e China, que expira nesta semana. As negociações para a prorrogação do acordo são acompanhadas com cautela, pois uma nova escalada nas tensões poderia desestabilizar ainda mais o cenário econômico global.

Ainda na sexta-feira, será realizado um encontro presencial entre os presidentes Donald Trump e Vladimir Putin, no Alasca, para tratar de temas geopolíticos, incluindo a guerra na Ucrânia. Esses desdobramentos podem gerar impactos indiretos sobre o apetite por risco dos investidores.

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Dólar forte e real em movimento: contexto para investidores

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Imagem: Alexander Mils/Pexels

O índice do dólar, que mede o desempenho da moeda americana frente a uma cesta de seis divisas, subia 0,28%, atingindo 98,500 pontos. A valorização do dólar frente ao real e outras moedas emergentes destaca um ambiente global mais desafiador para divisas consideradas de maior risco.

No Brasil, o real vinha de uma valorização próxima de 2% na semana anterior, o que abre espaço para ajustes e realização de lucros pelos investidores nesta segunda-feira. Essa dinâmica contribui para as oscilações observadas no câmbio e na bolsa.

Impactos das tarifas dos EUA para o Brasil

A tarifa de 50% sobre parte das exportações brasileiras visa proteger a indústria norte-americana, mas cria dificuldades para exportadores brasileiros, principalmente os pequenos produtores que dependem do mercado americano.

O anúncio iminente do plano de contingência pelo governo federal é uma tentativa de amenizar esses impactos, oferecendo linhas de crédito e apoio para garantir a sobrevivência das empresas e evitar perdas significativas no emprego e na produção.

Com informações de: CNN Brasil

Fernanda Ramos

Autor

Fernanda Ramos

Fernanda é graduanda em Letras Vernáculas pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), com sólida formação em língua portuguesa. Atua na estruturação, revisão e aprimoramento textual dos conteúdos do portal Seu Crédito Digital, garantindo clareza, coesão e qualidade editorial. Apaixonada por comunicação, tem como missão facilitar o acesso à informação com linguagem acessível e confiável.

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